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Comprimidos 2 180x180 - Terapêutica (Pneumonia Intersticial Linfóide)

Terapêutica (Pneumonia Intersticial Linfóide)

A corticoterapia é a terapêutica de eleição. A evolução é variável, usualmente lenta e estável durante muito tempo.

dermatite por cimento 1 180x180 - Terapêutica sistémica (Eczemas de Causa Externa)

Terapêutica sistémica (Eczemas de Causa Externa)

Pode justificar-se em situações muito agudas e extensas.
A corticoterapia sistémica, de preferência oral (que permite melhor controlo da dose administrada), na dose inicial de 0,5 a 1 mg/kg de prednisona/prednisolona ou equivalente, é frequentemente utilizada. A administração é feita por períodos curtos, devendo fazer-se redução progressiva da dose.
. A antibioterapia sistémica (macrólidos ou flucloxacilina) encontra justificação quando há suspeita ou evidência de infecção secundária.
• Os anti-histamínicos orais, sobretudo a hidroxizina, têm acção antipruriginosa e são úteis nas fases mais agudas, na dose de 25 mg/2-3xdia; após a melhoria do eczema pode ser reduzida para 25 mg à noite. A acção antipruriginosa dos outros anti-histamínicos, em especial, os de 2.ª geração, é diminuta, pelo que a sua administração não tem utilidade.
• Nos eczemas crónicos, particularmente nos eczemas alérgicos, em que a eliminação dos factores causais seja difícil, tem sido advogada a utilização de ciclosporina A e a fototerapia tópica; são, contudo, terapêuticas de excepção, que deverão ser muito bem ponderadas e reservadas para o dermatologista.

colite 1 180x180 - Colite esquerda

Colite esquerda

A terapêutica tópica com 4 g de messalazina constitui o tratamento de 1.ª linha. A junção de supositórios de messalazina pode ser necessária nalguns doentes, bem assim como formas orais de libertação preferencial no cólon; de notar, contudo, que as formas orais são menos eficazes e mais lentas no seu modo de actuação, em relação às formas tópicas. Existe correlação directa entre a dose e a eficácia da messalazina oral.
A terapêutica combinada de messalazina oral e tópica é superior em eficácia em relação à messalazina oral isoladamente, tanto na indução como na manutenção de remissão.
Os doentes intolerantes ou com resposta inadequada aos aminossalicilatos, podem necessitar de corticoterapia, preferencialmente na forma tópica, para indução de remissão.
A corticoterapia não é eficaz na manutenção da remissão.

fotolia 6410649 s 0188466001317146187 180x180 - Tratamento (Lesão do Músculo)

Tratamento (Lesão do Músculo)

—> Corticoterapia – é o tratamento de eleição, 1-2 mg/kg/dia. Após melhoria clínica deve tentar-se uma redução para 50-75% da dose inicial, devendo ser esta dose mantida por vários meses, com redução posterior de 5 mg/semana, até uma dose de 0,2-0,3mg/kg/dia, que deve perdurar até um total de 24 meses.
—> Imunossupressão – em casos de intolerância aos corticóides, ou de ineficácia, propõe-se associar azatioprina (2-3 mg/kg/dia) ou outro imunossupressor, como o metotrexato.
—> Imunoglobulinas – foi demonstrada a sua eficácia na dermatomiosite, no esquema habitual de 0,4g/kg/dia durante 5 dias, com repetição mensal do tratamento, mas o número de dias de tratamento depende da resposta clínica.

vacina 1 180x180 - Terapêutica (Imunoalergologia)

Terapêutica (Imunoalergologia)

Em patologia imunoalérgica, temos disponíveis fármacos, para o alívio dos sintomas agudos e para o controlo da doença.
Complemento fundamental desta abordagem e transversal a todas as doenças alérgicas mais prevalentes, a educação e as medidas de evicção alergénica para os agentes mais comuns no interior dos edifícios (ácaros, animais de companhia, baratas e fungos), com significativo impacto na qualidade de vida dos doentes afectados, serão seguidamente listadas.
A recomendação a indivíduos de risco de algumas medidas de eficácia comprovada pode permitir ao médico generalista actuar em termos de prevenção primária, área essencial onde habitualmente o especialista não tem capacidade de intervenção. Se a aplicação das medidas de evicção for efectuada pelo próprio paciente, devem ser adoptadas também protecções individuais (por exemplo máscaras) durante a realização das mesmas.
Da terapêutica farmacológica, sem dúvida que na corticoterapia tópica, associada a broncodilatadores e a anti-histamínicos, assentam os pilares fundamentais do controlo das situações mais prevalentes em Imunoalergologia (asma e rinite alérgica); no entanto, tendo estes fármacos sido alvo de tratamento em outros capítulos, parece-nos aqui apropriado posicionar a adrenalina como pilar essencial no tratamento das reacções anafilácticas.
Finalmente serão citados os princípios básicos da utilização das vacinas antialérgicas.

vasculitis en factor V Leiden 1 180x180 - Tratamento (Vasculites)

Tratamento (Vasculites)

