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dsc 4749 180x180 - Tratamento (Oclusão Arterial)

Tratamento (Oclusão Arterial)

– A dilatação dos vasos retinianos pela inalação de dióxido de carbono pode ser tentada.
Esta medida permite que a oclusão se desloque para um vaso mais periférico e, assim, se reduza a área da retina afectada.
– A anticoagulação pode impedir a formação de novos coágulos. As hemorragias intra-oculares podem reabsorver e a visão pode melhorar.
-A redução farmacológica da pressão intraocular ou mecânica (punção da câmara anterior para remoção de humor aquoso) pode permitir reverter a oclusão vascular.

breathing 180x180 - Fórmulas Específicas Para Cada Patologia

Fórmulas Específicas Para Cada Patologia

– Doenças pulmonares – devem ter maior conteúdo de lípidos em relação a hidratos de carbono para reduzir a produção de C02; o aumento da relação de Q3/Q6 parece ser benéfica em doentes com ARDS.
– Doença hepática crónica (DHC) – na DHC há um padrão anormal de aminoácidos circulantes com concentrações de aminoácidos aromáticos (fenilalanina, tirosina e triptofano) aumentadas e concentrações de aminoácidos ramificados (leucina, isoleucina e valina) diminuídas. Foi postulado que este desequilíbrio contribui para a encefalopatia porto-sistémica (EPS), tendo sido evidenciado, em vários estudos, o benefício da utilização de fórmulas ricas em aminoácidos ramificados. Tais fórmulas são caras e só são justificáveis em doentes com EPS. Paralelamente deve considerar-se que o alcoolismo leva a um défice alimentar de tiamina, folato, zinco e vitamina C. Simultaneamente devemos restringir a ingesta de sal e água, utilizando, de preferência, fórmulas com 1,5-2,0 Kcal/ml para restringir a ingesta hídrica.
– Insuficiência renal crónica (IRC) – na IRC há alguma evidência do benefício da restrição proteica no atraso da progressão de doença renal crónica, pelo que foram desenvolvidas fórmulas entéricas com reforço calórico, restrição eletrolítica e proteica e reforço de aminoácidos essenciais, permitindo assim a síntese proteica adequada com produção mínima de ureia. Estas fórmulas não devem ser fornecidas a doenças em diálise, pois não há, neste caso, necessidade de restrição proteica.

153522177 180x180 - Hepatite Aguda Viral

Hepatite Aguda Viral

O tratamento da hepatite aguda viral consiste em medidas gerais, normas dietéticas e terapêutica sintomática, similar para as diferentes etiologias de infecção vírica. Não se dispõe de fármacos antivirais específicos para as hepatites agudas A, E ou G, e as indicações ou oportunidade para tratamento das hepatites B, B+D ou C aguda são muito limitadas, pelo que raramente se aplicam.
As medidas gerais incluem o repouso físico, no domicílio, mas não obrigado a decúbito no leito contínuo; deve ser recomendado consoante o grau de astenia e a tolerância ao esforço de cada doente. Deve retomar a actividade física normal, com deambulação livre, no período de convalescença, após remissão de todos os sinais e sintomas, já em fase de declínio da actividade inflamatória, com nível das transaminases a descer abaixo de 2-3 vezes acima do valor normal, que se pode manter por período longo de 6 meses, com remissão total tardia em casos raros, sobretudo nas variantes colestáticas. Devem servir de critério de melhoria, além das provas hepáticas, os sinais de recuperação de estado geral, como o aumento de peso e a tolerância às actividades de vida diária.
A dieta deve ser polifraccionada em 6-8 refeições diárias, mantendo aporte calórico de ± 2000 Kcal/dia, com proporção adequada de hidratos de carbono ao longo do dia, sem necessidade do reforço de açúcares livres anteriormente recomendado. Não está indicada a restrição lipídica absoluta, mas antes contra-indicar os alimentos de alto teor lipídico, para evitar o aporte excessivo de ácidos gordos livres com eventual esteatose, por défice de síntese e exportação hepática de lipoproteínas.
O aporte de proteínas deve limitar-se ao habitual, sem excessos, para diminuir o influxo de metabolitos nitrogenados para metabolização hepática, sobretudo em situação clínica com risco de encefalopatia porto-sistémica aguda subclínica, como no caso de hepatites com sinais laboratoriais de défice de síntese hepático (prolongamento do tempo de protrombina e, posteriormente, decréscimo transitório do nível de albumina sérica).
Tem sido prática convencional a prescrição de suplementos vitamínicos (complexo B), mas estes servem apenas para colmatar as carências de dieta deficiente prévia, ou da própria dieta restritiva durante a doença aguda. Nos doentes idosos e nos alcoólicos, a carência de ácido fólico é muito frequente e a sua reposição poderá contribuir para a regeneração celular.
Não devem ser usados fármacos, excepto os estritamente indispensáveis para compensação de patologias crónicas relevantes, como anti-hipertensores, antidiabéticos orais, antiepilépticos e outros, mesmo que tenham hepatotoxicidade descrita, desde que idiossincrática, e, por isso, poderem ser tolerados nas doses convencionais,
O controlo de sintomas durante a hepatite aguda deve ser limitado ao mínimo de tomas e de posologia eficaz; podem ser usados antieméticos (metoclopramida, domperidona) para controlo das náuseas e assegurar a viabilidade da ingestão alimentar; quando esta não seja adequada, poderá haver risco de hipoglicemia e/ou desequilíbrio electrolítico, com necessidade de reposição por via e.v. transitória, com soro glicosado diário.

