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Nódulos das Cordas Vocais

Lesões geralmente bilaterais, mais frequentes em crianças e jovens, associadas a abuso vocal.
Manifestam-se por disfonia persistente. O diagnóstico é feito por laringoscopia indirecta.
A terapêutica cirúrgica é reservada para os casos refractários à terapia da fala.

maxresdefault 18 180x180 - Corpos Estranhos (Fossas Nasais)

Corpos Estranhos (Fossas Nasais)

Mais frequente em crianças, manifesta-se geralmente por rinorreia purulenta unilateral, fétida, persistente, escoriação do vestíbulo nasal e epistaxe. Apresenta o risco de complicações infecciosas (sinusite ou meningite), ou inalação para a árvore respiratória inferior. O corpo estranho deve ser retirado sob controlo visual. Em caso de doente não colaborante, poderá ser necessário o recurso à anestesia geral.

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Otite Média Aguda

Infecção viral ou bacteriana do ouvido médio. É mais frequente em crianças e usualmente bilateral. Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenza e Moraxella catarrhalis são os agentes geralmente implicados. Manifesta-se por otalgia, hipoacusia, febre e eventualmente otorreia. O diagnóstico faz-se por otoscopia. A terapêutica passa por antibioticoterapia oral (amoxicilina, amoxicilina + ácido clavulânico, cefalosporinas), analgésico/antipirético, vasoconstritores nasais e antibioterapia tópica, no caso de otite supurada. Na eventualidade de persistência do quadro, apesar de terapêutica adequada, deve realizar-se miringocentese sob visão microscópica, com colheita de material para exame bacteriológico.

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Corpos Estranhos

Mais frequente nas crianças, devem ser retirados cuidadosamente sob controlo microscópico e com instrumentação apropriada. Em casos de má colaboração, deve ser feito sob anestesia geral, para evitar complicações, como a perfuração timpânica ou traumatismo da cadeia ossicular.
A presença de insectos vivos no CAE pode causar um acufeno muito intenso, difícil de tolerar. Deve matar-se ou imobilizar o insecto com álcool ou azeite antes de o retirar, por manipulação instrumental ou por lavagem.

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Alergia Alimentar

A alergia alimentar é um dos maiores desafios alergológicos, não só pela sua frequência crescente, mas também pela versatilidade dos quadros clínicos. Nas crianças, o leite de vaca, o ovo, o trigo, o peixe e o amendoim são, entre nós, os alimentos mais incriminados no aparecimento de quadros de alergia alimentar. Outrora considerados transitórios, estes quadros assumem actualmente, com alguma frequência, períodos de duração muito prolongada. Nos adultos, os frutos secos, os mariscos, os moluscos, os vegetais e os frutos frescos são os alimentos mais envolvidos nestas reacções, registando-se um número crescente de reacções a frutos frescos, particularmente em indivíduos com alergia a pólenes.
As reacções adversas relacionadas com a ingestão de alimentos ocorrem em qualquer grupo etário, podendo ser denominadas duma forma abrangente em hipersensibilidade alimentar e divididas em duas categorias principais: 1) Alergia alimentar – compreendem qualquer resposta imunológica anormal secundária à ingestão de um alimento, mais frequentemente mediadas pela produção de anticorpos IgE (alergia alimentar IgE mediada), mas podendo ter subjacentes mecanismos com envolvimento de outras células e mediadores do sistema imunitário (alergia alimentar não IgE mediada). 2) Hipersensibilidade alimentar não alérgica (anteriormente referidas como intolerância e/ou toxicidade alimentar) – formas mais prevalentes, associadas a fenómenos não imunológicos secundários à ingestão de um alimento ou de um aditivo alimentar, podendo consistir em reacções tóxicas, defeitos estruturais, reacções metabólicas, reacções farmacológicas ou reacções idiossincráticas.
Os quadros de alergia alimentar podem então ter um substrato imunológico IgE mediado ou não IgE mediado (celular ou outro), existindo situações clínicas em que podem estar envolvidos qualquer um dos mecanismos imunológicos (mistas).
A sensibilização a alergénios alimentares será a primeira causa de anafilaxia, sobrepondo-se a outros agentes etiológicos frequentemente mais valorizados, como são os fármacos. Recentemente, verificou-se uma modificação do padrão epidemiológico dos alimentos responsáveis pela maioria dos quadros clínicos mais graves: de um padrão tradicionalmente considerado das proteínas do leite de vaca, do ovo e dos mariscos, são referidos agentes major na última década, relacionados com casos fatais, o amendoim, a soja, os frutos secos e frescos e os legumes.
Na criança, as reacções alérgicas ocorrem em até 10%, com tendência crescente. A prevalência nos adultos será de cerca de 2%.
Os alergénios mais frequentemente responsáveis por alergia alimentar em Portugal serão o leite, o ovo, o peixe, os cereais, o amendoim e a soja, os frutos frescos, os crustáceos e os moluscos, os frutos secos, os legumes e as especiarias, sendo uma distribuição de alergénios semelhantes às descritas para outros países do Sul da Europa, bem como se evidencia que a maioria dos doentes apresenta alergia a apenas um grupo alimentar; a alergia alimentar múltipla constitui a excepção, embora seja cada vez mais frequente.
Uma abordagem diagnostica bem sucedida deve basear-se na história clínica – permite identificar os alimentos agressores, baseado numa razoável correlação entre ingestão, presença de eventuais factores condicionantes e aparecimento dos sintomas. Deve ser considerado o padrão clínico que tradicionalmente se associa com os alimentos suspeitos em estudo e nos exames auxiliares de diagnóstico – a escolha deve basear-se na apresentação clínica e no respectivo quadro imunológico subjacente, IgE ou não IgE mediado, adequando-se assim os exames a pedir, constituindo importantes auxiliares, nomeadamente na selecção dos alimentos a incluir na programação de provas de provocação alimentares.

