Artigos

cicloserina oral 180x180 - Naltrexona

Naltrexona

Tal como a naloxona, também a naltrexona inibe competitivamente todos os opióides agonistas dos receptores, revertendo os efeitos colaterais mais comuns. Tem particular interesse nos programas de descontinuação dos toxicodependentes, pelo facto de apenas existir em apresentação oral sob a forma de comprimidos e deve ser sempre utilizada em conjugação com programas de modificação de comportamento.

article images 180x180 - Gabitril

Gabitril

—> TGB – gabitril – comprimidos de 5, 10 e 20 mg.
• Indicação – terapêutica coadjuvante nas crises parciais dos adultos.
• Mecanismo de ação – gabaérgico.
• Metabolismo e excreção – hepáticos.
• Administração – a dose inicial é de 0,1 mg/kg/dia, devendo aumentar de 2 em 2 semanas até 0,4-0,6 mg/kg/dia se em monoterapia. Em associação com AE ISE, deve atingir 0,7-1 mg/kg/dia, dividida em 3 tomas diárias.
• Efeitos adversos e interações – os efeitos adversos dificultam o manejo e limitam o uso. Incluem fatigabilidade, sonolência, tonturas, cefaleias, tremor, alterações do pensamento e raramente estado de mal não convulsivo.
Dependendo do tipo de epilepsia, o desmame da terapêutica está indicado após 2-5 anos sem crises. Deve decorrer ao longo de 6-12 meses. A taxa de recorrência é em média 35-40% na idade adulta, mas a variabilidade é grande. A decisão de desmame deve ser discutida com o doente. Este deve estar informado dos benefícios da tentativa e dos riscos de recorrência e deve ser responsabilizado no sentido de evitar situações perigosas. E maior a necessidade de desmame em mulheres que queiram engravidar e doentes em que a medicação eficaz provoque efeitos secundários pouco aceitáveis.

epilepsia 180x180 - Valproato de sódio/ácido valpróico

Valproato de sódio/ácido valpróico

—> Valproato de sódio/ácido valpróico (VPA).
Diplexil, depakine e genérico: cápsulas de 150 e 300 mg, comprimidos de 200 e 500 mg, comprimidos de libertação prolongada de 250, 300 e 500 mg; granulado em saquetas de 100, 500,750 e 1000 mg; solução oral de 200 mg/ml.
• Indicação – todos os tipos de epilepsia. Nas formas generalizadas (incluindo nas mioclónicas e com crises de ausências), pode obter-se cerca de 80% de controlo de crises. E também eficaz na generalização de crises parciais mas um pouco menos nas crises parciais complexas,
• Mecanismo de ação – tem múltiplos, mas atua principalmente nos canais de sódio e cálcio da membrana celular e recetores do GABA.
– Metabolismo e excreção – o metabolismo é hepático (glucuronidação), mas não é indutor do sistema enzimático do citocromo P450 (ISE). A excreção dá-se também pelo fígado.
– Administração – deve ser administrado fora do horário das refeições devido à intensa ligação às proteínas. A dose de controlo é de 15-25 mg/kg/dia. Deve começar-se com dose baixa, aumentando em dias alternados até atingir a dose indicada. Na forma de libertação retardada pode ser administrada 2xdia, nas restantes em 3-4 tomas. Os níveis séricos normais são de 50-100 ug/dl.
– Efeitos adversos e interações – os principais efeitos secundários dose-dependentes são a dispepsia, náuseas, tremor, aumento de apetite. As reações idiossincráticas são raras: alopecia, encefalopatia, irregularidades menstruais, ovário poliquístico, hepatite tóxica, pancreatite, trombocitopenia, encefalopatia. Não deve ser administrado antes dos 4-5 anos por risco elevado de hepatotoxicidade. O VPA atua como inibidor inespecífico do metabolismo das drogas. Quando combinado com CBZ, inibe a metabolização de CBZ podendo originar sintomatologia tóxica. Apesar do efeito sinérgico da associação LTG/VPA, a inibição do metabolismo da LTG pode levar a reações alérgicas graves e mesmo fatais. Ao combinar-se LTG e VPA, as doses iniciais devem ser muito baixas, assim como os incrementos. O VPA e PHT não devem ser associados. Os salicilatos também o deslocam da ligação à albumina.
As ISE aceleram o metabolismo do VPA.