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Produtos Modulares

Para além das formulações alimentares completas ou equilibradas, há formas de fornecimento de um único macronutriente. Podem ser produtos modulares proteicos, de hidratos de carbono ou lipídicos. Estes últimos consistem em TG de Cadeia Média (TCM) sob a forma de óleos. Por exemplo, óleo MCT® e TCM são ácidos gordos (AG) com cadeias de 6-12 átomos de carbono (C) em vez de 14 ou mais átomos de carbono. O valor calórico é de 8,3 Kcal/g.

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Equipamento para Entubação

Equipamento para Entubação
—> Ambu.
—> Fonte de oxigénio de alto débito.
—> Capnógrafo ou detector calorimétrico de dióxido de carbono. Este equipamento permite detetar o dióxido de carbono expirado confirmando a posição endotraqueal do tubo. Em situações em que o fluxo sanguíneo pulmonar seja baixo ou inexistente (paragem cardíaca ou embolia pulmonar maciça), a deteção de CO2 pode não acontecer.
—> Tubos endotraqueais de vários calibres. O diâmetro interno mais frequente é de 7 a 8 mm no sexo feminino e 7,5 a 8,5 mm no sexo masculino.
—> Condutor flexível. Permite mudar a conformação do tubo, facilitando a sua inserção. A extremidade distai não pode ultrapassar o orifício interno do tubo endotraqueal.
O condutor deve ser lubrificado antes de usado. A lubrificação facilita a sua remoção depois da inserção do tubo endotraqueal.
—> Fármacos necessários para sedação e bloqueio neuromuscular. A preparação para entubação inclui a obtenção de acessos à circulação através da punção de uma, ou preferencialmente, duas veias periféricas.
– Midazolam (0,2 a 0,3 mg/kg) – início de ação rápida e de efeito de curta duração. Tem efeitos de relaxamento muscular e produz amnésia. Tem tendência para provocar hipotensão, especialmente nos doentes hipovolémicos.
– Propofol (1.5 a 2 mg/kg) – inicio de ação muito rápido e curta duração. Os doentes idosos podem ser mais sensíveis devendo-se iniciar a sua administração com bolus de 20 mg cada 10 segundos até se obterem os efeitos desejados. Pode provocar hipotensão e depressão respiratória.
– Etomidato (0,3 mg/kg) – excelente sedação com poucos efeitos hipotensivos. Suprime transitoriamente, a produção de cortisol pelas suprarrenais. A relevância clínica deste efeito é desconhecida. A estabilidade hemodinâmica associada a este fármaco torna-o particularmente útil nos doentes em choque.
-Vecurónio (0,1 a 0,25 mg/kg) – agente bloqueador neuromuscular usado na entubação de sequência rápida. Não tem efeitos cardiovasculares. A sua ação manifesta-se cerca de 1 a 3 minutos depois da administração. Os bloqueadores neuromusculares estão contra-indicados em doentes nos quais se prevê uma entubação difícil, assim como naqueles em que uma pré-oxigenação eficaz não foi possível (asma grave, DPOC).
• Succinilcolina – é um fármaco bloqueador neuromuscular despolarizante cujo início de ação é extremamente rápido (45 a 60 segundos), possuindo também uma duração de ação curta (6 a 10 minutos). A sua utilização obriga a um pré-tratamento com minidose de succinilcolina, ou vecurónio (0,01 mg/kg) cerca de 3 minutos antes da administração da dose paralisante (dose desfasciculante). A succinilcolina pode levar à libertação de quantidades maciças de potássio para a circulação, implicando alguns cuidados no seu uso em doentes com insuficiência renal avançada.
