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Epilepsia

Crises epilépticas são manifestações clínicas estereotipadas (alterações de comportamento e/ou consciência) que resultam de descargas espontâneas e anómalas de neurónios encefálicos. Esta atividade, paroxística, é geralmente intermitente e autolimitada.
A recorrência das crises (duas ou mais) é a característica fundamental da epilepsia.
A prevalência em Portugal é de 4-8:1000 e a incidência anual é de cerca de 50/100000 com picos no primeiro ano de vida e depois dos 60 anos de idade. A taxa de mortalidade global é elevada (cerca de 2/100); em 25% dos casos, a causa está relacionada com as crises (estado de mal, lesão acidental, morte súbita).


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obesidad5 180x180 - Manifestações Clínicas

Manifestações Clínicas

Os sintomas e sinais de baixo débito cardíaco incluem fadiga, intolerância ao exercício taquicardia, confusão mental, extremidades frias, galope ventricular (S3), oligoanúria e diminuição da pressão de pulso [(PA sistólica-PA diastólica)/PA sistólica x 100<25%]. A congestão venosa pulmonar e sistémica condicionam a dispneia de esforço, ortopneia, dispneia paroxística noturna, fervores de estase, edemas periféricos, ingurgitamento jugular, aumento rápido de peso, hepatomegalia, derrame pleural e pericárdico.

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Aspetos Clínicos (Lúpus)

As manifestações clínicas são muito variadas. O LES pode ter um início agudo com envolvimento multiorgânico ou surgir de forma insidiosa. As queixas sistémicas (fadiga, febre, linfadenopatias, emagrecimento), apesar de inespecíficas, são importantes pois geralmente significam uma doença activa. O atingimento osteoarticular e mucocutâneo são os mais comuns, seguidos das alterações hematológicas, mas qualquer órgão ou sistema pode ser afetado. O envolvimento renal e do SNC são determinantes para o prognóstico, pelo aumento da morbilidade e mesmo da mortalidade que representam.
Existe um subgrupo de doentes com LES e anticorpos antifosfolípidos no soro, que apresenta um elevado risco de tromboses arteriais e venosas e de perdas fetais recorrentes.
A presença de co-morbilidades, nomeadamente de doença aterosclerótica mais grave e precoce, ocorrência de infeções ou neoplasias, contribui significativamente para a redução da esperança de vida dos doentes com LES.

parkinson 180x180 - Características clínicas (Distonias)

Características clínicas (Distonias)

—> Características clínicas – podem definir-se vários tipos de distonia dependendo dos fatores precipitantes, duração, sinais acompanhantes e resposta à terapêutica.
• Distonia com resposta à dopa (doença de Segawa) é uma forma de distonia de predomínio diurno acompanhada habitualmente de sinais parkinsónicos (familiar ou esporádica) e com excelente resposta à levodopa.
• Distonia mioclónica apresenta movimentos mioclónicos para além da distonia, tem início nas primeiras duas décadas de vida, com um envolvimento preferencial dos membros superiores e metade superior do corpo.
• Distonia paroxística cinesigénica apresenta-se como episódios distónicos de curta duração (menos de 5 minutos) desencadeados por movimentos súbitos ou ruídos.
• Distonia paroxística não cinesigénica (ou coreoatetósica) caracterizada por episódios distónicos com a duração de 2 minutos a 4 horas.

picture impetigo 180x180 - Impétigo

Impétigo

É a infecção piogénica superficial da pele mais frequente em crianças, podendo assumir duas formas clínicas: impétigo contagioso, não bolhoso (impétigo de Tilbury Fox) provocado por Staphylococcus aureus, Streptococcus piogénico ou ambos, e impétigo bolhoso, de etiologia estafilocócica {Staphylococcus do grupo fago II, tipos 55 e 71).
Clinicamente o impétigo contagioso inicia-se por vesícula ou pústula de parede fina em base eritematosa que rapidamente rompe dando origem a lesão exsudativa, coberta por crosta amarelada e aderente (crosta melicérica). A face é frequentemente atingida, sendo as áreas perinasal e peri-oral as localizações mais comuns (no Inverno, na sequência de rinorreia purulenta), podendo, contudo, observar-se em qualquer outra área cutânea.
No impétigo bolhoso, as bolhas, causadas por toxinas esfoliativas A e B (esfoliatinas), são de maiores dimensões e mais persistentes, e evoluem após ruptura para erosões cobertas por crosta acastanhada e retalhos epidérmicos periféricos. Este tipo de impetigo observa-se com frequência nas axilas e área genital, e é mais frequente no Verão.

