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Dose e Via de Administração (Adrenalina)

Idealmente aplicada por via i.m., o local de eleição deverá ser a face lateral da coxa.
A dose inicial será de 0,3 a 0,5 ml no adulto, de uma solução 1:1000 (0,3 a 0,5 mg).
Na criança deve ser respeitada a dosagem de 0,01 ml/kg, sendo usada a partir dos 12 anos a dose de 0,3 ml. Recentemente e para facilitar o uso deste fármaco, recomendam-se as seguintes dosagens pediátricas – 6 a 12 anos: 0,25 ml (0,25 mg); crianças dos 6 meses aos 6 anos: 0,12 ml (0,12 mg) e crianças com menos de 6 meses: 0,05 ml (0,05 mg). Recomendamos, no primeiro ano de vida, a preparação da diluição de 1:10000 (1 ml de adrenalina diluído em 9 ml de soro fisiológico), sendo então a dose recomendada de 0,1 ml/kg). De acordo com a resposta clínica sugere-se a repetição de doses de 15/15 ou de 20/20 minutos, até três administrações; no caso de não se verificar resposta, o tratamento deverá continuar em unidades de cuidados intensivos, recorrendo-se à administração e.v. do fármaco (em diluições de 1:10000 ou de 1:100000).
Para uso em ambulatório em doentes de risco anafiláctico, temos disponível no mercado nacional kits para auto-administração de adrenalina, em dose de adulto (0,30 mg) e pediátrica (0,15 mg). Consiste num sistema auto-injector que, após se retirar uma tampa de segurança, administra uma dose de adrenalina ao aplicar-se sobre a pele com uma leve pressão. Tal como é internacionalmente referido, a maioria dos doentes com estas situações não têm ainda acesso a este recurso terapêutico, o qual deve ser considerado mandatório. O paciente/família/amigos devem ser informados sobre o modo de utilização e que a sua aplicação não dispensa o recurso subsequente a um serviço de urgência para melhor caracterização e orientação terapêutica do episódio de anafilaxia.

l1l2l32 180x180 - Meralgia Parestésica

Meralgia Parestésica

É uma síndrome de compressão do nervo femorocutâneo superficial.
O nervo femorocutâneo é exclusivamente sensitivo e tem a sua origem nas raízes de L2 e L3. O seu trajecto segue o bordo externo do músculo psoas, passando por baixo da porção externa do ligamento inguinal, imediatamente por dentro e adiante da espinha ilíaca ântero-superior, o local mais frequente de compressão. O nervo segue ao longo da face anterior da coxa onde se divide no ramo anterior e no ramo posterior. Estes são responsáveis pela sensibilidade da porção ântero-lateral da coxa.
Numerosos fatores podem causar a compressão do nervo, como a obesidade, o uso de roupas apertadas ou cintos, cirurgia local, traumatismo significativo (sobretudo com extensão da anca), ou microtraumatismos repetitivos. Trabalhadores que transportam pesos apoiando-os na coxa são um grupo profissional de risco.
Os doentes referem disestesias e hipostesia na face ântero-lateral da coxa. Uma vez que o nervo é exclusivamente sensitivo, não existem sintomas motores. A dor pode agravar-se em posições como o sentar de pernas cruzadas, posição prolongada de pé ou extensão da anca.
0 exame objetivo revela hipostesia ou disestesia ao longo da zona de distribuição sensitiva do nervo, com um local de sintomatologia mais proeminente na região súpero-externa do joelho. A pressão aplicada no nervo ao nível da sua saída da bacia imediatamente por dentro e sobreposta à espinha ilíaca ântero-superior pode desencadear ou exacerbar os sintomas
É importante fazer o diagnóstico diferencial com radiculopatia L2 ou L3, canal lombar estenótico, neuropatia diabética, coxartrose, tumor intra-abdominal e bursite trocantérica.
A radiologia simples e outros exames complementares podem ser necessários para excluir algumas destas patologias. Quando se suspeita de tumor intra-abdominal ou da presença de massa pélvica, deve realizar-se TC ou RM abdominais.
O diagnóstico deve ser confirmado pela electromiografia.

slide21 180x180 - BURSITE ISQUIOGLÚTEA

BURSITE ISQUIOGLÚTEA

É uma condição patológica que se caracteriza por inflamação da bolsa serosa isquioglútea (sobre a tuberosidade isquiática) e manifesta-se por dor glútea, em especial na posição de sentado ou de deitado, podendo coexistir irritação do nervo ciático (com dor irradiando à face posterior da coxa). A palpação local dolorosa é sugestiva.
Surge sobretudo em pessoas magras, que passam muito tempo sentadas em superfícies duras.

bursite quadril 3 180x180 - BURSITE TROCANTÉRICA, GRANDE TROCANTERITE, TENDINITE DO GRANDE TROCÂNTER

BURSITE TROCANTÉRICA, GRANDE TROCANTERITE, TENDINITE DO GRANDE TROCÂNTER

Esta condição patológica consiste na inflamação de uma das bolsas serosas trocantéricas (superficiais ou profundas) e manifesta-se por dor na face externa da coxa, com o ponto de maior dor localizada sobre o grande trôcanter do fémur. A dor pode irradiar ao longo da face externa da coxa e perna, podendo atingir o maléolo externo simular a dor ciática.
A dor agrava-se quando o doente se levanta de uma cadeira ou da posição de deitado e alivia com o início da marcha. Reaparece habitualmente após marcha prolongada.
Exacerba-se com o decúbito lateral sobre o lado afetado e ao subir escadas, e o doente refere, com frequência, dor noturna.
O sinal mais marcante no exame objetivo é a palpação dolorosa local. A dor pode exacerbar-se com a rotação externa e a abdução contrariada da anca.
A radiografia simples da bacia (incidência ântero-posterior) tem interesse, essencialmente, para diagnosticar, ou não, osteoartrose da anca, condição a que frequentemente se associa. Ocasionalmente, podem observar-se calcificações acima do grande trôcanter próximo da inserção do médio glúteo ou exostoses trocantéricas.

reumatologia em clinica médica popular medsul copacabana 180x180 - Manifestações Articulares

Manifestações Articulares

—> Envolvimento axial podendo ser traduzido por:
• Lombalgias de ritmo inflamatório (agravando-se com o repouso e melhorando com o exercício).
• Glutalgias uni ou bilaterais, por vezes basculantes, podendo ou não irradiar à face posterior da coxa simulando muitas vezes uma ciatalgia.
• Dores da parede torácica anterior – por envolvimento das articulações costosternais, esternoclaviculares ou manúbrio-esternais – ou posterior – por envolvimento das costovertebrais ou costotransversais.
—> Envolvimento periférico traduzido habitualmente por:
• Uma oligoartrite assimétrica, afetando preferencialmente as grandes articulações dos membros inferiores. Atenção particular deve ser dada ao envolvimento das coxofemorais e/ou dos ombros, que condiciona um agravamento prognóstico substancial.
—> Entesopatia (inflamação da entese – locais correspondentes à inserção óssea de músculos, tendões e ligamentos).
• A fáscia plantar, o tendão de Aquiles e as articulações costocondrais são os locais mais frequentemente envolvidos.