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Ciprofloxacin

Fluoroquinolonas (Tuberculose)

-> Fluoroquinolonas (FQ) – as quinolonas são bactericidas contra bactérias do complexo MT. provavelmente através dos mecanismos de acção já descritos. A potência varia para cada fármaco, sendo a moxifloxacina o mais activo, seguido de levofloxacina, ciprofloxacina e ofloxacina. No entanto, com as concentrações séricas obtidas com a dosagem de 750 mg/2xdia de ciprofloxacina, são inibidas 90% das estirpes de MT sensíveis. A resistência ocorre facilmente se forem utilizadas em monoterapia, mas a sua boa tolerância em tratamentos prolongados e a boa biodisponibilidade oral tornaram-nas um dos antituberculosos de 2.a linha mais utilizados actualmente. Estudos recentes em que a moxifloxacina é utilizada em vez do EMB em esquemas de 1.ª linha mostram resultados promissores na negativação precoce dos exames directos da expectoração, mas os dados recentes relativos à hepatotoxicidade deste fármaco devem ser considerados.
• Posologia e administração – as DDR são 400 mg para a moxifloxacina, 750-1000 mg para a levofloxacina, ambas em toma única diária, 750 mg/2xdia para a ciprofloxacina e 400 mg/2xdia para a ofloxacina.

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Tratamento (Ciclosporidiose)

Deve ser iniciada TARV a fim de melhorar a função imunitária e prevenir as recidivas.
– Esquema preferencial – co-trimoxazol, 960 mg 6/6 horas p.o. durante 10 dias. As recidivas são frequentes no contexto da disfunção imunitária grave, mas o re-tratamento com co-trimoxazol costuma ser eficaz.
– Esquemas alternativos – em doentes intolerantes ou sem resposta ao co-trimoxazol, pode-se utilizar ciprofloxacina, embora não estejam disponíveis estudos adequados para a recomendação de dose e duração de terapêutica em doentes com infecção por VIH, havendo evidência de que é menos eficaz do que o co-trimoxazol em doentes imunocompetentes. Nos casos de falência a ambos, a nitazoxanida (500 mg/2xdia p.o. durante 3 dias) pode ser útil.
– Prevenção das recidivas – há alguma evidência de que a utilização de co-trimoxazol, 960 mg/3xsemana p.o., pode ser útil para a prevenção das recorrências de ciclosporidiose em doentes com disfunção imunitária grave.

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Prevenção das Recidivas (Isosporiose)

Nos doentes que não obtenham recuperação satisfatória da função imunitária com TARV, deve ser instituída uma terapêutica de manutenção, de preferência com co-trimoxazol, 960 mg/3xsemana p.o., tanto mais que este regime proporciona, também, protecção contra a pneumocistose. Nos doentes intolerantes às sulfamidas, pode utilizar-se pirimetamina, 25 mg/dia, p.o., (com ácido folínico, 15 mg/dia, p.o).
Embora haja evidência de que a ciprofloxacina (1000 mg/3xsemana p.o.) pode ser igualmente eficaz, a utilização continuada deste fármaco pode acarretar o risco de emergência de bactérias resistentes ao nível do lume intestinal, pelo que deve ser reservada para os casos em que não existam alternativas.

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Tratamento (Isosporiose)

Deve ser dada atenção particular à hidratação e nutrição dos doentes. O diagnóstico de isosporiose impõe o início de TARV, tão precocemente quanto a situação clínica (diarreia) e a tolerância do doente o permitirem, no sentido de melhorar a probabilidade de erradicação dos oocistos e de reduzir o risco de recidivas.
—> Esquema preferencial – co-trimoxazol, 960 mg 6/6 horas p.o. durante 10 dias.
—> Esquemas alternativos:
• Pirimetamina 75 mg/dia, p.o., associada ao ácido folínico, 15 mg/dia, p.o., durante 3-4 semanas.
• Ciprofloxacina 500 mg/2xdia p.o., durante 7 dias.

