Artigos

ted engenheiro cardiaco large 180x180 - Bradidisritmias

Bradidisritmias

As bradidisritmias devidas a disfunção do nódulo sinusal já foram discutidas anteriormente estando indicada a colocação de pacemaker permanente quando se correlacionarem com sintomas ou houver necessidade clínica de terapêutica com fármacos depressores do ritmo cardíaco.
Os BAV do 1.° grau e do 2.° grau tipo Mobitz I podem surgir em indivíduos normais, jovens ou atletas, e não justificam terapêutica específica. Em doentes idosos os bloqueios do 2.° grau, se condicionarem bradicardia significativa e forem sintomáticos, justificam a colocação de pacemaker. Os bloqueios do 2.° grau tipo Mobitz II, de grau avançado e o BAV completo obrigam na maior parte dos casos à implantação de um pacemaker.
Temporário, se houver causas precipitantes (como um enfarte do miocárdio) ou reversíveis, definitivo, se a situação for persistente.
Casos selecionados de BAV congénitos, sem repercussão hemodinâmica e com respostas ventriculares adequadas podem não necessitar de pacemaker.
A escolha do pacemaker apropriado depende do tipo de indicação e da situação clínica de cada paciente, sendo mais “fisiológicos” os modelos de dupla câmara (DDD), que permitem a manutenção da função contráctil auricular e, com isso, melhoram o débito cardíaco. No entanto, se não houver alteração na condução AV, nem disritmia auricular, os pacemakers de estimulação auricular (AAI) podem ser a melhor opção e, se houver fibrilação auricular persistente, a escolha de um modo de estimulação ventricular única (VVI) é a mais correta.

1863612 2548396 180x180 - Bloqueantes

Bloqueantes

– Bloqueantes – propranolol (doses diárias de 40-240 mg/dia, divididas em 2 a 3 tomas ou em toma única de libertação lenta), metoprolol (50-200 mg/dia), bisoprolol (5-10 mg/dia). Há menor evidência sobre a eficácia do atenolol e do timolol.
Estão contra-indicados nos indivíduos com asma, insuficiência cardíaca congestiva, bradicardia, perturbações da condução cardíaca e nos diabéticos insulinodependentes (mascararam os sintomas da hipoglicemia). Durante a sua introdução dever-se-ão controlar a tensão arterial e a frequência cardíaca. Os seus principais efeitos adversos são o cansaço, vasoconstrição periférica, broncospasmo, hipotensão, bradicardia, alterações do trânsito intestinal, impotência, insónia e pesadelos.

Paracetamol tablets 180x180 - P-Bloqueantes e Bloqueadores dos Canais de Cálcio

P-Bloqueantes e Bloqueadores dos Canais de Cálcio

Na hipotensão e bradicardia sintomáticas estão indicados o glucagon num bolus e.v de 5 a 10 mg em 30 a 60 segundos seguido de uma perfusão de 2 a 10 mg/horas e o cloreto de cálcio a 10%. A atropina, a dopamina, a adrenalina, a noradrenalina e a isoprenalina são menos eficazes, mas podem ser dadas como terapêutica adjuvante. A hipercaliemia associada aos P-bloqueantes e as alterações do metabolismo glicémico (hipo para os P-bloqueantes e hiper para os bloqueadores dos canais de cálcio) devem ser manuseadas da forma habitual.


Warning: DOMDocument::loadHTML(): htmlParseStartTag: invalid element name in Entity, line: 1 in /home/medicina/public_html/wp-content/plugins/wpex-auto-link-titles-master/wpex-auto-link-titles.php on line 30
farmacos030809 180x180 - Tratamento (Hipercaliemia)

Tratamento (Hipercaliemia)