2812 antibioticos getty 180x180 - Acesso palustre não pernicioso

Acesso palustre não pernicioso

– Cloroquina (áreas sem resistências a este fármaco).
1. ° dia – 10 a 15 mg/kg divididos em 2 a 3 doses.
2. ° dia – 10 a 15 mg/kg divididos em 2 a 3 doses.
3. ° dia – 0,5 mg/kg divididos em 2 a 3 doses.
– Sulfato de quinino – dose de 5-10 mg/kg/dia, dividido em 3 doses, durante 5 a 7 dias (3 dias na associação com a pirimetamina/sulfadoxina). Eventualmente a duração do tratamento pode ser aumentada.
Em casos seleccionados, juntar a doxiciclina, 200 mg/dia, ou sulfadoxina com pirimetamina 3 comprimidos no 3.° dia. Também é possível a associação com a clindamicina ou com a entromicina.
– Atovaquona c/ proguanil (Malarone) – 2 comprimidos de 12-12 horas durante 3 dias.
– Mefloquina – iniciar com 750 mg e, após 12 horas, 500 mg.
– Halofantrina – 500 mg de 6-6 horas por 3 doses. Repetir após 1 semana.
– Artesunato – 4 mg/kg/dia por 3 dias com/sem mefloquina.
Nos casos de P. vivax cloroquino-resistentes (relativamente raros), usar quinino ou mefloquina ou halofantrina.

como funcionan los antibioticos 1 0 180x180 - Tratamento (Drepanocitose)

Tratamento (Drepanocitose)

– De fundo – manutenção de hidratação adequada sempre e evicção de situações de hipoxia; ácido fólico, 1 mg oral/dia (em Portugal, comprimidos têm 5 mg); vacinação anual antigripal; vacinação antipneumocócica de 5 em 5 anos; nos casos de adultos em que há crises frequentes, deve ser considerada a terapêutica com hidroxiureia na dose de 15 a 35 mg/kg/dia – leva ao aumento de níveis de Hb F e reduz (em cerca de 50%) a incidência de crises vaso-oclusivas e dolorosas; em casos muito seleccionados, pode recorrer-se à transplantação alogénica.
– Das crises – hidratação adequada, tratamento de infecções, transfusão para corrigir anemia e reduzir percentagem de Hb S (essencial em AVC e síndrome torácica aguda), analgesia (com morfina e deriivados, em ambiente hospitalar); esplenectomia e colecistectomia ocasionalmente podem estar indicadas (em todos os actos cirúrgicos e na gravidez, fazer regime trainsfusional com objectivo de manter Hb >10 g/dl e reduzir percentagem de Hb S).

Farmacocinetica 180x180 - Tratamento (Anemia Megaloblástica)

Tratamento (Anemia Megaloblástica)

—> Se houver défice de ácido fólico – a dose mínima é de 1 mg/dia; em Portugal, comprimidos existentes têm 5 mg (= 1 comprimido/dia).
—> Se houver défice de B12 – cianocobalamina 1 mg por dose i.m. (a mais usada) ou hidroxicobalamina 10 mg i.m. por dose; iniciar tratamento com uma injecção por dia durante 7 dias, depois 1 dose por semana até normalização de hemoglobina (geralmente cerca de 8 semanas), depois 1 por mês até total normalização clínica e laboratorial; a longo prazo (por exemplo gastrecomizados, anemia perniciosa) é suficiente 3 a 4 doses por ano na maior parte dos doentes.

Glóbulos vermelhos 180x180 - Tratamento (Anemia Ferropénica)

Tratamento (Anemia Ferropénica)

—> Tratar a causa quando possível.
O objectivo do tratamento é resolver a anemia e repor depósitos do organismo.
Ferro oral – indicado sempre como tratamento de 1.ª linha:
• Princípios gerais – tratamento prolongado (4 a 6 meses como tempo mínimo), dose adequada (no 1.° mês doses iguais ou superiores a 200 mg de ferro elementar por dia), paragem só após confirmação de depósitos de ferro adequados (ferritina normal); ingestão de ferro deve ser feita com estômago vazio (a presença de alimentos no estômago pode reduzir em cerca de 2/3 a absorção de ferro).
• O preparado de ferro actualmente mais recomendado é o complexo hidróxido férrico-polimaltose; os comprimidos contêm 100 mg de ferro elementar, devem ser mastigados e engolidos com água; em alternativa sulfato ferroso – existem comprimidos de dosagem variada mas que contêm 80 a 100 mg de ferro elementar.
—» Ferro parentérico – em casos seleccionados, se houver intolerância a ferro oral, gastrectomia prévia, doença intestinal com mal-absorção (só disponível em meio hospitalar). O ferro por via parentérica obriga a cálculo da dose teórica a administrar, para evitar sobrecarga de ferro. Raramente há reacções alérgicas e anafilaxia:
Por via i.m., 100 mg por dose (ferro dextrano de baixo peso molecular) – mas nem sempre bem tolerado e com hiperpigmentação marcada nas áreas de injecção.
Por via e.v. com ferro dextrano de baixo peso molecular (possibilidade de infusão de dose total, dose máxima 20 mg/kg) ou óxido de ferro sacarose em dose máxima de 400 a 500 mg por infusão; com qualquer dos fármacos é obrigatória a vigilância apertada em meio hospitalar e a infusão lenta ao longo de 2 a 6 horas (dependendo de dose).
Cálculo de dose de ferro a administrar (Hb teórica-Hb actual)x200 (mulher) ou 250 (homem)+500 ou 1000 (se perdas continuadas).