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Diagnóstico laboratorial (Pancreatite Aguda)

O doseamento da amilase sérica é a análise bioquímica mais frequentemente utilizada no diagnóstico da pancreatite aguda. Após o início dos sintomas, a amilasemia aumenta em cerca de 75% dos casos, voltando para o valor basal entre as 24 e as 72 horas. Essa elevação é na maioria dos casos superior a três vezes o padrão normal. No entanto, existem limitações ao diagnóstico da pancreatite aguda com base no doseamento da amilasemia, por um lado a amilase não é órgão-específico e por outro, em determinadas situações, nomeadamente nas agudizações da pancreatite crónica alcoólica e nas hipertrigliceridemias, não se encontra elevada. Existem diversas situações clínicas não relacionadas com o pâncreas que também cursam com elevação da amilasemia, algumas também associadas a um quadro clínico de dor abdominal.
A lipase na pancreatite aguda também está elevada pelos mesmos mecanismos que fazem elevar a amilase. A lipase sérica aumenta cerca de 4 a 8 horas depois do início dos sintomas, atingindo o valor máximo de concentração às 24 horas. A vantagem em relação à amilasemia tem a ver com uma vida média mais prolongada, isto é, normaliza-se de forma mais lenta (8 a 14 dias) permitindo fazer o diagnóstico de pancreatite aguda naquelas situações em que houve um desfasamento entre o início da sintomatologia e a avaliação laboratorial.
Existem igualmente outras enzimas, nomeadamente: o tripsinogénio, a tripsina, a quimiotripsina, a elastase, a fosfolipase A-2, a a2-macroglobulina que também estão elevadas na pancreatite aguda, mas que não apresentam vantagem quer em relação à amilase, quer em relação à lipase.


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Litíase da Vesícula

A litíase da vesícula afecta um número elevado de pessoas. As suas manifestações clínicas não têm uma apresentação monótona, podendo ser agrupadas em quadros representativos da forma como surgem habitualmente e dos problemas de decisão diagnostica e terapêutica:
– Indisposição pós-prandial.
– Cólica biliar.
– Colecistite aguda.
– Doença associada à litíase da via biliar principal (VBP) e suas complicações (por exemplo, icterícia obstrutiva, colangite e pancreatite aguda metalitiásica).
A utilização ubiquitária e frequente da ecografia, mas também da TC, tem vindo a aumentar o número de pessoas que sabem ter litíase da vesícula e que, embora estejam assintomáticas, procuram conselho médico sobre o interesse e necessidade de serem tratadas e qual a forma mais adequada de tratamento.
O tratamento definitivo da litíase da vesícula é a colecistectomia. A colecistectomia pode ser realizada por via convencional, laparotómica, ou recorrendo a técnicas minimamente invasivas, por laparoscopia. A evidência clínica tem vindo a atribuir segurança e eficácia semelhantes, com melhor tolerância e recuperação pós-operatórias dos doentes submetidos a laparoscopia.
Apesar da sua eficácia e segurança, a colecistectomia continua a ter uma taxa de morbilidade de cerca de 2,5% e de mortalidade <1,5%. As principais causas de morbi-mortalidade da colecistectomia são: lesão iatrogénica da VBP, hemorragia e infecção de colecções líquidas (bilomas, hematomas). A ocorrência destas complicações e as suas consequências podem ter componentes operador-dependente ou serviço-dependente, relacionadas com a experiência acumulada e a capacidade de atempadamente fazer o seu diagnóstico. A estratégia de correcção adequada destas lesões, que pode passar por referenciar os doentes para unidades especialmente treinadas no seu tratamento, está relativamente padronizada e deve ser criteriosamente estabelecida, desde a identificação da sua ocorrência, pois só assim se podem minimizar as suas consequências. A dificuldade de identificação e manuseamento das estruturas biliares e vasculares do hilo hepático é a causa mais frequente das complicações operatórias. Esta dificuldade depende da variabilidade anatómica, que não pode ser evitada, mas muitas vezes do atraso na decisão de referenciar os doentes para cirurgia, deixando-os prolongar indefinidamente processos inflamatórios fibrosantes crónicos. Esta política infundada deve ser evitada, explicando aos doentes, com rigor, a indicação e os riscos da colecistectomia electiva, em comparação com o risco de sofrer colecistite(s) aguda(s). Neste contexto, de dificuldade de identificação das estruturas, com aumento da probabilidade de ocorrerem complicações operatórias ou near misses, deve salientar-se que a conversão laparoscopia-laparotomia, durante a realização de colecistectomia, não é considerada uma complicação, mas, outrossim, uma decisão de garantir o máximo de segurança para o doente.


