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Cólica Biliar

O principal sintoma da litíase da vesícula é a cólica biliar, causada pela obstrução do colo da vesícula por um cálculo. A dor é geralmente episódica, intensa (aumentando até ao máximo e decrescendo entre 4 a 6 horas), localizada no epigastro ou no hipocôndrio direito, despertada frequentemente por uma ingestão copiosa ou surgindo durante a noite.
A dor pode irradiar para o dorso e para a região escapular direita. Geralmente é acompanhada de náuseas e vómitos, sem febre. O exame físico revela habitualmente dor à palpação, exacerbada pela inspiração quando a mão se posiciona no trajecto da vesicula, podendo, quando este aumento é muito intenso, condicionar a suspensão voluntária da inspiração (sinal de Murphy vesicular). Não se encontram nem defesa peritoneal, nem massa perivesicular (plastron). O laboratório pode não revelar alterações significativas das provas de função hepática, da PCR, nem do leucograma, mas estes dois últimos parâmetros podem estar aumentados. A ecografia revela geralmente a litíase, sem alteração da ecoestrutura da parede, nem dos espaços perivesiculares.
O carácter autolimitado e a normalidade dos exames complementares permitem, geralmente, estabelecer com segurança o diagnóstico. Nas primeiras horas, este quadro não difere muito da colecistite aguda, pelo que os doentes devem ficar sob vigilância.
Repouso alimentar, hidratação endovenosa, se necessário, e analgesia são os principais focos da terapêutica. A dor cede aos AINEs (por exemplo, diclofenac 10 mg oral ou 20 mg e v.) e/ou à butilescopolamina (50 mg oral ou 75 mg e.v.).
Os doentes, após terem sofrido uma cólica biliar, devem ser referenciados para cirurgia, pois a probabilidade de repetição deste quadro é elevada e o risco de desenvolver uma colecistite aguda é, nesta fase sintomática da doença, bastante elevado (superior a um em cada cinco doentes).

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Vacina contra o HPV

Estão disponíveis duas vacinas do tipo inactivado, constituídas por partículas semelhante a virões (virus-like particles), não infecciosas, produzidas por tecnologia de ADN recombinante, destinadas à prevenção de infecções por HPV: infecções persistentes, lesões intra-epiteliais de baixo grau (CIN1 ou LSIL), lesões precursoras do cancro (CIN2/3 ou HSIL) e, finalmente, cancro do colo do útero. A vacina bivalente inclui antigénios dos subtipos 16 e 18 do HPV, responsáveis por 70 a 75% de casos de cancro do colo do útero. A vacina tetravalente inclui, para além de antigénio destes subtipos, antigénios dos subtipos 6 e 11, responsáveis por cerca de 90% de casos de verrugas genitais/condilomas.
Qualquer dos tipos está recomendado, sendo ambos altamente imunogénicos, e tendo demonstrado protecção, quer através da obtenção de títulos elevados de anticorpos específicos persistindo por mais de 5 anos, quer através da redução significativa da ocorrência de lesões do tipo CIN de grau 2 ou superior, tanto em mulheres sem infecção prévia por estirpes oncogénicas de HPV como em mulheres sem infecção prévia apenas pelos subtipos incluídos na vacina.
São administradas em 3 tomas (0, 2 e 6 meses). Ambas contêm hidróxido de alumínio como adjuvante. A vacina é considerada segura, sendo frequentes as reacções de eritema no local de injecção (deltóide) e raros casos de lipotimia, pelo que se recomenda o decúbito durante 15 minutos após a administração. Foram levantados alertas de segurança relacionados com casos de morte súbita potencialmente relacionados com a vacina tetravalente, embora, na opinião das autoridades reguladoras de saúde da Europa e dos EUA, não tenha sido estabelecida a relação com a administração da vacina.
Não está estabelecida a duração da protecção induzida pela vacina, embora não esteja recomendada a realização de reforços. De notar que a vacina não confere protecção contra lesões causadas por subtipos oncogénicos de HPV para além do 16 e 18, pelo que a sua introdução não deve afectar as recomendações actuais para a prevenção secundária da neoplasia cervical. A vacina não foi avaliada na protecção de doença associada ao HPV no sexo masculino nem em doentes com infecção por VIH.

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Clínica (Osteoporose)

A OP cursa durante muito tempo de forma assintomática. O quadro clínico da OP estabelecida é dominado pelas fraturas ósseas, que surgem com traumatismos mínimos ou de forma espontânea. As localizações mais frequentes são a extremidade distal do rádio (fratura de Colles), as vértebras (dorsais e lombares), o fémur proximal (colo do fémur e intertrocantérico) e a extremidade proximal do úmero. As duas primeiras localizações são típicas da OP pós-menopáusica, enquanto as segundas são habituais nos idosos.
Quando já existem múltiplas fraturas vertebrais, as alterações posturais podem condicionar o aparecimento de dor axial crónica, com ritmo mecânico. A progressiva diminuição de altura leva a uma procidência do abdómen e muitas vezes a caixa torácica chega a tocar a crista ilíaca. Estas deformações são responsáveis pelas manifestações clínicas da OP vertebral grave: enfartamento pós-prandial, infeções e insuficiência respiratória.

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Prevenção e Diagnóstico Precoce de Patologia Cervical

O cancro do colo do útero é a 6.a neoplasia mais frequente nas mulheres e a 2.ª principal causa de morte no mundo. O vírus do HPV de alto risco está intimamente ligado ao cancro do colo do útero. Foram identificados mais de 180 estirpes, das quais 15 de alto risco. A infecção é comum, mas a maioria das mulheres consegue eliminar a infecção sem sequelas; contudo, algumas têm persistência da infecção viral (sobretudo com os subtipos de alto risco). O teste de Papanicolau é um teste de rastreio das alterações celulares que estão associadas com o aumento de risco do aparecimento do cancro do colo. A colheita do Papanicolau é um tipo de prevenção secundária (existe rastreio populacional ou oportunista). O rastreio organizado só existe ainda na zona Centro. A colheita de citologia Papanicolau faz-se em lâminas ou meio líquido (Thin Prep) – este último com menos artefactos.

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Carcinoma da Próstata

Tal como a hiperplasia da próstata e por mecanismos muito semelhantes, o carcinoma da próstata pode condicionar obstrução grave do colo vesical.
Casos há em que a obstrução pode ter origem na coexistência sinérgica das duas situações- hiperplasia da próstata mais carcinoma.