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Incontinência Urinária

– Incontinência urinária – devem excluir-se infeções do trato urinário ou hiperplasia prostática e pode ser necessário realizar uma avaliação urodinâmica. Esvaziar com frequência a bexiga, reduzir a ingestão de líquidos à noite, ter uma micção imediatamente antes de deitar e se necessário colocar fralda durante a noite são conselhos úteis para estes doentes. A maior parte dos casos de incontinência pós-AVC resulta de uma hiperatividade da bexiga (hiperreflexia do detrusor) ou desinibição do relaxamento do esfíncter vesical, podendo beneficiar de anticolinérgicos (oxibutinina, 5 mg, 1 a 3xdia; imipramina, 25-75 mg/dia); tolterodina, 25 mg, 1/2 a 1,2xdia, ou antiespasmódicos (flavoxato, 200 mg, 1 a 3xdia). Estes medicamentos devem ser evitados nos doentes com hipertrofia da próstata ou glaucoma e podem ter vários efeitos secundários indesejáveis tais como sonolência, confusão ou agitação, secura das mucosas, náuseas ou obstipação. Noutros casos existe dissinergia do esfíncter vesical, que não relaxa quando existe contracção do detrusor ou aumento do termo do esfíncter vesical, podendo ser útil a administração de antagonistas dos recetores alfa-l-adrenérgicos (alfuzosina, 2,5 mg, 1 a 3xdia; tamsulosin, 0,4 mg de manhã). Os bloqueadores alfa-adrenérgicos podem causar hipotensão ou síncope e arritmias.

ansiedade 180x180 - Disfunção esfincteriana e sexual (Esclerose Múltipla)

Disfunção esfincteriana e sexual (Esclerose Múltipla)

– Disfunção esfincteriana e sexual – sintomas urinários por bexiga neurogénea estão presentes em cerca de 70% dos doentes com EM. No controlo da hiperexcitabilidade do detrusor, causadora de urgência, utilizam-se os anticolinérgicos, quer a oxibutinina (2,5 a 5 mg/3xdia p.o.), quer a tolteradina (1 a 2 mg/2xdia p.o.) que condiciona menos xerostomia. A hormona antidiurética (DDAVP 10 a 20 ug) por via inalatória, ao deitar, reduz a nictúria e proporciona assim conforto e repouso noturnos, sendo apenas necessário vigiar a possível hipertensão em decúbito. Os antagonistas a (alfuzocina e tamsulozina) são úteis quando há queixas sugestivas de dissenergia vesicoesfincteriana. Quando há atonia do detrusor e grandes resíduos vesicais (maiores que 100 ml), é fundamental recorrer à auto-algaliação, melhorando a qualidade de vida e evitando infeções urinárias de repetição.
Há poucos estudos epidemiológicos sobre a prevalência de disfunção sexual nos doentes com EM. A disfunção eréctil é muito frequente. Quer o sildenafíl, quer mais recentemente o tadalafil e o vardenafil, são eficazes, melhorando o desempenho sexual dos doentes portadores do sexo masculino.

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Vias de Administração

Habitualmente utiliza-se a via parentérica (e mais a e.v.) para administração dos citostáticos. No entanto, cada vez mais, diferentes fármacos estão já disponíveis para administração oral. São também usadas outras vias: intravesical (neoplasias da bexiga, intratecal (leucemia, meningite carcinomatosa), intraperitoneal, intra-arterial.

E coli at 10000x 180x180 - Infeção Urinária no Homem

Infeção Urinária no Homem

Nem sempre significa anomalia do aparelho urinário, mas obriga sempre a imagiologia dos rins, bexiga e próstata. O reservatório habitual nestes doentes é a próstata; outros fatores de risco são a não circuncisão, ou o coito com parceira colonizada com agentes uropatogénicos mormente a Chlamydia. No diagnóstico é obrigatório obter culturas de urina. O tratamento inclui de novo 7 a 15 dias de TMP/SMX ou uma quinolona como a ciprofloxacina 500 mg 12/12 horas, qualquer deles lipofílicos e com pouca adesão a proteínas, tendo, portanto, boa penetração no tecido prostático.

