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Uveíte

Inflamação da úvea, que inclui a íris, corpo ciliar e a coroideia.

coluna corpo vertebral hemangioma tumor e 180x180 - Diagnóstico (Compressão Medular)

Diagnóstico (Compressão Medular)

Os sintomas mais frequentes são:
– Dor sobre o corpo vertebral e/ou dor radicular.
– Uma dor surgida de novo deve justificar uma avaliação por imagem, para a excluir ou identificar precocemente o risco de compressão.
– A diminuição da força (mais tardia), a alteração da sensibilidade, alterações dos reflexos osteotendinosos ou dos esfíncteres (que podem evoluir rapidamente em dias ou, por vezes, em horas) deverão obrigar a uma avaliação imediata e tratamento de eventual compressão medular. Habitualmente o exame mais usado é a TC do segmento suspeito, mas a RM permite uma melhor definição bem como a identificação de eventuais outros níveis de compressão.

oftalmologia 180x180 - Medidas Iniciais (Emergências em Oftalmologia)

Medidas Iniciais (Emergências em Oftalmologia)

– Corpo estranho – com frequência, o globo ocular é capaz de eliminar objectos de pequenas dimensões através do pestanejar e do lacrimejo. Se tal não acontecer:
1) Não esfregar os olhos. Lavar as mãos antes de examinar os olhos.
2) Examinar o olho afectado numa área bem iluminada. Para localizar um corpo estranho, pedir ao doente para olhar para cima, para baixo e para ambos os lados.
3) Se não resultar, puxar a pálpebra inferior para baixo para expor a prega entre a pálpebra e o olho. Se necessário, puxar para cima a pálpebra superior.
4) Se o corpo estranho estiver visível numa das pálpebras, tentar removê-lo com água corrente ou com um cotonete de algodão.
5) Se o corpo estranho estiver incrustrado no globo, cubrir o olho com um penso estéril ou com um pano limpo. Não tentar remover o objecto. Procurar apoio especializado.
6) Se o corpo estranho não for identificado ou se for removido, mas o desconforto ou a visão turva persistirem, cobrir o olho com um penso estéril ou com um pano limpo. Procurar apoio especializado.
– Objecto incrustado no globo ocular:
1) Não o remover. Não tocar nem exercer qualquer tipo de pressão.
2) Acalmar e tranquilizar o doente.
3) Cobrir o olho e procurar apoio especializado.
– Queimadura térmica:
1) Rodar a cabeça do doente de modo a que o olho afectado fique de lado e para baixo. Mantendo a pálpebra aberta, fazer correr água abundantemente durante 15 minutos ou até chegar apoio especializado. Pode ser necessário forçar a abertura dos olhos.
2) Se ambos os olhos estiverem afectados, ou se o produto químico estiver noutras partes do corpo, colocar o doente num chuveiro.
3) Remover lentes de contacto – mas apenas após a lavagem com água.
4) Cobrir ambos os olhos (mesmo se apenas um dos olhos estiver afectado) com um penso estéril e evitar o contacto com os olhos.
– Queimadura térmica:
1) Irrigar os olhos com água fresca para reduzir o edema e aliviar a dor.
2) Aplicar uma compressa fria sem exercer pressão.
3) Se a visão estiver afectada, procurar apoio especializado.
– Lesões cortantes ou contusas:
1) Se o globo ocular foi atingido, procurar apoio especializado imediatamente.
2) Aplicar Compressas frias suavemente para reduzir o edema e ajudar a parar eventuais hemorragias. Não exercer pressão.
3) Se existir hemorragia proveniente do globo ocular, cobrir ambos os olhos e procurar apoio especializado imediatamente.
– Erosões da córnea:
1) Não exercer pressão.
2) Procurar apoio especializado.

remedio 1 180x180 - Tratamento (Olho Vermelho)

Tratamento (Olho Vermelho)

— Dirigido à etiologia.
— Distinguir entre erosão da córnea e úlcera.
— A maioria das abrasões cicatriza com ou sem oclusão; as úlceras podem agravar e perfurar, mesmo com oclusão.
— Nunca ocluir um olho com risco elevado de infecção (portadores de lentes de contacto, erosões causadas por ramos de árvore ou plantas, unhas).
— Não transmitir a infecção de um olho para o outro.
— Trauma ou uveíte: excluir corpo estranho intra-ocular.

