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Herpes zoster elbow 180x180 - Herpes Zoster

Herpes Zoster

O herpes zoster ocorre em indivíduos com história de varicela, que corresponde à primo-infecção pelo vírus. Este conserva-se acantonado nos gânglios nervosos sensitivos e, em situações cuja natureza não está esclarecida, retoma a actividade infecciosa.
A primeira manifestação da doença é, usualmente, a dor, que pode ser intensa e acompanhada de febre, cefaleias e mal-estar geral. Um a 3 dias depois surge a erupção cutânea localizada no trajecto de um ou mais nervos sensitivos e constituída, inicialmente, por pápulas eritematosas que rapidamente evoluem para vesículas e pústulas. As vesículas aparecem ao longo de vários dias e a doença cura completamente em 2 a 3 semanas, na criança, e em 3 a 4, em idosos. As variações do quadro clínico dependem da região nervosa atingida e, em 5% dos casos, pode observar-se envolvimento motor.
As complicações mais importantes são as lesões oculares e óticas. Em doentes idosos e em imunodeprimidos pode ocorrer generalização da doença (zoster disseminado), eventualmente com lesões sistémicas, por vezes encefalite, que pode ser fatal. A sequela mais frequente é a nevralgia pós-herpes zoster, cuja intensidade e duração são variáveis.
É rara na infância, aumentando a incidência com a idade.

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Apresentação Clínica (Ciclosporidiose)

Nos doentes com infecção por VIH, a apresentação mais frequente é a de um quadro de diarreia aguda, com início súbito ou precedida de sintomas gripais, ocorrendo após um período de incubação de cerca de 1 semana e difícil de distinguir de outras causas frequentes de toxi-infecção alimentar, sobretudo pela coincidência sazonal da ocorrência.
O quadro pode associar-se a mal-estar, mialgias e cefaleias. No entanto, é também frequente a persistência de períodos de diarreia menos intensos, mantendo-se por semanas ou meses após a melhoria do quadro inicial. Está, também, descrito o envolvimento extra-intestinal ao nível das vias biliares em doentes com SIDA.

Como aliviar a dor de cabeça com exercícios 180x180 - Clínica (Feocromocitoma)

Clínica (Feocromocitoma)

A maior parte dos doentes manifesta sinais e sintomas todo o tempo, mas que variam de intensidade e caracterizam-se por crises paroxísticas de palpitações, sensação de opressão torácica, tremor, hipersudorese e cefaleias.
A frequência destas crises paroxísticas é muito variável, podendo ocorrer poucas vezes por semana ou dezenas de vezes por dia com uma duração de poucos minutos a horas; podem ser desencadeadas por mobilização, ingestão de comida, palpação abdominal ou stress.
O feocromocitoma pode complicar-se com retinopatia e nefropatia hipertensiva, cardiomiopatia, cardiopatia isquémica, arritmias, dissecação da aorta e AVC.