DrugItem 9996 180x180 - Neurontin e genérico

Neurontin e genérico

-> GBP – neurontin e genérico – cápsulas de 100, 300, e 400 mg e comprimidos de 600 e 800 mg.
• Indicação – como coadjuvante da terapêutica das crises parciais com e sem generalização. É pouco usado como AE, por baixa eficácia.
• Mecanismo de ação – gabaérgico.
• Metabolismo e excreção – tem absorção saturável dependente da dose, não sofre metabolização hepática e é excretada pelo rim.
• Administração – a dose pode oscilar entre 1200-2400 mg/dia, divididas em 3 tomas
• Efeitos adversos e interações – os principais efeitos secundários são sonolência, fadiga, tonturas, ataxia e aumento de peso. Não interage com outros medicamentos, apenas os antiácidos reduzem ligeiramente a sua biodisponibilidade.

1pronaxen 180x180 - Proaxen e Zigabalt

Proaxen e Zigabalt

-> OXC – proaxen e zigabalt – comprimidos de 300 e 600 mg.
• Indicação – trata-se de um homólogo da CBZ aprovado, para uso em mono ou politerapia, no tratamento das crises parciais.
• Mecanismo de ação – semelhante aos da CBZ.
• Metabolismo e excreção – rápida metabolização a uma forma mono-hidroxilada que também tem efeito AE.
• Administração – é melhor tolerada, do que a CBZ, não dispensando o início e aumento progressivo de dose.
• Efeitos adversos e interações – os efeitos adversos dependentes da dose são semelhantes aos da CBZ. A hiponatremia é um dos efeitos adversos mais frequentes, sobretudo em idosos e doentes a tomar diuréticos. E metabolizada no fígado mas não sofre auto-indução como a CBZ. A interação mais importante e conhecida é a diminuição do estrogénio dos CO. Não parece interferir com a varfarina.

lamictal 180x180 - Lamictal e genérico

Lamictal e genérico

-> LTG – lamictal e genérico – comprimidos de 25, 50 e 100 mg.
• Indicação – é um AE de largo espectro para crises parciais e generalizadas.
• Mecanismo de ação – atua principalmente sobre os canais de sódio.
• Metabolismo e excreção – tem metabolização e excreção hepática mas não pelo sistema do citocromo P450.
• Administração – o cuidado que é necessário ter na titulação, para não desencadear reações acessórias graves, dificulta o manejo desta substância, no entanto, ultra- passada esta fase é um AE cómodo de administrar, uma vez que a longa semivida permite a administração em 2 tomas diárias. Nos adultos, em monoterapia devemos iniciar o tratamento com 25 mg/dia e duplicar a dose até 300-600 mg/dia; em associação com VPA devemos iniciar apenas com 12,5 mg/dia, na 2.a semana aumentar para 25 mg/dia e depois (lxsemana) aumentar 25 mg por semana até encontrar a dose eficaz. Em doentes a fazer ISE, a dose inicial é de 25 mg/dia e pode ser aumentada semanalmente até 600-1200 mg/dia.
• Efeitos adversos e interações – São por vezes referidos, nos aumentos de dose, tonturas, cefaleias e irritabilidade. Sendo o VPA inibidor do metabolismo da LTG, prolonga-lhe muito a semivida aumentando a probabilidade de efeitos secundários graves, nomeadamente eritema maculopapular, síndrome de Stevens-Johnson ou epidermólise necrotizante. Na associação com CBZ, podem surgir sintomas de intoxicação (tonturas, náuseas, diplopia) que melhoram com a redução de 10% da dose de CBZ. Os CO reduzem a semivida da LTG.