Consultar oftalmologista se:
– Dacriocistite.
– Úlcera da córnea.
– Esclerite.
– Glaucoma de ângulo fechado.
– Uveíte.
– Proptose.
– Celulite orbitaria.
– Perda de visão.
– Diagnóstico incerto.

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Pediculose Corporis

É a infestação dos pêlos do corpo pelo Pediculus humanus var. corporis. Observa-se em indivíduos com más condições de vida, como os sem-abrigo, vagabundos e vadios.
O Pediculus corporis é vector do tifo exantemático e da febre recorrente. A transmissão faz-se através de roupas contaminadas ou contacto íntimo entre corpos.
Clinicamente o prurido é, muitas vezes, o único sintoma. Na observação vêem-se, em infestações recentes, máculas eritematosas de pequenas dimensões, no dorso e axilas. Posteriormente surgem escoriações principalmente no tronco, cintura, regiões glúteas e coxas. Nos casos crónicos de longa duração, existem escoriações, urticária e melanodermia. A impetiginização secundária e linfadenopatias ocorrem com frequência.
Os piolhos do corpo não se observam na pele, pelo que devem procurar-se nas pregas da roupa interior.

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Terapêutica não farmacológica (Distonia Primária)

-» Terapêutica não farmacológica. As várias modalidades de intervenção terapêutica não farmacológica (psicoterapia, fisioterapia, etc.) não foram avaliadas em estudos controlados. Deverá ser referido o benefício individual de alguns doentes que desenvolvem dispositivos para manter ao longo do dia o benefício resultante da existência de um geste antagoniste (por exemplo, compressão num ponto do corpo que faz remitir a distonia).


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Tremor

O tremor é a doença do movimento mais frequente nos adultos e consiste em movimentos oscilatórios rítmicos e involuntários, de uma parte do corpo.
—> Classificação – em termos fenomenológicos descrevem-se vários tipos de tremor: tremor de repouso; tremor de acção: tremor postural, tremor cinético (inclui o tremor durante movimentos dirigidos a um alvo, anteriormente designado por tremor intencional), tremor cinético específico de tarefa e tremor isométrico. A combinação de vários tipos permite definir síndromes clínicas, essenciais para programar a investigação diagnostica e a intervenção terapêutica.
—> Diagnóstico – o tremor é um sinal encontrado nas mais variadas situações fisiológicas e patológicas, não tendo por base, obrigatoriamente, uma doença neurológica. O diagnóstico assenta em critérios quase exclusivamente clínicos. Na história clínica é fundamental caracterizar o tipo de início, distribuição anatómica, progressão, existência de história familiar de tremor, doenças associadas (por exemplo, polineuropatia,
hipertiroidismo, etc), hábitos medicamentosos e ainda a potencial melhoria após a
ingestão de bebidas alcoólicas. Especificamente na caracterização do tremor devem
ser descritas a localização topográfica (cefálico, mento, palato, mãos, etc), os fatores precipitantes ou que intensificam o tremor e a frequência (baixa <4 Hz, média 4-7 Hz, alta >7 Hz). Objectivamente, o doente deve ser observado nas situações que exacerbam o tremor e em repouso (sentado com os braços apoiados), durante a prova de braços estendidos, prova dedo-nariz, durante a escrita, desenhando uma espiral e por exemplo, despejando água de um copo para outro. Na prática, perante um quadro clínico de tremor, deve começar por ser excluída a possibilidade de este ser induzido por fármacos; se o tipo de tremor (ortostático, da escrita) ou os sinais acompanhantes não forem só por si esclarecedores (associado a parkinsonismo, distonia ou sinais cerebelosos), deve ser investigada uma causa metabólica (principalmente o hipertiroidismo) e ponderadas formas mais raras.
—» Terapêutica – as formas de tremor mais frequentes na prática clínica são o tremor essencial e o tremor parkinsónico (ver secção “Doença de Parkinson”). O tratamento do tremor essencial é o mais intensamente estudado. E escassa a informação proveniente de ensaios clínicos sobre a abordagem terapêutica de outras síndromes tremóricas.

