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Tratamento (Blenorragia)

Dado o tipo de infecção em causa, e de modo a assegurar que o tratamento seja efectuado na totalidade, este deverá ser feito em dose única oral ou parentérica.
Assim é a seguinte, por ordem de preferência, a antibioterapia alternativa aconselhada:
-Ceftriaxona – 125 mg i.m. em injecção única.
-Cefixime – 400 mg, oral, em toma única.
-Ciprofloxacina – 500 mg, oral, em toma única.
-Ofloxacina – 400 mg, oral, em toma única.
Opcionalmente pode ainda utilizar-se a espectinomicina 2 g i.m. numa única dose, nos doentes que não tolerem cefalosporinas ou quinolonas. Não é tão eficaz na infecção faríngea. pelo que nesta deve utilizar-se a ceftriaxona ou a ciprofloxacina.

Cefepime ac 180x180 - Cefepima

Cefepima

—> Cefepima – partilha do espectro da ceftazidima, mas com melhor actividade contra P. aeruginosa e GR+ (mesmo espectro da ceftriaxona). Pouca actividade contra anaeróbios, mas pode ser útil contra Acinetobacter spp. Parece ter menor potencial para a indução de p-lactamases do que a cetriaxona e ceftazidima. No entanto, a sua utilização deve ter em consideração a publicação de dados que apontam para um risco aumentado de mortalidade em doentes com infecções graves tratados com cefepima, em comparação com outros p-lactâmicos, particularmente em doentes com neutropenia febril.
• Farmacologia – só disponível para utilização parentérica. Metabolismo hepático (15%) e excreção renal (80%). 11/2 de 2 horas.
• Gravidez – classe B.
• Posologia e administração – 1-2 g de 12/12 a 8/8 horas, e.v.


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Tratamento (Endocardite Infecciosa)

As propostas de antibioterapia apresentadas têm em conta as revisões e propostas da American Heart Association (AHA, 2005 í24)) e da European Society of Cardiology (ESC 2004, pela sua abrangência geográfica, e as da British Society for Antimicrobial Chemotherapy (BSAC, 2004, por apresentarem uma abordagem na perspectiva infecciológica, dando prioridade aos níveis mais elevados de evidência. Embora substancialmente consensuais, estes documentos têm algumas áreas de controvérsia.
O valor da utilização de aminoglicósidos, designadamente gentamicina, em combinação com P-lactâmicos ou vancomicina (fármacos actuando por inibição da síntese da parede bacteriana), fora do contexto da endocardite enterocócica carece de evidência suficiente para a recomendação da sua utilização de forma sistemática, tendo em conta o risco de aumento de toxicidade associado a estes fármacos. Nos casos de EI enterocócica, a recomendação para sua utilização preferencial em 2 ou 3 tomas diárias é baseada, sobretudo, nos benefícios demonstrados no modelo animal.
Assim, no tratamento de EIVN por estreptococos altamente sensíveis à penicilina (grupo viridans, S. bovis, S. pyogenes), a penicilina G cristalina, durante 4 semanas, é o fármaco de eleição, não estando demonstrado o benefício da adição de gentamicina, mesmo tendo em conta o sinergismo verificado in vitro. Em doentes sem focos de infecção extracardíacos, a utilização de penicilina associada a gentamicina, durante 2 semanas, é uma opção recomendada pelos autores americanos e ingleses, desde que a CIM para a penicilina seja <0,1 mg/L. Nas estirpes de estreptococos com CIM entre 0,1 e 0,5 mg/L, a penicilina deve ser feita durante 4 semanas associada à gentamicina durante as primeiras 2 semanas. A dose de gentamicina deve ser ajustada para obter picos entre 3-4 mg/L. A ceftriaxona ou a vancomicina nos doentes com risco de alergia aos (3-lactâmicos, ambas durante 4 semanas, são alternativas para a EIVN por estes estreptococos com CIM >0,5 mg/L e <16 mg/L, sendo a ampicilina em perfusão contínua uma alternativa. Nos estreptococos viridans ou S. bovis com CIM >0,5 mg/L, penicilina associada à gentamicina, ambas durante 4-6 semanas, é o regime de escolha. No entanto, quando a CIM >16, a vancomicina deve ser o fármaco utilizado, em associação com a gentamicina, ambas durante 4-6 semanas.
Nos estreptococos dos grupos B, C e G com CIM para a penicilina <0,5 mg/L, a penicilina durante 4 semanas associada à gentamicina durante 2 semanas é o esquema preferencial, devendo ambos os fármacos serem mantidos até às 6 semanas se a CIM para penicilina for >0,5 mg/L. Nestes doentes, a penicilina pode ser substituída pela vancomicina nos que manifestarem intolerância. A EIVN estafilocócica por estirpes sensíveis à meticilina deve ser tratada preferencialmente com flucloxacilina, durante 6 semanas (a vancomicina é uma alternativa), sendo opcional a associação de gentamicina durante os primeiros 5 dias, já que, embora se admita o efeito sinérgico, o benefício/risco desta associação não tem estudos suficientes. Na EIVN por SARM, a vancomicina é o fármaco preferencial, associado quer à gentamicina, quer à rifampicina (preferível para os doentes renais, de evitar nos doentes hepáticos, vice-versa para a gentamicina). Na EIVN por enterococos, a opção depende da sua susceptibilidade: ampicilina, quando possível, associada a gentamicina (ou estreptomicina, se resistentes à gentamicina); vancomicina, se resistentes à ampicilina, associada a gentamicina (ou estreptomicina, idem); imipeneme associado a ampicilina ou cetriaxone associado a ampicilina se resistentes à vancomicina (E. faecalis).


