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diabetes mata mais 180x180 - Fisiopatologia (DM tipo 2)

Fisiopatologia (DM tipo 2)

A DM tipo 2 é o resultado de factores genéticos e ambientais, sendo que os factores genéticos determinam a maior parte da susceptibilidade a DM tipo 2.
O principal factor ambiental que contribui para a DM tipo 2 é a excessiva ingestão calórica que predispõe a obesidade. NA verdade, o risco de desenvolver DM é 40 vezes maior em doentes com IMC >35 do que em indivíduos com IMC <23. A obesidade abdominal com a deposição de ácidos gordos viscerais é particularmente importante em induzir a insulinorresistência através da liberação por parte do tecido adiposo de várias substâncias como o factor de necrose tumoral que inibe a acção do receptor de insulina. A insulinorresistência caracteriza-se pela incapacidade da insulina em produzir os seus efeitos biológicos habituais em concentrações que são eficazes em indivíduos normais, pode ser transmitida como um traço familiar poligénico e associado a factores ambientais como obesidade e sedentarismo. Embora a insulinorresistência seja um factor importante no desenvolvimento de diabetes, ela não ocorre a não ser que haja uma falência da célula B. Assim verifica-se que existe um défice de processamento da pró-insulina, uma alteração da normal secreção pulsátil da insulina e perda da 1.ª fase de secreção da insulina. Cerca de metade dos doentes com DM tipo 2 apresentam-se com os sinais e sintomas clássicos de hiperglicemia e a outra metade é diagnosticado através de exames de rotina. Cerca de 40% dos doentes com DM tipo 2, quando diagnosticados, já apresentam complicações. A doença macrovascular, nomeadamente o EAM (enfarte agudo do miocárdio), o AVC, a isquemia dos membros inferiores, é a principal causa de morte em mais de 50% dos doentes com DM tipo 2. A cegueira normalmente ocorre devido a edema da mácula e cataratas.

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Tratamento da DM tipo 2

O plano alimentar com fraccionamento em 6-8 refeições por dia deve ter o objectivo de gerar um défice de 500 Kcal/dia, o que leva a uma perda de 0,5 kg/semana.
Os HC (hidratos de carbono) complexos devem ser responsáveis por mais de 55 a 65% da ingestão calórica total e os ácidos gordos devem ser responsáveis por menos de 30%. Deve haver igualmente uma restrição dos ácidos gordos saturados em menos de 10% da ingestão de calorias por dia.
As proteínas devem ser responsáveis por 10-15% da ingestão calórica (80-120 g de carne por refeição).
Aconselhar uma redução da ingestão de álcool para 30-40 g/dia, principalmente se houver obesidade, dislipidemia ou neuropatia, e uma de sal em menos de 6 g/dia.
A glicemia pode ser normalizada em 15-20% dos doentes com DM tipo 2 apenas com o plano alimentar e aumento da actividade física.

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Consumo de Fibra

O consumo de fibra, na alimentação diária, parece variar na razão inversa da formação de cálculos. Quer isto dizer que quanto menor for o consumo de fibra na alimentação da população, maior será a prevalência de doença litiásica. Há 300000 anos a ingestão diária de fibra pelo homem andava pelos 150 gramas, hoje recomendamos 25 a 35 g, mas a realidade é bem diferente pois a maioria das pessoas na nossa sociedade atual não ultrapassa os 10 a 15 g por dia.
Para justificar este achado, ligado a grande redução do consumo de fibra, vários mecanismos foram propostos:
– Ligação ou fixação do cálcio no intestino pela fibra.
– Redução do tempo de trânsito no intestino.
– Alteração do “ambiente” intestinal.
– Alteração da resposta hormonal.
– O aumento de fibra na alimentação diminui a ingestão calórica, entre outros.
O produto final da presença de fibra no intestino será a redução da excreção pelo rim de oxalato, cálcio e urato e um aumento do efeito inibidor da cristalização na urina. No entanto, uma revisão sumária dos trabalhos publicados não é suficiente para aclarar as vantagens e se, por outro lado, se encontram benefícios no consumo de frutos, vegetais e cereais ricos em fibra, é importante realçar que alguns destes produtos são ricos em oxalato, tais como os farelos de trigo. Independentemente de qualquer controvérsia que parece existir, admite-se como benéfico o consumo de fibra por variadíssimas razões, incluindo a prevenção da litíase, que hoje se enquadra dentro das doenças ligadas às doenças das sociedades da abundância.