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Débito Cardíaco e Transporte de Oxigénio

Considera-se que um doente está em choque quando existe um desequilíbrio entre o DO2 e o VO a nível mitocondrial com o consequente metabolismo anaeróbico.
O sistema cardiocirculatório tem como função distribuir sangue (O2 e nutrientes) por todo o organismo. O funcionamento dos tecidos e os órgãos de todo o corpo dependem da eficiência desta distribuição. A eficiência da circulação depende do estado do coração, do estado do leito vascular e do estado do conteúdo vascular (sangue).
A PA média depende do DC e das RVS (resistências vasculares sistémicas) (PA média =DCxRVS). O DC é a quantidade de sangue que o coração bombeia por minuto. O DC necessário para a atividade metabólica varia de pessoa para pessoa, devendo ser ajustado à superfície corporal (índice cardíaco=DC/m2). Não existe um DC “normal” mas antes um DC adequado ou não para a situação.
Existem diversos métodos de medição do DC, tanto invasivos como não invasivos, todos com vantagens e limitações. O método mais usado recorre à colocação de um cateter da artéria pulmonar (cateter de Swan-Ganz) que faz a medição do DC por termodiluição.
Contudo, uma vez que os dados derivados destes cálculos hemodinâmicos nunca demonstraram impacto positivo sobre a mortalidade do doente em choque, este dispositivo foi entrando progressivamente em desuso. Existem outros equipamentos que permitem monitorizar diferentes variáveis hemodinâmicas. Todos têm vantagens e desvantagens, pelo que a experiência na sua utilização deve ser o primeiro critério de escolha. Por outro lado, nenhuma variável deve ser utilizada de forma isolada na abordagem dum doente e a sua evolução tem pelo menos tanta importância como o seu valor absoluto.
O conceito de DC está intimamente ligado ao conceito de D02. O D02 não é mais do que o produto do DC pelo conteúdo arterial de oxigénio (Ca02):
D02=Ca02xDC
em que o Ca02 depende da hemoglobina, da sua saturação (oxigenação) arterial (Sa02) e da pressão parcial de oxigénio arterial (Pa02):
Ca02=(Hbxl,36xSa02) + (0,003xPaO2)
Esta fórmula mostra que o Ca02 depende essencialmente do oxigénio ligado à hemoglobina, uma vez que a quantidade dissolvida é praticamente desprezível. Do mesmo modo se compreende que, quando a Pa02 diminui de 100 mmHg para 60 mmHg (isto é 40%), uma vez que a Sa02 só diminui 10% (consequência da forma sigmóide da curva de dissociação da hemoglobina), tal tem pouco impacto sobre o Ca02.
Este aspecto é mais compreensível com os seguintes exemplos em que se observa o efeito sobre o D02 da diminuição do DC, da hemoglobina e Sa02.
D02=Hbxl,36xSa02xDC
D02=15xl,36x97x5=975 ml/minuto
=7,5×1,36x97x5=487 ml/minuto
= 15×1,36x97x2,5=487 ml/minuto
= 15×1,36x90x5=905 ml/minuto
Como já anteriormente referimos, choque resulta do desequilíbrio entre D02 e VO2. Deste modo, para compensar o défice de oxigénio, as células vão aumentar a extração de oxigénio do sangue arterial, com consequente diminuição do mesmo no sangue de retorno venoso. Por este motivo, a saturação do sangue venoso no território central (SVO2) é um bom indicador da adequação do D02 ao VO2.
A Sv02 pode ser medida fazendo uma gasometria de sangue venoso colhido na artéria pulmonar. Contudo, o sangue venoso colhido num cateter venoso central colocado em posição torácica fornece uma boa aproximação.
Sempre que a Sv02 é inferior a 65-70%, significa que existe um D02 inadequado ao V02. Deste modo, dever-se-ão tomar medidas para melhorar o DC e/ou o Ca02. A monitorização da SvO2 é um bom marcador da eficácia das nossas intervenções.

Carlos Geadas.Rebeca .3 12 Mar 2011  180x180 - Aspiração de Corpo Estranho

Aspiração de Corpo Estranho

A aspiração de corpos estranhos para a árvore traqueobrônquica condiciona quadros clínicos distintos de acordo com o tipo de material aspirado: partículas sólidas ou líquidos.