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Fatores de risco – Dislipidemia

Os valores do colesterol total devem ser reduzidos abaixo de 200 mg/dl e os do LDL colesterol abaixo de 130 mg/dl, usando inibidores da HMGCoA (estatinas).

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Medidas Gerais – AVC

Incluem a redução da tensão arterial, tratamento da diabetes, redução do colesterol com dieta e estatinas em todos os doentes com colesterol >160 mg/ml, abstinência de tabaco, redução da ingestão de álcool (abstinência se o AVC tiver sido hemorrágico; máximo de três copos (30 g/etanol)/dia se tiver sido isquémico), redução ou controlo do peso, dieta com baixo teor de sal e gorduras saturadas e elevado teor de frutas, vegetais e fibras, e exercício físico regular. As mulheres que tomem anticoncetivos orais devem passar a utilizar outro método anticoncetivo. A terapêutica hormonal de substituição está contraindicada.

dom 180x180 - Determinação do Risco(Doença Cardiovascular Aterosclerótica)

Determinação do Risco(Doença Cardiovascular Aterosclerótica)

Para cada indivíduo devemos efetuar uma estimativa do risco global para desenvolver DCV. Para tal podem ser utilizadas tabelas de risco, como o SCORE, que permitem determinar o risco a 10 anos de DCV fatal, por sexo, idade, pressão arterial, colesterol e hábitos tabágicos. A intervenção médica deverá ser mais ou menos agressiva dependendo do grau de risco do indivíduo.
As prioridades para a prevenção de DCV na prática clínica são para os indivíduos de alto risco, que são:
—> Doentes que já tiveram uma manifestação clínica de DCV: doença coronária, AVC ou doença arterial periférica.
—> Indivíduos assintomáticos que tenham um elevado risco de desenvolver DCV aterosclerótica:
• Múltiplos fatores de risco, tendo um risco de DCV fatal a 10 anos (ou se extrapolado para os 60 anos) >5%, segundo a tabela SCORE.
• Uma elevação marcada de um factor de risco isolado (colesterol total >320 mg/dl, colesterol LDL >240 mg/dl ou pressão arterial > 180-110 mmHg). (
• Diabetes mellitus tipo 2 e tipo 1 com microalbuminúria.
O principal objetivo dos profissionais de saúde é obter a longo prazo a máxima redução da mortalidade e morbilidade CV para todos os seus pacientes assintomáticos (prevenção primária), assim como para os doentes que sofreram um evento cardiovascular (prevenção secundária). Tal poderá ser conseguido pelo tratamento dos fatores de risco modificáveis, promovendo sempre modificações do estilo de vida e mediante intervenção farmacológica, se necessário.

Tratamento da hipertensão arterial 1361863427 74 180x180 - Diagnóstico, Estratificação de Risco, Classificação e Correta Técnica de Medição da Tensão Arterial

Diagnóstico, Estratificação de Risco, Classificação e Correta Técnica de Medição da Tensão Arterial

O diagnóstico da HTA baseia-se, para além da história clínica (que deve incluir os dados da tensão arterial prévia, sintomatologia sugestiva, estilos de vida, patologias pregressas e história familiar de doença CV (cardiovascular)) e do exame físico (incluindo uma correta medição da tensão arterial), num conjunto de exames auxiliares laboratoriais e de imagem.
Estes exames destinam-se, acima de tudo, a estratificar o risco basal do doente individual e a detetar lesões de órgão alvo (subclínicas ou não), devendo ser requisitados tendo em conta as características do doente individual e das complicações que apresente na altura da consulta.
Dividem-se em dois grupos:
– Testes laboratoriais – glicemia, colesterol total, HDL, LDL e triglicéridos, ionograma, creatinina, hemograma e proteinúria.
-Testes complementares – electrocardiograma, ecocardiograma, ultra-sonografia carotídea, medição ambulatória das 24 horas e teste à intolerância da glicemia.


