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Restrição de Fosfatos

Geralmente não se faz restrição de fosfatos em doentes com hipercalciúria idiopática. Esta restrição pode ter algum interesse apenas em doentes com infecção urinária a microrganismos desdobradores da ureia, como o Proteus ou a Klebsiella. Uma dieta baixa em fosfatos conduzirá à diminuição de fosfatos na urina, diminuindo, portanto, a saturação da mesma em fosfato de amónio e magnésio. Esta diminuição teoricamente constituirá um impedimento ao crescimento do cálculo. Nos doentes com litíase cálcica idiopática, não se deve limitar os fosfatos para não agravar a formação de cálculos. A diminuição dos fosfatos na urina aumentará o cálcio livre por não haver formação de complexos de fosfato de cálcio. O cálcio livre aumentará a atividade iónica na urina e, naturalmente, o risco litogénico nos casos raros em que esta redução é levada demasiado longe, podendo aparecer as complicações habituais das síndromes de depleção de fósforo – miopatia e osteomalacia.

medicamentos 1024 180x180 - Terapêutica Médica (Estenose Valvular Aórtica)

Terapêutica Médica (Estenose Valvular Aórtica)

Nenhuma terapêutica médica é necessária para os doentes com EA assintomáticos com exceção da profilaxia da endocardite bacteriana.
A atividade física intensa (desporto de competição) deve ser interdita aos pacientes com estenoses moderada e grave.
A terapêutica da EA sintomática do adulto é cirúrgica (substituição valvular aórtica por prótese).
Contudo, se surgirem sintomas (insuficiência cardíaca, angor, FA (fibrilhação auricular)), estes devem ser controlados com terapêutica médica convencional até serem rapidamente submetidos a eventual cateterismo cardíaco e cirurgia:
—> Diuréticos – podem ser usados para tratar sintomas de congestão pulmonar.
—> Digitálicos – utilizam-se como inotrópicos ou para controlo da frequência ventricular se existir FA.
-> Vasodilatadores/IECA – para tratar a hipertensão e insuficiência cardíaca e melhorar a distensibilidade do VE. Devem ser usados com precaução em conjunto com os diuréticos pelo risco de baixar muito a pré-carga, particularmente nos ventrículos muito hipertrofiados.
Bloqueantes e antagonistas do cálcio – devem ser evitados nos pacientes com estenose aórtica grave sintomática pelos seus efeitos inotrópicos negativos.
Prevenção da progressão da EA – os lípidos parecem ter um papel no desenvolvimento e progressão da doença sugerindo um benefício das estatinas. Alguns estudos com rosuvastatina em pacientes com EA demonstraram alguma eficácia no retardar do seu desenvolvimento.

comprimidos de pó 1362134071 75 180x180 - Terapêutica Médica (Estenose Valvular Mitral)

Terapêutica Médica (Estenose Valvular Mitral)

Medidas gerais – restringir a atividade física intensa e o desporto de competição na EM moderada/grave.
Profilaxia – da febre reumática e da endocardite bacteriana.
Diuréticos – são úteis se existir evidência de edemas e sintomas de congestão pulmonar.
Bloqueantes e antagonistas do cálcio (verapamil e diltiazem) – podem ser benéficos nos doentes em ritmo sinusal com sintomas que surjam com o esforço ou frequências cardíacas mais rápidas, não estando indicados os digitálicos nestas circunstâncias.
Digitálicos – não modificam a hemodinâmica nos doentes em ritmo sinusal, mas são muito úteis no controlo da frequência ventricular quando existe FA ou quando há evidência de falência ventricular direita.
Arritmias e embolias – controlar/tratar.

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Atividade Física (Insuficiência Cardíaca)

O repouso é útil na IC aguda ou nas fases de agudização da IC crónica.
O descondicionamento é uma causa possível de alterações do metabolismo muscular, contribui para a progressão da IC e deve ser evitado. O exercício regular melhora o controlo autonómico, estimulando o parassimpático e inibindo o simpático, diminui a disfunção endotelial, aumenta a capacidade vasodilatadora e reduz o stress oxidativo. É aconselhado exercício regular, moderado, diário.
Um programa de reabilitação cardíaca individualizado permite melhorar a capacidade funcional e a qualidade de vida.

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Medicina Física e Terapêutica Ocupacional

Os meios físicos, nomeadamente a utilização do calor, do frio e dos ultra-sons, podem resultar em benefício dos doentes, aliviando a dor e exercendo atividade anti-inflamatória.
O repouso corporal, nomeadamente articular, pode diminuir a resposta inflamatória sistémica, sendo uma das armas terapêuticas que deve ser utilizada. O repouso e a inatividade articular de uma ou mais articulações deve ser utilizado criteriosamente, nomeadamente através da utilização de talas de repouso. Logo que a inflamação diminua, deve ser ponderado o início de um plano de exercícios de intensidade crescente.
A programação de um plano de exercícios coordenado por uma equipa de profissionais competentes ajuda a preservar a função articular, mantendo a amplitude dos movimentos, aumentando a massa muscular e a massa óssea. A perda de massa muscular e a osteopenia nos doentes com AR originadas pelo desuso articular, pela ação de mediadores inflamatórios e pela iatrogenia terapêutica são fatores decisivos em termos prognósticos, que urgem ser combatidos.
As medidas de proteção articular e a utilização de ortóteses e de utensílios de ajuda ajudam a prevenir a deformação articular, mantendo a articulação em posição fisiológica e facilitam a adaptação dos défices funcionais do doente à sua vida de relação.

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Insónia

As medidas não farmacológicas indicadas são a higiene de sono (com hora rígida para levantar, evitar estimulantes como o café ou o chá, limitar sestas durante o dia), manter atividade física diária e manter uma luz de presença acesa durante a noite.
Em termos farmacológicos, existe à disposição a melatonina (apesar de nem todos os ensaios revelarem eficácia), as benzodiazepinas mais sedativas de semivida curta (como o lorazepam), o zolpidem (com menor possibilidade de quedas e confusão diurna) e a trazodona.

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Problemas Específicos Após Alta do Paciente com EAM

Recomeço da Atividade Profissional
Nos pacientes assintomáticos com enfarte não complicado, ao fim de 2 semanas. Nos restantes, ou se se considerar um retorno mais precoce, o timing deve ser guiado por prova de esforço em treadmill comparando os MET (metabolic equivalent) atingidos com os MET que a actividade profissional desse particular paciente envolve.

Atividade Sexual
Em pacientes estáveis, sem complicações, a atividade sexual com o parceiro habitual pode ser retomada entre os 8 e os 10 dias.

Condução de Veículos
Pode ser retomada 1 semana após a alta, preferencialmente acompanhado e evitando inicialmente circunstâncias de maior stress* nomeadamente horas de ponta, mau tempo, condução noturna e altas velocidades.
Em pacientes com enfartes complicados (necessitando de RCR, hipotensão persistente, arritmias graves, BAV de 2.° ou 3.° grau ou ICC), o reinício da condução deve ser adiado para 2-3 semanas após a resolução dos sintomas.

Viagens Aéreas em Linha Comercial
Nas primeiras 2 semanas só em pacientes estáveis, sem receio de voar, acompanhados e com nitratos sublinguais imediatamente acessíveis. Pacientes instáveis, sintomáticos ou com complicações, devem ser estabilizados por um período mínimo de 2 semanas antes de voar.