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18 18 1 180x180 - Síndrome de Sjogren

Síndrome de Sjogren

Doença auto-imune que afecta as glândulas salivares e lacrimais. Cursa com diminuição da secreção glandular que se manifesta por xerostomia e xeroftalmia. A terapêutica sintomática é feita com saliva e lágrima artificial e gargarejos com água morna.

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Insuficiência Adrenocortical Auto-imune

Actualmente é a principal causa de doença de Addison, estando frequentemente associada a outras doenças auto-imunes.
Em 70% dos casos de insuficiência auto-imune da SR é possível detectar anticorpos anti-suprarrenal.
A doença de Addison inicia-se com um aumento da actividade da renina plasmática e diminuição da aldosterona que traduz uma lesão inicial da zona glomerulosa. Posteriormente ocorre decréscimo da resposta ao stress ao ACTH, com aumento progressivo do ACTH.
Finalmente verifica-se uma insuficiência da SR clinicamente evidente.
A insuficiência adrenocortical auto-imune divide-se em:
— Doença poliglandular auto-imune tipo I, que é uma patologia rara, mais frequente nas mulheres e cursa com doença de Addison em 60% dos casos, hipoparatiroidismo em 90% dos casos e candidíase mucocutânea em 75% dos casos.
O hipoparatiroidismo e a candidíase mucocutânea normalmente precedem a insuficiência da SR e normalmente aparecem na infância ou no adulto jovem. Metade dos doentes desenvolvem esta tríade.
— Doença poliglandular auto-imune tipo II ou síndrome de Schmidt, patologia mais frequente, caracterizada pela presença de anticorpos anticitoplasma das células da SR e anticorpos anti-21-hidroxilase.
A insuficiência da SR (100% dos casos) é a principal manifestação, mas pode ocorrer também tiroidite linfocítica, hipotiroidismo, doença de Graves (70%) e DM tipo 1 (50%).

tiroide 180x180 - História Natural da Tiroidite de Hashimoto

História Natural da Tiroidite de Hashimoto

Em doentes com tiroidite auto-imune crónica, a evolução para o hipotiroidismo subclínico ou clínico pode ocorrer, mas é lenta. A taxa de progressão para hipotiroidismo subclínico ou clínico é maior nos doentes com níveis de TSH ou com títulos iniciais de ácidos antitiroideus mais elevados.

diagnóstico hipotiroidismo cuidatutiroides 180x180 - Apresentação Clínica da Tiroidite Auto-imune

Apresentação Clínica da Tiroidite Auto-imune

Os doentes com tiroidite auto-imune podem apresentar-se com hipotiroidismo, bócio ou ambos.

Diabetes 2 180x180 - Classificação (Diabetes mellitus)

Classificação (Diabetes mellitus)

Pode ser classificada em quatro tipos:
– DM tipo 1.
– DM tipo 2.
– Diabetes gestacional (DG).
– Outras causas de DM.

DM tipo 1
Provocada por um processo auto-imune, sem associação com outras doenças auto-imunes, ou idiopático (sem evidência de auto-anticorpos). É mais frequente em crianças e adolescentes, mas pode ocorrer em qualquer idade.
Pode associar-se a outras doenças auto-imunes como a doença de Graves, tiroidite de Hashimoto, doença de Addison, miastenia gravis, vitiligo, anemia perniciosa e hepatite auto-imune.
Verifica-se a presença de pelo menos um anticorpo (anticorpos anti-insulina e anticorpos anticélulas dos ilhéus de Langerhans) em 85-90% dos doentes com diabetes DM1, na altura do diagnóstico.
DM tipo 2
Caracteriza-se por insulinorresistência e um defeito relativo e não absoluto de insulina.
Normalmente são doentes com excesso ponderal ou obesos, e aqueles que apresentam IMC (índice de massa corporal) normal podem ter um aumento da gordura visceral.
Nestes doentes a cetoacidose espontânea é rara e, quando ocorre, normalmente está associada a stress.
Diabetes gestacional (DG)
A DG corresponde a qualquer grau de intolerância a glicose iniciada ou detectada durante a gravidez. A definição aplica-se independentemente do tratamento (insulina ou dieta) utilizado e se a DM persiste ou não após o parto.
Tem uma incidência de cerca de 4% de todas as gravidezes nos EUA e a maioria retorna ao metabolismo glicídico normal após o parto. No entanto as mulheres devem ser reavaliadas 6 semanas após o parto.
Outras causas de DM
-> Defeitos genéticos das células B (MODVS).
—» Defeitos genéticos da acção da insulina (insulinorresistência tipo A, leprechaunismo, diabetes lipoatrófica, síndrome de Rabson-Mendenhall).
-> Doenças do pâncreas exócrino (pancreatite, traumatismo/pancreatectomia, hemocromatose, fibrose quística e adenocarcinoma do pâncreas).
—> Endocrinopatias (normalmente ocorre em doentes com defeitos preexistentes na secreção de insulina, e a DM pode desaparecer quando a situação é normalizada.
Hipertiroidismo, síndrome de Cushing, acromegalia, feocromocitoma).
—> Infecções (rubéola congénita, citomegalovírus).
—> DM induzida por fármacos ou químicos (glicocorticóides).
—> Outras síndromes genéticas associadas a DM (síndrome de Down, Klinefelter, Turner, Prader-Willi).

