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Logística Da RCR

1) Assegurar em primeiro lugar que o doente não responde a estímulos, não tem pulso carotídeo ou tons cardíacos.
2) Pedir auxílio imediato, se possível um segundo médico e uma enfermeira, ou até a equipa de RCR, se existir uma instituída.
3) Posicionar o doente em decúbito dorsal com o plano do leito na horizontal, se o leito é duro, a tábua dorsal pode ser dispensável, pois acarreta sempre uma interrupção e uma perda de tempo precioso de massagem cardíaca. Se o doente não estava na cama, deitá-lo no chão para iniciar RCR.
4) Fazer chegar o carro de urgência, ligar logo que possível o doente a um monitor cardíaco (eléctrodos colocados fora da face anterior do tórax) ou a um electrocardiógrafo só com as derivações dos membros e iniciar uma tira de ritmo contínua.
É essencial ter o diagnóstico do tipo de paragem, em FV ou em assistolia (bradicardia progressiva até ao desaparecimento de complexos no traçado).
Não interromper constantemente a RCR só para ver se o doente já tem traçado electrocardiográfico autónomo, ou para entubação traqueal ou cateterismo central por pessoal com pouca experiência.

SOL 04138 7 180x180 - Preparados de Ervas

Preparados de Ervas

Passamos a expor algumas breves palavras sobre os preparados de erva, tão na moda atualmente e utilizados com os mais diversos fins.
Os alcalóides da efedra (usados no emagrecimento) podem provocar uma síndrome simpaticomimética.
A Kava kava (utilizada na ansiedade) tem sido relacionada com necrose hepática.
A Ginkgo biloba (para melhorar o desempenho cognitivo) e o alho (como antibacteriano) podem provocar hemorragias.
O ginseng (aconselhado na astenia) pode induzir hipoglicemia.
Já foram descritas arritmias com chás e laxantes à base de glicósidos cardíacos como a foxglova.

remédios1 180x180 - AINEs (Artrite Reumatóide)

AINEs (Artrite Reumatóide)

AINEs – é corrente a utilização dos AINEs na terapêutica dos doentes com AR.
Constituem habitualmente a primeira arma terapêutica a ser utilizada no contacto inicial com o doente com monoartrite ou poliartrite, muitas vezes antes que o diagnóstico definitivo seja possível. O principal objetivo da utilização deste grupo de fármacos na AR é o de diminuir a dor e o edema articular, não sendo de esperar a modificação da história natural evolutiva da doença.
Perante a diversidade de fármacos que temos ao nosso dispor, torna-se difícil, por vezes, optar por um determinado AINE. Esta escolha deverá ter em conta a potência anti-inflamatória, o risco eventual de efeitos secundários, a comodidade de administração e o preço, entre outros fatores.
Apesar de barato e de ser utilizado largamente, em dose baixa, na profilaxia de fenómenos trombóticos cardíacos e cerebrovasculares, o ácido acetilsalicícico (AAS) tem perdido terreno no tratamento das artropatias inflamatórias crónicas. A associação do AAS a um maior número de efeitos secundários, nomeadamente a nível gástrico hepático e renal e o aparecimento de novos AINEs, potencialmente mais eficazes e com menor toxicidade, têm levado ao abandono progressivo da utilização do AAS.
Alguns países, em que é possível determinar sistematicamente os níveis de salicilatos séricos, mantêm ainda uma utilização corrente deste fármaco neste grupo de patologias.
O aparecimento de novos AINEs com maior seletividade no seu mecanismo de ação anti-inflamatório, inibindo preferencialmente a (COX-2), tem permitido reduzir a taxa de efeitos adversos associados aos AINEs, nomeadamente a nível digestivo. Tal é o caso de fármacos como o diclofenac, o aceclofenac, o nimesulide e o meloxican. O desenvolvimento de fármacos altamente específicos na inibição da COX-2 (coxibes) permite obviar a sua toxicidade em doentes com patologia gástrica prévia. Do grupo dos coxibes dispomos atualmente do etoricoxib e do celecoxib.
Preferencialmente, deverão ser evitados fármacos com uma semivida prolongada devido à possibilidade de efeitos cumulativos séricos e de potencial toxicidade. O preço é um dos fatores mais importantes a considerar, sabendo de antemão que esta será uma terapêutica a manter durante longos períodos.
A falta de eficácia de um determinado AINE ao fim de 4 a 6 semanas de administração numa dose terapêutica deverá levar à introdução de um novo anti-inflamatório, preferencialmente de outra classe farmacológica, e paragem do primeiro.
Em doentes com fatores de risco para toxicidade gastroduodenal, como em individuos idosos, na presença de antecedentes de doença ulcerosa ou de queixas dispépticas, devemos associar o AINE ao misoprostol (200 mg p.o./2xdia), ao omeprazol (20 mg p.o./l ou 2xdia), ao pantoprazol (20 mg p.o./dia) ou a outro inibidor da bomba de protões. Os estudos efetuados até ao momento atribuem a estes grupos farmacológicos efeitos profiláticos da toxicidade gástrica dos AINEs. O misoprostol não deve ser administrado a mulheres em idade fértil com potencial para engravidar, devido aos seus efeitos abortígenos. Em alternativa à associação pode ser utilizado um dos novos coxibes (celecoxibe, 200 a 400 mg/dia ou etoricoxibe, 60 a 90 mg/dia).
A escolha do AINE a utilizar deve ser de cariz pessoal e basear-se no conhecimento e na experiência individual com cada um dos fármacos.

