Artigos


Warning: DOMDocument::loadHTML(): htmlParseStartTag: invalid element name in Entity, line: 1 in /home/medicina/public_html/wp-content/plugins/wpex-auto-link-titles-master/wpex-auto-link-titles.php on line 30

Warning: DOMDocument::loadHTML(): htmlParseStartTag: invalid element name in Entity, line: 1 in /home/medicina/public_html/wp-content/plugins/wpex-auto-link-titles-master/wpex-auto-link-titles.php on line 30
1351886039 180x180 - Terapêutica -  Dreno torácico

Terapêutica – Dreno torácico

– Dreno torácico – colocação de tubo de drenagem na cavidade pleural tem indicação no empiema, derrame parapneumónico complicado (pH<7,20), líquido pleural com características de mau prognóstico (pH<7,30, LDH>1000, glucose<60 mg/dl, loculação, cultura positiva), hemotórax, e no derrame pleural neoplásico recidivante para e realização de pleurodese. A drenagem poderá ser retirada quando o volume em 24 horas for inferior a 50-100 ml. Nas situações de derrame recidivante sintomático, habitualmente neoplásico, em que não existe a possibilidade de realização de pleurodese eficaz (pH ácido, tentativas anteriores infrutíferas ou pulmão encarcerado sem possibilidade de reexpansão), existe a opção de colocação de dreno de longo termo (por exemplo, PleurX), dada a limitada sobrevivência média destes doentes (6 meses).

abdomen ascites4 1 180x180 - Ascite

Ascite

Complicação frequente nos casos de tumores primários da cavidade abdominal, em particular do ovário ou do aparelho gastrintestinal; não raro também se observa nos tumores da mama ou em tumores de origem indeterminada. O seu diagnóstico agrava significativamente o prognóstico do doente, mas há casos, como na neoplasia do ovário (ou em mulheres sem primário definido e com ascite como forma de doença exclusiva), em que o prognóstico é mais favorável. O seu aparecimento relaciona-se com a existência de carcinomatose peritoneal.

20100621071037 180x180 - Pneumotórax

Pneumotórax

O pneumotórax é definido como a presença de ar na cavidade pleural. É uma manifestação comum de múltiplas doenças e pode ocorrer em qualquer idade. Para que se verifique acumulação de ar no espaço pleural, é preciso que exista uma comunicação entre o espaço alveolar e a pleura ou entre a atmosfera (direta ou indiretamente) e o espaço pleural.

torax 1 180x180 - Tórax (Complicações da RT)

Tórax (Complicações da RT)

A este nível, e para além da pele, apenas o esófago e a traqueia evidenciam uma resposta imediata às radiações, o primeiro através de ardor pré-esternal desde a segunda semana de tratamento, tal como as mucosas da cavidade oral, o segundo por sinais e sintomas de traqueíte. O tratamento da esofagite passa pela administração de antiácidos ou protectores da mucosa (por exemplo, gel de sucralfate) e eventualmente de analgésicos, tendo o cuidado de retirar da dieta os potenciais agressores (muito quente, muito frio, muito ácido, álcool). A traqueíte nunca é muito evidente, podendo ser controlada apenas com recurso à inalação de vapor de água ou administração de anti-inflamatórios.
No caso particular da RT de tumores da mama, devido à possibilidade de sobreposição de campos ao nível do vértice do pulmão, existe uma maior probabilidade de aparecimento de uma lesão a esse nível. Essa lesão é por regra assintomática, podendo evidenciar-se um quadro de pneumonite aguda, controlável com antibióticos e corticóides em doses elevadas. E frequente a persistência de uma zona de fibrose, assintomática, visível na radiografia simples do tórax, numa grande percentagem das doentes submetidas a este tratamento, mesmo não tendo ocorrido a pneumonite aguda.

Figura41 1 180x180 - Úlcera Péptica

Úlcera Péptica

A úlcera péptica (UP) é caracterizada pelo aparecimento recidivante de lesões ulceradas, em geral únicas, nas áreas de mucosa de transição do tubo digestivo, expostas ao ácido e à pepsina, mais frequentes no bulbo e na cavidade gástrica.
A infecção pelo Helicobacter pylori (Hp) é a causa major de UP em todo o mundo.
Nalgumas regiões como a Europa do Sul e o Japão, a prevalência de infecção na úlcera gástrica e na duodenal é superior a 90%, mas noutras só atinge valores de 50-75%. O consumo de AINEs é o responsável por quase todos os restantes casos de UP. Só em menos de 2% dos casos de UP não se detecta a infecção pelo Hp ou a utilização de AINEs. Causas raras para a UP são a síndrome de Zollinger-Ellison, a mastocitose sistémica, a doença de Crohn, a tuberculose, o carcinoma e o linfoma. Estimou-se que 5-10% dos indivíduos teriam pelo menos um episódio de UP, durante a vida. No entanto, nas duas últimas décadas a incidência e a prevalência da UP, bem como a mortalidade com ela associada, estão em declínio contínuo, por todo o mundo. A diminuição progressiva da prevalência da infecção pelo Hp e do uso de AINEs estão associados e esta redução.