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colesterol da mulher 180x180 - Controlo dos fatores de risco – Lípidos (Doença Cardiovascular Aterosclerótica)

Controlo dos fatores de risco – Lípidos (Doença Cardiovascular Aterosclerótica)

Existe evidência inequívoca de que a redução do colesterol plasmático reduz o risco de DCV. Uma redução de 10% do colesterol leva a uma redução de 25% na incidência de doença coronária, após 5 anos.
Na população em geral, idealmente, o colesterol total plasmático deverá ser <190 mg/dl e o C-LDL <115 mg/dl. Nos doentes de alto risco, já definidos previamente, estes valores deverão descer para um colesterol total < 175 mg/dl ou se possível <155 mg/dl e um C-LDL <100 mg/dl ou se possível <80 mg/dl. Não existem valores alvo para o C-HDL, nem para os TG (triglicéridos), contudo o C-HDL <40 mg/dl nos homens e <45 mg/dl nas mulheres e TG >150 mg/dl são marcadores de elevado risco CV.
1) Quando deverá o clínico iniciar a terapêutica farmacológica?
O primeiro passo é sempre a avaliação do risco global do doente. Se o risco de morte por DCV for <5% (e se não ultrapassar os 5% se o risco for projetado para os 60 anos), recomenda-se a adoção de um estilo de vida saudável, de forma a manter um baixo risco. Uma reavaliação deverá ser feita todos os 5 anos. Se a estimativa de risco for >5%, recomenda-se durante 3 meses a adoção de um estilo de vida saudável.
Se o risco diminuir para valores <5%, deverá manter os hábitos adquiridos, sendo feita nova avaliação de risco anualmente. Caso os valores desejáveis de C-LDL não tenham sido atingidos e o risco se mantenha elevado, inicia-se terapêutica farmacológica. A dose do fármaco deve ser aumentada, considerando-se combinações terapêuticas até obter níveis de C-LDL dentro do objetivo. No caso DCV estabelecida, diabetes mellitus, ou valores de colesterol elevados (C total >320 mg/dl ou C-LDL >240 mg/dl), iniciar o tratamento farmacológico o mais precocemente possível, em associação com as medidas gerais, até atingir os valores alvos. Uma vez atingido o objetivo do C-LDL, deve ser considerado o valor dos TG e do C-HDL, intensificando as modificações do estilo de vida e, se necessário, considerar doses mais elevadas dos fármacos ou associações. Se os TG forem >500 mg/dl, a prioridade será reduzir os seus níveis para prevenir a ocorrência de pancreatite.
2) Fármacos usados na redução dos lípidos:
-> As estatinas (sinvastatina, pravastatina, rosuvastatina, atorvastatina lovastatina e fluvastatina) são sem dúvida a l.a escolha no tratamento das dislipidemias, pois, para além de reduzirem os níveis dos lípidos plasmáticos, elas demonstraram em vários estudos reduzir a mortalidade e os eventos cardiovasculares. As Estatinas diminuem preferencialmente os níveis de C-LDL (18-55%), de forma menos marcada diminuem os TG (7-30%) e aumentam o C-HDL (5-15%). São fármacos comprovadamente seguros e fáceis de usar, com 1 toma única diária. Os efeitos secundários, pouco frequentes e reversíveis, são: a elevação das transaminases hepáticas (0,5 e 2%) e raramente a miopatia (0,08%), com elevação do CK (creatina fosfoquinase) 10 vezes acima da referência. O seu uso está contra-indicado na doença hepática ativa ou crónica.
Os fibratos (ciprofibrato, fenofibrato, bezafibrato, clofibrato, gemfibrosil e etofibrato) são os fármacos mais eficazes na redução dos TG (20-50%) e no aumento do C-HDL (10-20%), com uma redução fruste dos níveis de C-LDL (5-20%). A principal indicação é o tratamento da hipertrigliceridemia e no tratamento do C-HDL baixo. Em alguns pacientes poderá ser usada em combinação com as estatinas a fim de se atingir os valores alvo, contudo é necessário uma monitorização apertada dos níveis de CK pois a associação aumenta o risco de miopatia para 1 %. Estão contra-indicados nos doentes com hepatopatia ou nefropatia grave.
O ácido nicotínico é usado, primariamente, na redução dos TG (20-50%) e aumento do C-HDL (15-35%). Tem um efeito sinérgico com as estatinas na redução do C-LDL (5-25%), sem aumentar os efeitos adversos. Está contra-indicado na doença hepática crónica e gota grave.
As resinas ligadoras de ácidos biliares (colestiramina, colestipol) são utilizadas como adjuvantes na terapêutica com estatinas, potenciando a redução do C-LDL (15-30%) e aumento do C-HDL (3-5%). Têm elevada frequência de efeitos adversos digestivos e podem levar ao aumento de TG em indivíduos predispostos; a posologia em várias tomas diárias é também uma desvantagem. Estão contra-indicadas nas disbetalipoproteinemias e com valores de TG >200 mg/dl.
—> O ezetimibe é um inibidor da absorção dos lípidos no tubo digestivo, tendo demonstrado um efeito sinérgico na melhoria do perfil lipídico quando em associação com estatinas.