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piolho 180x180 - Pediculose Capitis

Pediculose Capitis

É a infestação do couro cabeludo pelo piolho da cabeça. O parasita é hematófago e alimenta-se no couro cabeludo e região cervical, depositando os ovos nos cabelos.
Pode ocorrer em qualquer grupo etário, mas é mais frequente nas crianças e no sexo feminino, pois o cabelo comprido das raparigas não só dificulta o tratamento como facilita a transmissão. Existem ainda factores individuais (atópicos?) que facilitam a infestação, uma vez que é comum a observação, no mesmo agregado familiar, de crianças que estão frequentemente infestadas a par de outras que raramente o estão. A transmissão faz-se através de chapéus, bonés, pentes e escovas, ou pelo contacto cabeça com cabeça.
Pode ser assintomática, mas na maioria dos casos provoca prurido acentuado nas regiões occipital e temporais. Podem observar-se escoriações e infecção secundária, associada com linfadenopatias occipitais e/ou cervicais.
No exame objectivo podem observar-se piolhos, geralmente em pequeno número (<10) e, sobretudo, lêndeas; estas são ovos do piolho fêmea, ovais, de cor branca acinzentada e estão fixas às hastes do cabelo. Como complicações, em regra em situações arrastadas, pode existir eczema das regiões occipital e nuca (secundárias ao prurido e à coceira), escoriações, crostas e impétigo do couro cabeludo, que podem ocultar os piolhos e lêndeas, dificultando o diagnóstico, e pápulas urticariformes, nas faces laterais da região cervical e nuca, resultantes das picadas do parasita.

3b984dc3 e7ab 4b4b 80a3 5a06dc021770 04 180x180 - Tratamento (Alopecia Areata)

Tratamento (Alopecia Areata)

Os tratamentos disponíveis podem ajudar os cabelos e os pêlos a crescer. Não existe, contudo, evidência suficiente que a terapêutica interfira decisivamente na evolução natural da doença. A maioria dos tratamentos pretende suprimir o processo imunológico de base quando a doença está em actividade. Nos doentes com formas crónicas ou recorrentes, poderá ser necessário tratamento a longo prazo para manter um crescimento capilar cosmeticamente adequado, mas a segurança da terapêutica tem sempre que ser bem ponderada. Para além desta, outros factores devem ser levados em consideração na escolha do tratamento, nomeadamente a idade, a extensão da alopecia, o estado de saúde geral e a motivação do doente. A eficácia das terapêuticas disponíveis é variável, pelo que é indispensável ser discutida com o doente. A extensão da alopecia, a duração até ao início do tratamento, bem como a presença de alterações ungueais, são factores de mau prognóstico. Na pelada mais habitual, única e de dimensões reduzidas, a tendência para a cura espontânea é a regra (ao fim de 3-4 meses), pelo que a abstenção terapêutica poderá ser uma decisão acertada.
—> Corticoterapia intralesional – os corticosteróides intralesionais utilizados são o acetonido de triancinolona, o fosfato dissódico associado ao propionato de betametasona ou a metilprednisolona. As injecções repetidas todas as 4 a 6 semanas são bem toleradas pelos adultos, mas menos bem pelas crianças, pela dor associada. Esta pode ser parcialmente ultrapassada pela utilização de aparelho dermo-injector, quando disponível. Como efeito secundário é de referir a atrofia cutânea local, em regra transitória. Os corticosteróides têm, provavelmente, uma acção imunomoduladora, embora um efeito mais directo no folículo piloso não possa ser excluído. Se, após a 2.ª série de injecções, não se observar resposta, deverá associar-se terapêutica tópica.
—> Minoxidil – a solução tópica de minoxidil a 5% deve ser aplicada 2xdia, sendo habitual o início de crescimento de pêlos terminais ao fim de 2 a 3 meses de tratamento e a resposta máxima ao fim de um ano de tratamento. O mecanismo de acção do minoxidil na alopecia areata não é claro, pensando-se que possa ter um efeito estimulatório ou mesmo imunomodulador a nível dos folículos.
– Corticoterapia tópica – consiste na aplicação, 2xdia, de creme de dipropionato de betametasona ou de outro corticóide potente, sendo que o tratamento de todo o couro cabeludo parece ser mais eficaz do que o tratamento apenas das peladas, particularmente se a alopecia se encontra em fase activa. Os efeitos secundários possíveis decorrentes da aplicação prolongada dos corticosteróides são as foliculites locais e o aparecimento de lesões acneiformes na face.