asdadsad 180x180 - Tratamento do Quisto de Baker

Tratamento do Quisto de Baker

O tratamento do quisto de Baker não complicado passa pela aspiração do conteúdo do quisto e/ou da cavidade articular do joelho e eventual injeção local do quisto e/ou articulação com corticosteróide. O uso de ligadura elástica de contenção pode ajudar.
Devem ser ensinados exercícios de contração isométrica do quadricípite e exercícios de estiramento dos músculos posteriores da perna.
Nos casos em que houve rutura do quisto, deve ser feito repouso no leito, aplicação de gelo local e elevação do membro inferior afetado. Os AINEs sistémicos e a injeção intra-articular com corticosteróide aceleram a resolução das queixas, nomeadamente da dor.
Com a melhoria sintomática, pode iniciar-se a mobilização de forma gradual.
Deve tratar-se a patologia coexistente.

mão 180x180 - QUISTOS SINOVIAIS

QUISTOS SINOVIAIS

Os quistos sinoviais são pequenos tumores quísticos benignos que contêm líquido viscoso, transparente e gelatinoso, e que têm continuidade com as bainhas sinoviais ou com a cavidade articular. Resultam de hérnias da membrana sinovial articular ou peritendinosa. mais comum ao nível dos flexores dos dedos. São os tumores benignos de tecidos moles mais frequentes da mão. Podem variar de tamanho e desaparecer espontaneamente.
Geralmente afetam mulheres entre os 20 e os 30 anos de idade.
São indolores, mas quistos mais volumosos podem ter repercussão estética ou funcional, podendo ser drenados ou extirpados cirurgicamente. Existe risco de recidivas frequentes.

dsc02619 180x180 - Pneumonia de aspiração

Pneumonia de aspiração

É um processo infecioso pulmonar causado pela aspiração para a árvore traqueobrônquica de material da orofaringe colonizado por bactérias patogénicas.
A aspiração silenciosa de material da cavidade oral durante o sono é frequente em indivíduos saudáveis, no entanto, os mecanismos de proteção das vias aéreas (encerramento glótico, reflexo da tosse, integridade do epitélio respiratório ciliado, imunidade celular e humoral) conduzem à depuração do material sem produção de sequelas. Quando estas defesas estão comprometidas e/ou o volume aspirado e grau de agressividade do inóculo bacteriano são elevados, por exemplo perante má higiene dentária, desenvolve-se uma pneumonia de aspiração.
A sua conceção inicial refere-se a infeção por agentes anaeróbios (Peptostreptococcus, octerium nucleatum, Prevoíella, Bacteroides spp.). Na realidade, a maioria dos doentes com pneumonia de aspiração adquirida na comunidade possui uma flora mista que engloba os anaeróbios em associação com Streptococcus pneumoniae, Staphylococcus aureus, Haemophilus influenzae ou Enterobacteriaceae. Quando a aspiração ocorre em meio hospitalar, com internamento em unidade de cuidados intensivos, os microrganismos mais frequentemente identificados são, por ordem decrescente, os Gram-negativo (Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella pneumoniae, Escherichia coli) anaeróbios e S. aureus.
Um elevado grau de suspeição diagnostica surge quando se verificam os seguintes critérios:
– Condições propícias para a aspiração orofaríngea e/ou doença periodontal, maioria dos casos, os episódios não são presenciados. *
– Curso indolente (dias a semanas).
– Sintomas como tosse, expetoração purulenta fétida, dispneia, febre baixa, toracalgia, mialgias, astenia, anorexia e emagrecimento.
– No exame objetivo salientam-se sinais da patologia de base que conduziu à aspiração, uma má higiene oral, alterações do estado de consciência, febre, fervores auscultatórios, entre outros.
— Radiografia ou TC de tórax com infiltrado de novo em locais preferenciais como sejam os segmentos posteriores dos lobos superiores e apical dos lobos inferiores (nos doentes cujo episódio de aspiração ocorreu em decúbito dorsal) e segmentos basais dos lobos inferiores (naqueles em que a aspiração se verificou na posição sentada ou ortostática). Frequentemente ocorre progressão para abcesso pulmonar, pneumonia necrotizante ou empiema.
O tratamento deve ser iniciado o mais precocemente possível de forma a diminuir a morbilidade e mortalidade:
– Antibioterapia empírica adaptada ao local e contexto em que ocorreu a pneumonia de aspiração, abrangendo agentes Gram-negativo e Gram-positivo. A escolha recai normalmente sobre as fluoroquinolonas (levofloxacina, moxifloxacina), cefalosporinas de 3.ª geração (ceftazidima), carbapenemes (imipenem) e piperacilina + tazobactam.
A cobertura de anaeróbios é obrigatória no contexto de doença periodontal, expetoração com cheiro fétido, pneumonia necrotizante ou abcesso pulmonar.
– Entubação orotraqueal e ventilação mecânica devem ser equacionadas nos doente incapazes de proteger a integridade da via aérea.
– Descontinuação de entubação nasogástrica e substituição por alimentação parentérica.
A instituição de medidas preventivas é de vital importância no sentido de evitar recidivas:
– Higiene oral e dentária para corrigir possíveis fatores predisponentes.
– Terapêutica da disfagia com treino da deglutição, ensino de dieta correta, redução da dimensão dos alimentos ingeridos, etc.
– Posicionamento com elevação da cabeceira da cama a 45°.
– Farmacoterapia que propicie a depressão do estado de consciência deve ser ponderada (por exemplo, sedativos). As estratégias terapêuticas com corticosteroides IECA, dopamina, amantadina, teofilina ou ácido fólico foram testadas em vários grupos de doentes de acordo com a patologia de base, mas não evidenciaram clara eficácia na prevenção desta patologia.
– Gastrostomia percutânea deve ser equacionada nos doentes que se encontram sob alimentação permanente por sonda nasogástrica, dado que diminui a incidência de pneumonia de aspiração.