Nas vasculites de pequenos vasos, púrpura palpável ou vasculite leucocitoclásica, as formas mais frequentes da prática clínica diária, a terapêutica é essencialmente sintomática. Para além da eliminação, sempre que possível, do agente causal, o repouso é medida indispensável; na impossibilidade de repouso, deverá ser feita ligadura de contenção dos membros inferiores, já que na grande maioria dos casos as lesões predominam nesta localização.
A utilização de corticosteróides por via sistémica (0,5-1 mg/kg/dia) é de eficácia variável e a ponderar em cada caso. Estes medicamentos aliviam o edema e as dores da artrite, quando presente, mas podem atrasar a eliminação dos imunocomplexos responsáveis pelo processo inflamatório. De uma maneira geral, instituem-se nos quadros que evoluem progressivamente para vasculite sistémica, na angeíte de hipersensibilidade e nas vasculites associadas a doenças sistémicas, cujo tratamento de base é a corticoterapia. Em alguns casos os AINEs, em especial a indometacina, podem ter algum efeito.
Das vasculites dos vasos de maior calibre, abordaremos apenas o tratamento da vasculite nodular ou eritema duro de Bazin. Quando se demonstra haver correlação com tuberculose, o tratamento consiste, além do repouso, na administração de tuberculostáticos (terapêutica tripla), instituído em centros próprios, durante cerca de 1 ano.
Para as formas sem relação com tuberculose (idiopáticas), a terapêutica consiste em repouso e AINEs.

como funcionan los antibioticos 1 0 180x180 - Tratamento (Púrpura Trombopénica Trombótica)

Tratamento (Púrpura Trombopénica Trombótica)

— É uma urgência hematológica.
— O tratamento baseia-se na infusão de plasma fresco congelado (10 a 20 ml/kg de peso do doente) e permuta plasmática (1 a 1,5 volemias diárias), habitualmente até à normalização de plaquetas ou de LDH.
— A corticoterapia com prednisolona 1 mg/kg/dia ou superior é prática corrente.
— Nos casos recidivantes, pode ser útil a imunossupressão (vincristina, ciclofosfamida).
— Em casos isolados pode estar indicado o uso de rituximab e de esplenectomia.


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como funcionan los antibioticos 1 0 180x180 - Tratamento (Púrpura Trombopénica Imune)

Tratamento (Púrpura Trombopénica Imune)

—> Quando é necessário tratamento (manifestações clínicas, plaquetas <30000), este deve ser iniciado com prednisolona na dose de 1 mg/kg/dia oral (em casos selecionados podem ser feitas doses maiores de metilprednisolona ou dexametasona e.v.) excepto quando há contra-indicação major para corticoterapia ou necessidade de resposta urgente; nesse caso o uso de imunoglobulina e.v. está indicado, geralmente 1 g/kg no 1.° dia, seguido de igual dose no 2.° dia se as plaquetas não subirem acima de 50000. A resposta é habitualmente obtida em 1 a 3 semanas em cerca de 60 a 70% dos doentes, mas cerca de 1/3 sofrem recidiva da trombopenia durante ou após o desmame. -> Se a doença é refractária, tem recidiva ou tem evolução crónica; a 2.a linha de tratamento é habitualmente a esplenectomia (idealmente laparoscópica); cerca de 2/3 dos doentes obtêm resposta.
—> Outras opções de tratamento em situações crónicas e de necessidade de tratamento prolongado são classicamente o uso de imunossupressores (azatioprina, vincristina, ciclofosfamida), de danazol, de imunoglobulina anti-D (em doentes Rh+); mais recentemente o uso de rituximab (anticorpo monoclonal anti-CD20) e de agonistas de receptores de trombopoietina (por exemplo, eltrombopag) tem tido – em casos selecionados-, sucesso.

medicacao para a diabetes tipo 2 2014 02 28 15 59 25 180x180 - Tratamento (Anemia Hemolítica)

Tratamento (Anemia Hemolítica)

– Identificar e tratar as causas quando existentes.
– Nos casos a quente, prednisolona 1 mg/kg/dia é o tratamento inicial e habitualmente resposta é obtida em 7-10 dias; o desmame deve ser feito ao longo de 2-3 meses
– A imunoglobulina e.v. (400 mg/kg/dia, repetida em 5 dias ou 1 g/kg/dia, repetida em 2 dias) pode ser usada mas com menos eficácia.
– A esplenectomia é uma opção nos casos de falência de corticoterapia.
– Rituximab 375 mg/m2, 1 dia/semana, repetido em 4 semanas pode ser uma opção em casos seleccionados.
– Nos casos a frio, os corticóides e esplenectomia são ineficazes.
– Rituximab ou plasmaferese podem ser eficazes.
– Aquecimento de doente, ambiente e transfusões são medida úteis para prevenir hemólise.
– Transfusões só devem ser usadas quando absolutamente necessárias devido ao risco de hemólise do sangue transfundido e risco de não detecção de aloanticorpos.

Colite 12 180x180 - Colite ulcerosa refractária

Colite ulcerosa refractária

A colite ulcerosa pode ser refractária por corticodependência ou por corticorresistência.
Neste contexto, a presença de actividade da DII deve ser objectivamente reconfirmada, por rectosigmoidoscopia e devem ser excluídas causas infecciosas (por exemplo, C. difficile, …), bem assim como causas funcionais responsáveis pelas queixas. Factores como a menstruação ou gravidez, uso de AINEs, abstinência tabágica recente, intolerância à messalazina, podem afectar a actividade da doença. A reavaliação do diagnóstico, no sentido de excluir a presença de DC, é também importante.
Os doentes que apresentem corticodependência ou necessitem de segundo curso de corticoterapia, em menos de 1 ano, deverão iniciar tiopurinas no sentido de efectuar a redução significativa ou a total suspensão da corticoterapia. A falência da terapêutica com tiopurinas não deverá ser considerada antes de 6 meses. Doentes alérgicos, intolerantes, ou que não respondam às tiopurinas, deverão ser considerados para cirurgia ou terapêutica com IFX.