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ESTUDO URODINÂMICO

É o único teste que nos permite afirmar a existência de obstrução infravesical, pelo facto de nos dar informação sobre a relação entre pressão vesical e fluxo urinário. Deve ser utilizado sempre que existam dúvidas quanto à existência ou não de obstrução, ou quando existam patologias associadas (por exemplo, diabetes, sífilis, alcoolismo) ou outras neuropatias com ou sem patologia da coluna ou do sistema nervoso central que possam contribuir para o quadro. As limitações do passado foram hoje ultrapassadas pela urodinâmica não invasiva, capaz de fornecer a mesma informação sem a necessidade de introduzir cateteres na bexiga.

COLECISTECTOMIA 5 180x180 - CISTOSCOPIA COM PIELOGRAFIA RETRÓGRADA

CISTOSCOPIA COM PIELOGRAFIA RETRÓGRADA

Implica a utilização de um cistoscópio através da uretra. Permite despistar qualquer anomalia da uretra, colo vesical ou bexiga. A instilação de contraste radiológico através dos meatos ureterais permite (com utilização de fluoroscopia) o diagnóstico de defeitos de enchimento do uréter e pelvis renal. Pode ser efetuado em pacientes com insuficiência renal ou com alergia a contraste, visto que este não entra em circulação.

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Uretrocistografia

Implica a instilação (retrógrada) de contraste na bexiga, através da uretra num primeiro tempo, permitindo definir as características do contorno vesical e do perfil da uretra. Num segundo tempo, o doente deve urinar o contraste injetado, fornecendo informação valiosa sobre a dinâmica da micção, a rigidez dos apertos, a dilatação a montante dos mesmos e a existência de refluxo vesicoureteral. Com este exame é possível não só avaliar a obstrução infravesical, mas também qual a resposta da bexiga a essa obstrução.

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CLÍNICA

A apresentação clínica depende da localização, duração e grau de obstrução.
A obstrução do aparelho urinário alto (rim, uréter) pode originar lombalgia com ou sem irradiação ao flanco e região inguinal homolateral. Na fase aguda pode ser acompanhada de náuseas e vómitos. A obstrução crónica pode ser assintomática. Se houver infeção associada pode existir febre, calafrios e disúria; por vezes há hematúria. Em obstruções bilaterais ou em rim único podemos ter situações de uremia, com astenia, edemas periféricos e alterações do estado mental.
A obstrução urinária inferior (bexiga e uretra) pode originar disfunção miccional (com queixas de enchimento e de esvaziamento), com dor suprapúbica e, por vezes, retenção urinária. Pode existir hematúria.

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Uropatia obstrutiva

No rim normal, a urina formada no sistema tubular é drenada para os cálices e daí, por movimentos peristálticos, conduzidos à bexiga. O sistema coletor tem pressões basais de 0-10 cmH20, que sobem até 20-60 cmH20 com a peristalse.
Sempre que existe uma resistência estrutural ao fluxo de urina, em qualquer ponto, ao longo do aparelho urinário, falamos de uropatia obstrutiva. Esta resistência pode ser anatómica ou funcional, intrínseca ou extrínseca ao aparelho urinário. Podem ser atingidas pressões acima de 80 CIT1H2O, que pode condicionar degradação da função renal.
A obstrução urinária crónica pode originar lesões permanentes e irreversíveis no trato urinário. A obstrução infravesical desencadeia alterações na bexiga, tais como trabeculação, divertículos, espessamento vesical e descompensação do detrusor. A pressão retrógrada pode condicionar hidrouréter e hidronefrose. Esta pode causar lesão do nefrónio e insuficiência renal. A estase no trato urinário aumenta o risco de litíase e infeção urinária. A uropatia obstrutiva não deve ser confundida com nefropatia obstrutiva – que corresponde às lesões do parênquima renal originadas pela obstrução, nem com hidronefrose, que corresponde à dilatação da pélvis renal e dos cálices.
A obstrução urinária pode originar uma ampla variedade de quadros clínicos, desde o assintomático até ao mais exuberante como é o de cólica renal. A diversidade de sintomas está intimamente ligada à sua etiologia e dependente de vários fatores, tais como:
– Tempo de evolução.
– Uni ou bilaterateral.
– Completa ou parcial.
– Existência ou não de infeção associada do aparelho urinário.