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Tinha do Couro Cabeludo

—> Nas crianças:
• Antifúngico tópico em creme ou loção, sempre associado a
• Antifúngico sistémico: griseofulvina – 12,5 mg/kg/dia p.o. – duração média de tratamento: 4 a 6 semanas (dificuldade na obtenção deste fármaco); terbinafina – 3 a 6 mg/kg/dia p.o. – duração média de tratamento: 4 semanas.
—> Nos adultos:
• Antifúngico tópico em creme ou loção, sempre associado a
• Antifúngico sistémico: terbinafina – 250 mg/dia p.o.; itraconazol – 100 mg/dia p.o.; fluconazol – 150 mg/semana ou 50 mg/dia p.o.
A duração do tratamento depende da cura clínica e micológica, mas não deverá ser inferior a 4 semanas.
O tratamento antifúgico, em qualquer dos grupos etários, deverá ser complementado com a lavagem diária com champôs contendo econazol, cetoconazol ou sulfureto de selénio.

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Prognóstico

Os indivíduos que desenvolvem epilepsia podem ser classificados em quatro grupos, de acordo com o prognóstico. Em cerca de um terço dos indivíduos, a epilepsia é de causa genética e o prognóstico é excelente, de tal forma que a epilepsia pode curar mesmo sem tratamento. Estas epilepsias ocorrem tipicamente em crianças. Outro terço dos doentes tem bom prognóstico, podendo, a maior parte, obter a cura da epilepsia pelo tratamento com AE. Entre outras, estão incluídas neste grupo algumas epilepsias parciais e a epilepsia com crises tónico-clónicas do acordar. Numa percentagem menor (10-20%), que inclui as restantes epilepsias parciais e a epilepsia mioclónica juvenil, o prognóstico é incerto porque os AE suprimem as crises mas não tratam a epilepsia. Nestas, “o desmame” da medicação AE, mesmo ao fim de vários anos, dá lugar, habitualmente, à exacerbação das crises. Finalmente, existe um grupo de doentes (cerca de 20%) com síndromes epilépticas e/ou doenças cerebrais graves, em que o tratamento (médico e cirúrgico) só controla parcialmente a ocorrência de crises.

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Intoxicações Adquiridas em Meio Hospitalar

Os efeitos paradoxais atribuídos a doses elevadas de benzodiazepinas e.v. são consequência do solvente, o propilenoglicol.
Os anestésicos tópicos podem induzir meta-hemoglobinemia. A benzocaína e a lidocaína, mesmo em doses terapêuticas, são os mais frequentemente implicados sobretudo nas crianças.
O propofol em perfusão pode induzir uma síndrome caracterizada por acidose metabólica grave, rabdomiólise, colapso cardiovascular e morte. O uso prolongado e as doses elevadas estão na sua génese. Os corticóides e as aminas vasopressoras parecem ter um papel contributivo. Perante a suspeita, a suspensão do fármaco deve ser imediata.
Os desinfetantes das mãos que contêm álcoois como o propanol já foram implicados em intoxicações agudas.