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Tratamento (Blenorragia)

Dado o tipo de infecção em causa, e de modo a assegurar que o tratamento seja efectuado na totalidade, este deverá ser feito em dose única oral ou parentérica.
Assim é a seguinte, por ordem de preferência, a antibioterapia alternativa aconselhada:
-Ceftriaxona – 125 mg i.m. em injecção única.
-Cefixime – 400 mg, oral, em toma única.
-Ciprofloxacina – 500 mg, oral, em toma única.
-Ofloxacina – 400 mg, oral, em toma única.
Opcionalmente pode ainda utilizar-se a espectinomicina 2 g i.m. numa única dose, nos doentes que não tolerem cefalosporinas ou quinolonas. Não é tão eficaz na infecção faríngea. pelo que nesta deve utilizar-se a ceftriaxona ou a ciprofloxacina.

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Doença fistulizante

É útil considerar dois tipos de fístulas: perianais e internas. No caso da DC perianal, os agentes de 1.ª linha incluem a ciprofloxacina, 500 mg/2xdia, ou o metronidazol, 250 a 500 mg/3xdia, com a junção do segundo antibiótico se o primeiro se revelar ineficaz. No caso de as fístulas encerrarem ou permanecerem drenantes, deverão ser prescritas tiopurinas e/ou terapêutica biológica. A terapêutica de manutenção deverá ser efectuada com o agente responsável pelo encerramento.
Os doentes com fístulas internas, devido ao facto de as mesmas resultarem geralmente de uma estenose a jusante, devem ser considerados para terapêutica cirúrgica primária, em relação a qualquer terapêutica médica.

VACINA 12 180x180 - Terapêutica II (Diarreia do Viajante)

Terapêutica II (Diarreia do Viajante)

Sendo a etiologia da diarreia do viajante muito diversa, é difícil conseguir uma vacina com elevada eficácia. No entanto, Dukoral, que é uma vacina oral contra a cólera, constituída por Vibrio cholerae inactivados e subunidade B de toxina recombinante, tem alguma eficácia na prevenção da diarreia provocada por ETEC (60%) e na diarreia do viajante em geral (25%). A vacina consiste na administração de 2 doses com 1 semana de intervalo, devendo a segunda dose ser tomada pelo menos 1 semana antes da partida. Confere uma protecção de curta duração (cerca de 3 meses).
No que respeita à profilaxia antibiótica, é utilizada mais frequentemente a ciprofloxacina 500 mg p.o. qd, evitando utilizá-la durante períodos superiores a 3 semanas. A utilização de outros antibióticos, mormente, azitromicina e rifaximina, aguardam estudos para a aferição da dose apropriada e eficácia (rifaximiina). No entanto, esta profilaxia antibiótica apresenta alguns inconvenientes, tais como, interacções medicamentosas, efeitos secundários, promoção de resistências aos antibióticos e alteração da flora intestinal. A profilaxia antibiótica deve reservar-se para as seguintes situações:
—> Viajantes que “não podem adoecer” (atletas, pessoas de negócios, políticos, etc).
—> Viajantes com risco acrescido de desenvolvimento de diarreia do viajante (acloridria, gastrectomia, etc).
—> Viajantes com compromisso imunitário (i.e., infecção por VIH) ou com doença crónica (i.e., insuficiência cardíaca, DPOC, diabetes mellitus).
—> Viajantes com história de diarreias frequentes e graves.

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Terapêutica (Diarreias Agudas e Crónicas)

A terapêutica antimicrobiana empírica nas diarreias infecciosas agudas é muito utilizada, dado que os resultados microbiológicos das coproculturas são geralmente morosos, não permitindo, nos casos de diarreia grave, aguardar os resultados e só depois tratar especificamente.
A terapêutica empírica inicial, quando justificável, deve ser efectuada com ciprofloxacina.
Perante uma diarreia que persiste para além das 2 semanas, deve pensar-se em giardíase ou amebíase e, após colher as fezes para pesquisa de ovos quistos e parasitas, prescrever empiricamente metronidazol.
Tratando-se de uma diarreia aguda sem febre e sem disenteria, podem usar-se medicamentos que diminuam o peristaltismo intestinal. Tendo em conta a segurança e a eficácia, recomenda-se nestas circunstâncias o uso de 2 mg de loperamida (Imodium), que deve ser tomada SOS e nunca deve exceder 16 mg/dia nem deve ser tomada por mais de 2 dias.
Independentemente do que atrás foi dito, pensamos que existem duas situações que devemos particularizar, nomeadamente, a diarreia do viajante e a diarreia por C. difficile.