A hipercaliemia grave (>7mEcl/L)< ou com alterações preocupantes do ECG, requer uma terapêutica faseada por etapas; de imediato tentamos limitar a despolarização da membrana, estabilizando-a; procuramos depois promover a transferência de potássio para dentro das células para cobrir os 60 minutos seguintes e planeamos desde logo medidas mais tardias que promovam a excreção real de potássio. A inibição da despolarização da membrana faz-se com gluconato de cálcio administrado em bolus (ampolas de 10ml a 10%) quem, em geral, melhora quase de imediato o padrão electrocardiográfico, estreitando o QRS e corrigindo a bradicardia; pode repetir-se cada 5 a 10 minutos até obter o efeito desejado e ganhar tempo para que as outras medidas tenham eficácia. A insulina é uma das armas mais eficazes a induzir a transferência de potássio para dentro das células reduzindo a caliemia em 1 a 1,5 mEq/L em cerca de 30 minutos, durando este efeito algumas horas. É usual utilizar na urgência ampolas de glicose hipertónica de 20 ml a 50% com 20 unidades de insulina de ação rápida, ou a mesma dose para infundir com 500cc de dextrose a 10%, conforme a urgência da correção e o volume que possamos empregar. Os agonistas adrenérgicos têm o mesmo efeito, ainda que menos eficaz, resultam em alguns doentes por via inalatória, por exemplo seis a oito bombadas de salbutamol repetidas cada 4 horas, mas induzem em geral tremor e taquicardia nem sempre bem tolerado. A alcalinização com bicarbonato não faz parte do tratamento da hipercaliemia; nos casos de acidose grave com pH<7,20 associados a hipercaliemia, a administração de bicarbonato para tratar a acidose pode, no entanto, ter um efeito benéfico. A estratégia a utilizar para promover a excreção de potássio depende da nossa urgência bem como se o doente tem função renal recrutável a nosso favor. Nos doentes com função renal residual superior a 20 a 25 ml/min de depuração da creatinina, a associação de um diurético de ansa, o furosemido, a agentes actuando noutros segmentos do túbulo como a metolazona e/ou uma tiazida pode ser muito eficaz. Outra arma são as resinas permutadoras de catiões, no nosso mercado em fase cálcica, isto é, trocam no aparelho digestivo potássio por Ca. Pode ser administrada p.o.,tem sabor repulsivo e é bastante obstipante; damos 25 a 50 g (1 a 2 colheres medidas) 8/8 horas diluído em água juntando 150 ml a 250 ml de manitol (1 frasco a 209f) pela boca como laxante, baixa o potássio 0,5 a 1 mEq/L durante 1 a 2 horas; em alternativa, nos doentes em que não dispomos da via oral, podemos fazer um clister de retenção que, na prática, consiste em diluir em 100 ml de soro salino 50 ml de manitol e 3 a 4 colheres medidas de resina administrados lentamente via rectal por uma algália com o balão insuflado, que fica clampada para reter a solução por 1 hora. Nos casos mais graves ou com insuficiência renal, fazemos diálise, que pode baixar a caliemia de 3 mEq/L em 3 horas; escolhemos um filtro de grande área >1.5 m, solução dialisante sem glicose e suspendemos as medidas terapêuticas tendentes a transferir potássio para dentro das células, que roubariam eficácia ao processo depurativo da diálise, que apenas atua no setor extracelular.

012 180x180 -  Disfunção sino-auricular e perturbações do nódulo sinusal

Disfunção sino-auricular e perturbações do nódulo sinusal

A disfunção sino-auricular é uma entidade particular que envolve um espectro de várias arritmias que incluem a bradicardia sinusal, as pausas ou paragens sinusais, o bloqueio sino-auricular, o ritmo auricular migratório e a síndrome de braditaquidisritmia. A arritmia sinusal e a taquicardia sinusal são perturbações do nódulo sinusal que não se incluem na disfunção sino-auricular, sendo a primeira normalmente benigna e associada a imaturidade do nódulo e não requerendo terapêutica específica. A segunda pode estar associada a diversas situações clínicas (insuficiência cardíaca, por exemplo) ou ser determinada por estímulos externos. O seu tratamento, quando necessário, passa por eliminar os fatores precipitantes ou pelo uso de bloqueantes como droga de 1ª linha.
O tratamento da disfunção sino-auricular depende da presença de sintomas associados. Se houver sintomas de baixo débito clinicamente relevante, sinais de insuficiência cardíaca congestiva ou perdas de conhecimento documentadas, ou se for necessário usar terapêutica bradicardizante concomitante, a opção é implantar um pacemaker definitivo. Na síndrome de braditaquidisritmia utiliza-se geralmente uma associação do pacing fisiológico com terapêutica farmacológica antiarrítmica.