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sarcoidose klierenkalk ap 180x180 - Ventilação em Algumas Circunstâncias Clínicas Particulares

Ventilação em Algumas Circunstâncias Clínicas Particulares

1) Lesão pulmonar aguda e síndrome de dificuldade respiratória aguda – independentemente da sua etiologia, a lesão pulmonar aguda e a ARDS são acompanhadas por uma diminuição importante da compliance pulmonar. Este facto torna frequentes, durante a ventilação mecânica, a ocorrência de elevadas pressões de pico e de planalto. Limitar o volume corrente a 6 ml/kg de peso previsto e manter a pressão de planalto <30 CIT1H2O é o desejado. Hipercapnia permissiva pode ser necessária. A manutenção de uma oxigenação adequada passa pelo aumento da FÍO2 e pelo uso de PEEP. Outras estratégias como a diminuição da relação I:E pode também ser utilizada. O posicionamento do doente em decúbito ventral constitui uma opção em doentes com hipoxemia refractária. As técnicas de suporte extracorporal parcial ou total e a HFOV têm vindo a ganhar defensores em centros com grande volume de doentes tratados. 2)Doença pulmonar obstrutiva crónica - os nossos objetivos na ventilação destes doentes são a manutenção de uma adequada homeostase respiratória enquanto se tratam as causas da agudização. O volume corrente inicial deve ser entre 8 e 10 ml/kg e a frequência ajustada de modo a manter um pH normal. A PaCO2 a atingir deve ser a habitual para o doente. São necessários especiais cuidados de modo a manter um tempo expiratório suficiente (relação I:E 1:3 ou 1:4), de modo a prevenir o aparecimento de auto-PEEP importante e a ocorrência de complicações. 3) Doença pulmonar assimétrica - a existência de doença pulmonar assimétrica não é rara em contextos como o trauma, aspiração ou pneumonia lobar. A ventilação pode levar ao aparecimento de lesões iatrogénicas, por sobredistenção alveolar no pulmão saudável. Estas alterações podem ser minimizadas colocando o pulmão não envolvido na área dependente. Alguns doentes no entanto podem necessitar de ventilação pulmonar diferencial, técnica em que ambos os brônquios são entubados seletivamente e cada pulmão ventilado com a modalidade e os parâmetros mais adequados à situação clínica. 4) Doença cardíaca - a ventilação de doentes com insuficiência cardíaca congestiva ou isquemia do miocárdio deve ser sempre feita com especial cuidado para diminuir a queda do débito cardíaco secundária ao aumento da pressão intratorácica. O objetivo major é diminuir o trabalho respiratório e permitir o fornecimento adequado de oxigénio ao coração. O uso de PEEP pode ter algum interesse ao diminuir a água intra-alveolar, mas o seu uso deve ser sempre contrabalançado com as suas potenciais consequências hemodinâmicas. 5) Doença neuromuscular - Doentes com doença neuromuscular periférica tipicamente têm um estímulo respiratório intacto e pulmões normais. Podem necessitar de um volume corrente elevado para evitar a sensação de dispneia.

Corte o cigarro 180x180 - OUTRAS FORMAS DE DDPP

OUTRAS FORMAS DE DDPP

Dentro das IIP existem várias entidades clínicas raras, mas bem caracterizadas. Incluem-se entre elas a COP, a LIP e a AIP. A tendência atual é excluir deste grupo a RB-ILD, DIP e a LCH, por terem etiologia definida relacionada com a exposição tabágica.

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Pneumonia Intersticial Não Específica – NSIP

Algumas doenças do interstício pulmonar apresentam um padrão histológico descrito como NSIP. Este padrão histológico é identificado em várias situações clinicas: conectivite, pneumonite de hipersensibilidade, pneumonite induzida por fármacos, imunodeficiência, incluindo infeção pelo VIH. Quando a sua identificação ocorre sem causa definida estamos pedante a NSIP idiopática.