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Avaliação da resposta ao tratamento

Por princípio, não é recomendável modificar um tratamento instituído sem que tenham decorrido 48-72 horas desde o seu início, a não ser que o isolamento de um agente infeccioso determine a vantagem desta modificação, de acordo com a estratégia de descalonamento enunciada, e que o agravamento rápido da situação clínica obrigue à reconsideração imediata da hipótese de diagnóstico inicial. Após este período, a falta de uma resposta clínica e/ou laboratorial, na ausência do isolamento de um agente que justifique essa evolução arrastada, deve levar a essa mesma reconsideração, incluindo:
—> A exclusão de focos infecciosos localizados, designadamente noutros locais com menor penetração do antibiótico, como os cardíacos e osteoarticulares.
—> A revisão do impacto potencial dos aspectos farmacocinéticos e farmacodinâmicos do esquema utilizado, tendo em conta as hipóteses de diagnóstico colocadas, incluindo a revisão de factores próprios dos doentes.
—> A possibilidade de interacções medicamentosas como factor de redução de eficácia.
—> E, por fim, a ponderação da vantagem de suspender a antibioterapia, fazendo uma “janela terapêutica” para colheita de novos produtos para o diagnóstico, respeitando um período mínimo de 24 horas desde a última administração de antibiótico, a ajustar de acordo com a semivida de eliminação dos fármacos utilizados.

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BMN Tóxico

O BMN tóxico caracteriza-se pelo desenvolvimento normalmente lento e gradual de hipertiroidismo num BMN que habitualmente tem muitos anos de evolução. Pode ser desencadeado por sobrecarga de iodo que aumenta as reservas intratiroideias de iodo, mas não está relacionado com mutações ao nível do receptor da TSH.
Observam-se áreas de heterogeneidade funcional e estrutural da tiroideia associadas a áreas de autonomia funcional.
Ocorre de forma mais frequente no sexo feminino e acima dos 50 anos.
Tipicamente observa-se um quadro de hipertiroidismo ligeiro e pode ocorrer predomínio dos sinais e sintomas cardíacos como palpitações, cansaço fácil, fibrilhação auricular, fraqueza muscular e labilidade emocional.
Pode ainda associar-se a sinais e sintomas de compressão cervical.
A palpação tiroideia mostra uma glândula aumentada de tamanho, multinodular, com consistência firme.
Analiticamente verifica-se desde hipertiroidismo subclínico até T3 e T4 aumentadas-
A GGT é pouco útil pois mostra captação do iodo em pequenos nódulos e áreas sem captação ou pode ser perfeitamente normal.
O tratamento de escolha é o tratamento com 131I ou a cirurgia nos casos de compressão ou BMN mergulhante.

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Glicósidos Cardíacos

Os fragmentos de anticorpos F(abs) específicos contra a digoxina devem ser usados em pacientes com disritmias que induzam compromisso hemodinâmico, bloqueios auriculoventriculares de segundo ou terceiro grau e na presença de hipercaliemia (>5,5 mEq/L).
A dose de F(ab) é calculada, na maioria dos casos, como sendo equivalente, numa base molar, à quantidade de glicósido cardíaco presente no organismo do doente, ou seja, 0,5 mg de digoxina ligam-se a uma ampola (38 mg de fragmento de anticorpo), podendo aplicar-se a seguinte fórmula: dose de F(abs) n° de ampolas=concentração sérica da digoxina (ng/ml)xpeso (kg)/100.
O fármaco deve ser reconstituído em água esterilizada (4 ml/ampola) e administrado por via e.v. durante 5 a 30 minutos.

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Fatores precipitantes e de exacerbação

—> Cardíacos – bradi e taquiarritmias ventriculares e supraventriculares (sendo a mais frequente a fibrilhação auricular), isquemia miocárdica, aparecimento ou agravamento de regurgitação mitral ou tricúspide, excessiva redução da pré-carga (devido a diuréticos + IECA ou ARA II).
—> Não cardíacos – má adesão à terapêutica, fármacos (antiarrítmicos, AINEs, verapamil e diltiazem), embolia pulmonar, infeção, disfunção renal, anemia, excesso de aporte de líquidos e de sal e ingestão abusiva de álcool.