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img quais sao as causas da fosfatase alcalina elevada 3841 orig 180x180 - Quimioprofilaxia da Doença Meningocócica

Quimioprofilaxia da Doença Meningocócica

Está recomendada para os contactos íntimos de indivíduos expostos a um caso índice de doença meningocócica. Embora nem sempre seja fácil definir as situações específicas em que a intimidade do contacto se associe a um risco claramente aumentado de doença aceita-se que devem ser alvo de QP:
— Os membros do agregado familiar e conviventes.
— Contactos em creches e centros de dia para crianças.
— Todas as pessoas expostas directamente às secreções respiratórias do caso-índice, incluindo os profissionais de saúde.
A gestão do risco e decisão para administração de QP fora do âmbito dos familiares directos e conviventes deve ser feita por autoridades de saúde competentes, que devem ser notificadas para o efeito em tempo útil. A administração em massa de QP não está, por princípio, recomendada. Compete ao clínico responsável pelo tratamento do caso-índice a tomada de medidas destinadas a tranquilizar os contactos que não beneficiem de QP.
A emergência de resistências de N. meningitidis às tetraciclinas, designadamente a minociclina, levou à modificação das recomendações para a QP neste âmbito. Os esquemas de QP actualmente recomendados são:
— Ciprofloxacina – 500 mg, p.o., em toma única (evitar em crianças com <16 anos e em grávidas). — Azitromicina - 10 mg/kg (500 mg em adultos), p.o., em toma única. — Rifampicina - 10 mg/kg, p.o., de 12/12 horas (em adultos, máximo de 600 mg 12/12 horas e em recém-nascidos 5 mg/kg de 12/12 horas) durante 2 dias. A ceftriaxona, 250 mg (125 mg até aos 15 anos), i.m., em toma única, pode ser uma alternativa em doentes que não tolerem a via oral.

cefotaxima 02 180x180 - Cefotaxima

Cefotaxima

– Cefotaxima – mesmo espectro de actividade e indicações do que a ceftriaxona. A sua t1/2 de 1,4 horas exige administrações mais frequentes, o que reduz o interesse da sua utilização às infecções do recém-nascido, atendendo à toxicidade da ceftriaxona neste grupo etário (ver ceftriaxona).
• Posologia e administração – até 2 g e.v. de 6/6 horas. Nas infecções graves, em adultos, a ceftriaxona é o fármaco de eleição.

