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melhor metodo contraceptivo 10 180x180 - Contra-Indicações Absolutas dos Contraceptivos Orais

Contra-Indicações Absolutas dos Contraceptivos Orais

– Puérperas a amamentar e cujo parto ocorreu há menos de 6 semanas.
– Mulheres com 35 anos ou mais e fumadoras de >15 cigarros/dia.
– Combinação de múltiplos factores de risco para eventos cardiovasculares.
– HTA com valores acima de 160/100 mmHg ou associada a doença vascular.
– Episódio anterior ou agudo de trombose venosa profunda ou tromboembolismo pulmonar.
– Cirurgia, apenas quando implique imobilização prolongada (antes da laqueação tubária não há necessidade de interrupção dos contraceptivos orais).
– Trombofilias hereditárias: factor V de Leiden, défice de proteína S ou C, défice de antitrombina III, mutação da protrombina 20210A.
– História de doença cardíaca isquémica ou AVC.
– Doença valvular cardíaca complicada: hipertensão pulmonar, risco de fibrilação auricular, história de endocardite bacteriana (doença valvular cardíaca não complicada não contra-indica contraceptivos orais).
– História de enxaqueca com aura associada em qualquer idade ou sem aura a partir dos 35 anos de idade.
– Neoplasia da mama há menos de 5 anos.
– Diabetes associada com nefropatia, retinopatia, neuropatia ou outra doença vascular ou diabetes com mais de 20 anos de duração.
– Hepatite virai em fase aguda.
– Cirrose hepática descompensada, carcinoma hepatocelular e adenomas hepáticos.

VACINA 12 1 180x180 - Contra-indicações ao Tratamento (Hepatite Crónica Viral C)

Contra-indicações ao Tratamento (Hepatite Crónica Viral C)

Na avaliação inicial do doente candidato ao tratamento, devem ser analisados o seu estado geral e de nutrição, perfil psicológico e capacidade cognitiva, enquadramento no meio familiar, profissional e social, bem como a percepção da gravidade da doença e a motivação para a terapêutica. Devem ser investigadas a presença de doenças sistémicas, de patologias específicas, fármacos em curso, toma de produtos da medicina alternativa, doenças psiquiátricas, hábitos etílicos, tabágicos e toxicológicos.
O primeiro objectivo é rastrear as condições clínicas que constituem contra-indicação absoluta ao tratamento com interferão peguilado e/ou ribavirina, de modo a elucidar os doentes da contingência e limitar as suas expectativas. Há condições que permitem uma abordagem multidisciplinar com outras especialidades, de modo a viabilizar o acesso à terapêutica.
Constituem contra-indicações:
– Cirrose hepática descompensada.
– Doença auto-imune activa ou passada.
– Doença tiroideia não compensada com a terapêutica.
– Doença cardíaca, renal ou pulmonar significativa.
– Antecedente de neoplasia maligna sem controlo de entrada em remissão.
– Doença psiquiátrica grave, como psicose, depressão major ou doença bipolar.
– Doença hematológica com repercussão nas séries eritrocitária, leucocitária ou plaquetária.
– Epilepsia grave.
– Alcoolismo activo.
– Toxicodependência activa.
Para a ribavirina constituem contra-indicações específicas:
– Doenças hemolíticas ou patologias hematológicas com hemólise associada.
– Insuficiência renal crónica que altera a excreção renal da ribavirina, obrigando à redução da sua posologia.
A designação de alcoolismo deve ser diferenciada do consumo excessivo de álcool, muito mais frequente e com maior sucesso na aderência à abstenção etílica; nestes casos, se houver motivação e período de abstinência superior a 6 meses, poderá ser recomendada a terapêutica, tanto mais desejável pela elevada probabilidade de estádio avançado da doença, que favorece uma decisão breve para intervenção. Nos casos de dependência alcoólica, a contribuição da Psiquiatria, com experiência em Alcoologia, pode viabilizar o tratamento antiviral a posteriori.
O doente toxicodependente deve ser avaliado em equipa multidisciplinar com Psiquiatria, Psicoterapia e assistência social, de modo a suscitar, após motivação do doente, a integração em programa de substituição de opiáceos. Estes programas promovem a reabilitação física e psíquica do doente, de modo a ter consciência crítica e aderência para o tratamento antiviral, a ser efectivado ainda durante a fase de terapêutica de substituição de opiáceos.
A frequência de resposta virológica sustentada, o perfil de efeitos adversos e a aderência ao tratamento são sobreponíveis aos da população geral. A estabilidade emocional é vigiada pela equipa de Psicoterapia, que adapta a periodicidade de consultas à necessidade do doente, associando terapêutica ansiolítica e/ou antidepressiva, personalizada de acordo com o diagnóstico psiquiátrico.