VACINA 12 1 180x180 - Contra-indicações ao Tratamento (Hepatite Crónica Viral C)

Contra-indicações ao Tratamento (Hepatite Crónica Viral C)

Na avaliação inicial do doente candidato ao tratamento, devem ser analisados o seu estado geral e de nutrição, perfil psicológico e capacidade cognitiva, enquadramento no meio familiar, profissional e social, bem como a percepção da gravidade da doença e a motivação para a terapêutica. Devem ser investigadas a presença de doenças sistémicas, de patologias específicas, fármacos em curso, toma de produtos da medicina alternativa, doenças psiquiátricas, hábitos etílicos, tabágicos e toxicológicos.
O primeiro objectivo é rastrear as condições clínicas que constituem contra-indicação absoluta ao tratamento com interferão peguilado e/ou ribavirina, de modo a elucidar os doentes da contingência e limitar as suas expectativas. Há condições que permitem uma abordagem multidisciplinar com outras especialidades, de modo a viabilizar o acesso à terapêutica.
Constituem contra-indicações:
– Cirrose hepática descompensada.
– Doença auto-imune activa ou passada.
– Doença tiroideia não compensada com a terapêutica.
– Doença cardíaca, renal ou pulmonar significativa.
– Antecedente de neoplasia maligna sem controlo de entrada em remissão.
– Doença psiquiátrica grave, como psicose, depressão major ou doença bipolar.
– Doença hematológica com repercussão nas séries eritrocitária, leucocitária ou plaquetária.
– Epilepsia grave.
– Alcoolismo activo.
– Toxicodependência activa.
Para a ribavirina constituem contra-indicações específicas:
– Doenças hemolíticas ou patologias hematológicas com hemólise associada.
– Insuficiência renal crónica que altera a excreção renal da ribavirina, obrigando à redução da sua posologia.
A designação de alcoolismo deve ser diferenciada do consumo excessivo de álcool, muito mais frequente e com maior sucesso na aderência à abstenção etílica; nestes casos, se houver motivação e período de abstinência superior a 6 meses, poderá ser recomendada a terapêutica, tanto mais desejável pela elevada probabilidade de estádio avançado da doença, que favorece uma decisão breve para intervenção. Nos casos de dependência alcoólica, a contribuição da Psiquiatria, com experiência em Alcoologia, pode viabilizar o tratamento antiviral a posteriori.
O doente toxicodependente deve ser avaliado em equipa multidisciplinar com Psiquiatria, Psicoterapia e assistência social, de modo a suscitar, após motivação do doente, a integração em programa de substituição de opiáceos. Estes programas promovem a reabilitação física e psíquica do doente, de modo a ter consciência crítica e aderência para o tratamento antiviral, a ser efectivado ainda durante a fase de terapêutica de substituição de opiáceos.
A frequência de resposta virológica sustentada, o perfil de efeitos adversos e a aderência ao tratamento são sobreponíveis aos da população geral. A estabilidade emocional é vigiada pela equipa de Psicoterapia, que adapta a periodicidade de consultas à necessidade do doente, associando terapêutica ansiolítica e/ou antidepressiva, personalizada de acordo com o diagnóstico psiquiátrico.

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Lesão do Músculo

-> Clínica – é uma doença auto-imune, inflamatória, do músculo, que causa diminuição progressiva da força muscular, sobretudo nos grupos musculares proximais. Com frequência existe dor muscular, mas não ocorrem outras alterações da sensibilidade.
Após os 50 anos, a associação com neoplasia é significativa, pelo que esta deve ser procurada – sobretudo nas formas de dermatomiosite. Outros órgãos são frequência envolvidos, como é o caso do interstício pulmonar, o miocárdio e a pele (dermatomiosite).
-> Exames complementares – as enzimas musculares, em particular a CK, estão quase sempre muito elevadas, tal como a VS. O electromiograma revela um padrão miopático, muitas vezes com aspetos que sugerem o processo inflamatório. No entanto, a biopsia muscular é necessária para confirmar o diagnóstico.

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Pneumonia Intersticial Aguda – AIP

Descrita inicialmente por Hamman e Rich para caracterizar uma doença intersticial pulmonar rapidamente progressiva, muitas vezes referida como o ARDS idiopático, dado o seu carácter agudo, grave e sem etiologia identificável. Deve, no entanto, ser pesquisada a possível existência de doença auto-imune ou de uma fibrose pulmonar idiopática prévia.