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Ceftazidima

– Ceftazidima – menor actividade contra GR+ do que a ceftriaxona, mas melhor actividade contra GR-, incluindo enterobacteriáceas, Enterobacter spp., Acinetobacter spp. e Citrobacter spp. A sua característica mais útil é a actividade contra Pseudomonas aeruginosa; embora se registem já níveis elevados de resistência em Portugal, pelo que a sua utilização empírica não é recomendável.
• Farmacologia – apenas disponível para administração parentérica, tem escasso metabolismo e é excretada quase totalmente pela urina sem alteração. t1/2 de 2 horas.
• Posologia e administração – 1-2 g de 12/12 ou 8/8 horas, e.v. Em infecções por P. aeruginosa, a perfusão contínua da dose diária total pode ser uma alternativa com suporte teórico.

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Ceftriaxona

—> Ceftriaxona – boa actividade contra pneumococo. Excelente actividade contra GR-, mas não contra enterobacteriáceas produtoras de BLEA. Actividade variável contra Acinetobacter. Actividade reduzida contra anaeróbios, não incluindo B. fragilis nem C. difficile. Não é activa contra pseudomonas.
• Farmacologia – apenas disponível para administração parentérica. Escasso metabolismo, sendo excretada em parte pela urina sem modificação e em parte pela bílis. Boa distribuição tecidular, com penetração significativa através da BHE. t1/2 de 6-9 horas.
• Segurança – no recém-nascido, a ceftriaxona compete com a bilirrubina na ligação à albumina, podendo desencadear kernicterus.
• Gravidez – classe B.
– Posologia e administração – 1 g/dia a 1 g 12/12 horas (infecções do tracto respiratório, sistémicas ou urinárias não envolvendo o SNC), 2 g de 12/12 horas nas infecções do SNC.

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Cefalosporinas

—> Cefalosporinas – constituem um grupo de fármacos caracterizado pela proliferação de representantes aprovados para utilização comercial, muitos deles não apresentando qualquer vantagem tangível. A evolução da investigação levou à necessidade de uma classificação, algo arbitrária, em diferentes “gerações” de cefalosporinas. A boa tolerância das cefalosporinas e a boa biodisponibilidade oral de muitos destes compostos relaciona-se com níveis elevados de prescrição na comunidade, particularmente em Portugal Podem ter utilidade como alternativa às penicilinas no tratamento de infecções respiratórias e urinárias, mas o seu custo tende a ser mais elevado. A ceftriaxona é um fármaco com grande utilidade actual no tratamento da meningite aguda bacteriana e da PAC tratada no hospital, pela sua boa actividade contra pneumococos resistentes à penicilina. No entanto, o seu potencial para indução de P-lactamases é elevado e a sua utilização foi relacionada com a emergência de SARM e, indirectamente, de enterococos resistentes impondo medidas restritivas da sua utlização. De modo geral, as cefalosporinas não são activas contra enterococos, listeria e SARM.
• Segurança – as cefalosporinas são, geralmente, bem toleradas. Podem ocorrer náuseas, vómitos, diarreia, depressão medular, eosinofilia, alergias cutâneas (mais frequentes em doentes com história de alergia a penicilina), depressão medular (leucopenia, trombocitopenia), teste de Coombs positivo, diarreia e elevação das transaminases, reacções no local da administração e.v. e doença intestinal por Clostridiitih difficile.
– Interacções – potenciam a nefrotoxicidade de aminoglicósidos e vancomicina, diuréticos de ansa.

como funcionan los antibioticos 1 0 180x180 - Tratamento (Úlcera Mole Venérea)

Tratamento (Úlcera Mole Venérea)

– Azitromicina – 1 g, oral, numa única toma.
– Ou ceftriaxona – 250 mg, i.m., numa única injecção.