• Lidocaína (1,5 a 2 mg/kg) – nos doentes com aumento da pressão intracraniana, a pré-medicação com lidocaína atenua o aumento da pressão intracraniana que infalivelmente ocorre durante a entubação.
• Fentanil (3 mg/kg) – é um agente opiáceo de início de ação rápida. Os opiáceos são usados na fase de pré-tratamento, com a intenção de reduzir a resposta simpática à laringoscopia e à entubação. Estão particularmente indicados em doentes nos quais súbitas elevações da pressão arterial e frequência cardíaca são potencialmente adversas – doença cardíaca isquémica, hemorragia intracraniana, aneurisma em rutura, dissecção da aorta.
-> Laringoscópio e lâminas de diferentes dimensões – quando se usam lâminas curvas, a sua extremidade é inserida na valécula, procedendo-se a seguir a uma tração para cima de forma a levantar a epiglote anteriormente. A lâmina recta é colocada sobre a epiglote, empurrando-a anteriormente.
– Pinça de Magill – serve para remover eventuais corpos estranhos e para guiar a extremidade do tubo endotraqueal para a laringe.
– Equipamento de monitorização – ritmo cardíaco e SaCO2 por oximetria.
– Equipamento de aspiração.
Toda a entubação tem que ser precedida de pré-oxigenação enérgica. No doente em apneia, este gesto é efetuado através de ventilação assistida com Ambu. Ter sempre em conta a possibilidade de vómito com a consequente aspiração. A administração de fármacos facilita a entubação, tornando-a um procedimento bem tolerado e do qual o doente não guarda qualquer recordação, para além de proteger dos efeitos hemodinâmicos relacionados com o procedimento propriamente dito.
Após a entubação traqueal é muito importante confirmar o posicionamento do tubo, preferencialmente através da deteção de C02 tal como acima descrito. O controlo final da Posição é obtido através de uma radiografia póstero-anterior do tórax. O tubo endotraqueal deve ficar fixado através de qualquer um dos procedimentos habituais (por exemplo, através de fitas de nastro).
A utilização coordenada dos dispositivos, fármacos e métodos enunciados é globalmente designada como entubação sequencial rápida e pode ser dividida em sete passos fundamentais:
1) Preparação.
2) Pré-oxigenação.
3) Pré-tratamento.
4) Paralisação e indução anestésica.
5) Protecção e posicionamento. Refere-se à protecção da via aérea depois da administração do agente paralisante evitando a ventilação com Ambu que, dada a flacidez do esfíncter esofágico inferior, pode resultar em aspiração de conteúdo gástrico. A manobra de Sellick é aplicada nesta altura. Consiste na compressão extrínseca da cartilagem cricóide que, comprimindo o esófago, previne a regurgitação passiva.
6) Entubação.
7) Cuidados pós-entubação.

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Provas de Função Respiratória

A avaliação da função respiratória faz-se para quantificar a perda de função pulmonar.
A presença de alterações não aponta para uma patologia em particular, uma vez que a maioria destas doenças condiciona um padrão restritivo e algumas apresentam também quadros obstrutivos.
Sempre que a membrana alvéolo-capilar está comprometida, há alteração das trocas gasosas que podem ser demonstradas pela DLCO (capacidade de difusão do monóxido de carbono) diminuída e pelas alterações gasométricas.