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Febre Tifóide

A febre tifóide, hoje em dia excepcional em Portugal como doença endémica, mantém níveis de endemicidade importantes em muitas regiões com baixos índices sanitários, com cerca de 22 milhões de novos casos ocorridos em 2007, ocorrendo sobretudo na Ásia, África, Caraíbas e América Central e do Sul, com cerca de 200000 casos fatais.
Causada por Salmonella entérica, serotipo typhi, é habitualmente transmitida por veículo comum, através de água, sobretudo quando não fervida ou desinfectada, ou alimentos contaminados, sobretudo se forem consumidos crus. A emergência de níveis elevados de resistência aos antimicrobianos (amoxicilina, co-trimoxazol) nalgumas regiões endémicas, particularmente no sul da Ásia, está descrita já há mais de 30 anos, constituindo um argumento adicional para o benefício da vacinação em viajantes para essas regiões.
A doença tem um período de incubação entre 2 a 3 semanas, pelo que, quando adquirida em viagem, se pode manifestar após o regresso, devendo ser considerada no diagnóstico diferencial dos quadros febris em viajantes regressados de zonas endémicas, mesmo quando imunizados.
A vacinação está recomendada em viajantes para zonas endémicas, mesmo que por curtos períodos, sobretudo para aqueles que visitem zonas fora dos roteiros turísticos habituais, designadamente em ambiente rural.
Estão disponíveis dois tipos de vacinas contra a febre tifóide:
—> Uma vacina viva, fabricada a partir de uma estirpe atenuada de S. entérica serotipo typhi (Ty21a). Os indivíduos imunocompetentes não eliminam os bacilos vacinais nas fezes, pelo que não constitui risco epidemiológico em zonas não endémicas. O esquema de vacinação consiste em 4 tomas, p.o., de uma cápsula, tomada em dias alternados, devendo-se assegurar de que são feitas as 4 tomas a fim de garantir a efectividade, e o esquema ser completado, pelo menos, 1 semana antes da viagem. A taxa de protecção clínica está estimada em, pelo menos 51%, podendo perdurar por 3 anos. Como reacções adversas, pode causar quadros febris e cefaleias, ambos em até 5% dos vacinados.
Como qualquer vacina viva, está contra-indicada em imunodeprimidos e não deve ser administrada a indivíduos com quadros diarreicos agudos nem conjuntamente com antibióticos (aguardar, pelo menos, 24 horas após a suspensão do antibiótico, ou de acordo com a sua semivida de eliminação). A sua segurança durante a gravidez não foi estabelecida, devendo ser evitada.
– Duas vacinas inactivadas polissacáridas, fabricadas a partir do antigénio Vi, habitualmente associado a virulência. Devem ser administradas por via i.m. (deltóide), em toma única, na dose de 25 g (0,5 ml), pelo menos 2 semanas antes da viagem. Conferem uma protecção clínica em cerca de 55% dos vacinados, perdurando por 2 anos.
Como reacções adversas, estão descritas cefaleias (até 20%) e febre (1%). Apenas estão contra-indicadas em indivíduos com reacções locais ou sistémicas graves em exposições anteriores, devendo ser preferida em doentes com doenças imunossupressoras.
A segurança durante a gravidez não foi avaliada.
Os viajantes devem ser informados de que a taxa de protecção das vacinas é relativamente baixa e de que não conferem protecção contra outras causas de diarreia aguda do viajante, não devendo nunca ser descuradas as medidas de prevenção universais das toxi-infecções alimentares.

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Gabitril

—> TGB – gabitril – comprimidos de 5, 10 e 20 mg.
• Indicação – terapêutica coadjuvante nas crises parciais dos adultos.
• Mecanismo de ação – gabaérgico.
• Metabolismo e excreção – hepáticos.
• Administração – a dose inicial é de 0,1 mg/kg/dia, devendo aumentar de 2 em 2 semanas até 0,4-0,6 mg/kg/dia se em monoterapia. Em associação com AE ISE, deve atingir 0,7-1 mg/kg/dia, dividida em 3 tomas diárias.
• Efeitos adversos e interações – os efeitos adversos dificultam o manejo e limitam o uso. Incluem fatigabilidade, sonolência, tonturas, cefaleias, tremor, alterações do pensamento e raramente estado de mal não convulsivo.
Dependendo do tipo de epilepsia, o desmame da terapêutica está indicado após 2-5 anos sem crises. Deve decorrer ao longo de 6-12 meses. A taxa de recorrência é em média 35-40% na idade adulta, mas a variabilidade é grande. A decisão de desmame deve ser discutida com o doente. Este deve estar informado dos benefícios da tentativa e dos riscos de recorrência e deve ser responsabilizado no sentido de evitar situações perigosas. E maior a necessidade de desmame em mulheres que queiram engravidar e doentes em que a medicação eficaz provoque efeitos secundários pouco aceitáveis.

cicloserina oral 180x180 - Cicloserina (Tuberculose)

Cicloserina (Tuberculose)

—> Cicloserina – é um antibiótico sintético que interfere com a síntese da parede celular das micobactérias.
• Farmacologia – tem boa biodisponibilidade oral e boa distribuição tecidular, com eliminação quase exclusivamente renal, pelo que é necessário ajustar a dose em casos de disfunção renal.
• Segurança – as reacções adversas mais frequentes são a neuropatia periférica e alterações do SNC (tonturas, confusão, irritabilidade, sonolência, cefaleias, vertigens, disartria e convulsões), podendo culminar em depressão e ideação suicida, estando contra-indicada em doentes com antecedentes de convulsões e de depressão. Deve ser evitada na gravidez (categoria C).
• Posologia e administração – a DDR é de 500-1000 mg, dividida em 2 tomas.

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Sinusites

Infecção dos seios perinasais, frequentemente afectando vários simultaneamente. O diagnóstico é clínico e imagiológico (TC).
— Sinusite aguda – infecção geralmente causada por Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenza, ou Staphylococcus pyogenes. O quadro manifesta-se por cefaleias frontais ou maxilares, obstrução nasal, rinorreia purulenta e por vezes febre, geralmente após uma infecção respiratória alta ou infecção dentária. Preconiza-se lavagem das fossas nasais com solução salina, antibioterapia oral (amoxicilina + ácido clavulanico, cefalosporinas, quinolonas), analgésicos, antipiréticos e vasoconstritores nasais.
— Sinusite crónica – frequentemente associada a alterações anatómicas (por exemplo, desvio do septo nasal, concha bolhosa, estenose infundibular), alergia, polipose ou imunodeficiência. Manifesta-se por obstrução nasal, rinorreia anterior e posterior, anosmia e cefaleias, principalmente nas agudizações. Nas agudizações, deve fazer-se terapêutica médica, com antibioterapia oral (amoxicilina + ácido clavulânico, quilonas), analgésicos, vasoconstritores e lavagem com solução salina. No caso de alterações anatómicas, pode ser feita terapêutica cirúrgica (septoplastia, cirurgia endoscópica nasosinusal).
Pode igualmente considerar-se a terapêutica com imunoestimulantes e tratamento termal com águas sulfurosas.
As complicações das sinusites (celulite ou abcesso orbitário, meningite, abcesso extradural, subdural ou cerebral, trombose do seio cavernoso) podem ser muito graves, devendo ser prontamente diagnosticadas e tratadas com apoio da especialidade, pois são potencialmente fatais.

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Clínica (Entidades nosológicas)

Pode surgir com um quadro agudo iniciando-se 2-12 horas após a exposição: febre, mal-estar geral, mialgias, cefaleias, dispneia com taquipneia, tosse irritativa. Resolve espontaneamente em 1-3 dias, se não houver sinais de gravidade como a insuficiência respiratória aguda. Pode ter um início subagudo ou crónico, podendo evoluir durante meses ou anos. Predominam então a astenia, anorexia, perda ponderal, a dispneia e a tosse geralmente produtiva.

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Sinais e Sintomas (Emergências em Oftalmologia)

– Hemorragia ou hematoma.
– Cortes ou feridas.
– Diminuição da visão; visão dupla.
– Olhos secos.
– Cefaleias.
– Prurido ocular.
– Dor ocular.
– Pupilas assimétricas.
– Vermelhidão.
– Sensibilidade à luz.
– Ardor e picadas.
– Sensação de corpo estranho.

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Vacina contra a Hepatite A

Indicada em adultos que se desloquem a regiões com endemicidade elevada, em recetores crónicos de derivados do sangue e plasma, hemodialisados, toxicodependentes com doença infantil, contactos homossexuais masculinos e em indivíduos com exposição profissional ao vírus. De acordo com os resultados de um inquérito serológico nacional conduzido pela DGS referente aos anos de 2001-2002, a taxa de imunidade natural na população portuguesa com mais de 40 anos, é de cerca de 90%, contrastando com cerca de 40% entre os 20-24 anos e 10% entre os 10 e os 14, atestando uma rápida mudança do enquadramento epidemiológico português. A decisão quanto à vacinação, em adultos, deverá ter em conta esta realidade, devendo ser considerada a determinação prévia do estado imunitário do vacinado. A vacina é inactivada e altamente imunogénica, sendo administrada em 2 doses, separadas de 6 a 12 meses. A reaacção adversa mais frequente relaciona-se com o local da injecção (deltóide), mas estão descritas também cefaleias, febre, irritabilidade e sonolência entre as reacções adversas ocorrrendo em mais de 10% dos receptores.