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Verrugas Vulgares

A crioterapia com azoto líquido, quando disponível, é o método de eleição na maioria das situações, em especial nas mãos.
A aplicação de queratolíticos como a vaselina salicilada a 20%, ou um verniz com queratolíticos, pode ser uma alternativa. Aplicam-se nas lesões e cobrem-se com fita adesiva (sem compressa) durante 24 horas, findas as quais esta é removida, procedendo-se à raspagem com pedra pomes, lima ou equivalente. Este procedimento é repetido diariamente até ao desaparecimento total das verrugas.
A electrocirurgia e laserterapia podem ser utilizadas, mas devem evitar-se nas mãos pelas cicatrizes que podem deixar.

DSCN8476 180x180 - Mucosite

Mucosite

A inflamação das mucosas é uma complicação frequente em quimioterapia. Todas podem ser afectadas: gastrintestinal, genital, urológica, respiratória, ocular.
A mais frequente e intensamente afectada é a do tracto gastrintestinal.
A estomatite (inflamação da mucosa oral) pode ser muito limitante, chegando a constituir quadros graves traduzidos em dor intensa que pode impedir de forma total a alimentação.
Minimiza-se a sua ocorrência mantendo-se uma higiene oral adequada e bom estado de nutrição; a crioterapia (mastigar cubos de gelo enquanto se administra a quimioterapia) também tem sido usada em alguns regimes nomeadamente com 5-FU em bolus. Uma vez instalado o quadro, podem-se usar dois tipos de agentes: higienizadores e analgésicos. Os agentes mais comuns de higiene oral deverão ser evitados já que a maior parte dos que estão disponíveis são muito irritantes para a mucosa oral; preferir clorexidina, eventualmente diluída, para minimizar o incómodo que o bochecho pode provocar; o bicarbonato de sódio tem a mesma função. Como analgésicos podem-se usar agentes referidos como cicatrizantes como o sucralfate ou antiácidos, anestésicos tópicos como lidocaína viscosa ou ainda analgésicos sistémicos (AINEs ou mesmo opiáceos). O uso de antimicrobianos está dependente de existir ou não infecção concomitante; em tratamento de leucemia ou em transplantação é frequente a reactivação de herpes simplex tipo I contribuir para a lesão das mucosas, estando preconizado o uso de aciclovir em profilaxia ou tratamento.
Outra manifestação de mucosite do tracto gastrintestinal é a diarreia, de intensidade variável. O controlo sintomático passa por: adaptação dietética, eventual reequilíbrio hidroelectrolítico, obstipantes (loperamida, codeína – não devem ser usados durante mais de 24 horas se não tiver sido excluída infecção); octreótido pode ser útil em casos mais graves e prolongados; a atropina ou escopolamina devem ser reservados para quadros também intensos e dolorosos (cólicas).

Risco de mortalidade é maior entre diabéticos que se tratam com sulfonilureia dreamstime 180x180 - Tratamento (Larva Migrante Cutânea)

Tratamento (Larva Migrante Cutânea)

– Tiabendazol (oral) na dose de 25 a 50 mg/kg/dia, em 2 tomas, durante 2 a 5 dias.
A aplicação tópica, em oclusão, de tiabendazol é uma alternativa.
– Albendazol (oral) 400 mg/dia durante 3 dias.
– Crioterapia por aplicação de azoto líquido na extremidade do trajecto serpiginoso.

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Verrugas Filiformes

A electrocirurgia, a laserterapia, a crioterapia ou a simples curetagem são métodos que podem ser utilizados neste tipo de verrugas. Em alternativa, a aplicação cuidadosa de verniz com queratolíticos pode ser eficaz.

Alopecia 180x180 - Alopecia

Alopecia

É uma complicação que se relaciona directamente com o(s) agente(s) utilizado(s), não sendo por isso obrigatória. Surge habitualmente cerca de 2 a 3 semanas após se ter iniciada a quimioterapia e persiste enquanto esta se mantiver. A recuperação é sistemática e ocorre cerca de 1 a 2 meses após se ter suspendido a terapêutica. É muito importante prevenir o(a) doente desse possível efeito e da sua cronologia como forma de minimizar a possível repercussão psicológica.
A única forma de prevenir ou atenuar esta complicação é o uso de crioterapia que se aplica no couro cabeludo através de dispositivos próprios.

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Tratamento Instrumental (Hemorróidas)

As hemorróidas internas com sintomas refractários devem ser tratadas com procedimentos instrumentais simples realizados em regime ambulatório, como a laqueação elástica, a injecção de esclerosante, a fotocoagulação, a electrocoagulação com corrente monopolar, bipolar ou o árgon. A crioterapia é menos eficaz e mais dolorosa, pelo efeito indesejável do tratamento nos tecidos adjacentes, resultando em dor intensa, corrimento fétido, irritação e lesões do esfíncter e, portanto, não deve ser usada. O laser é caro e não tem vantagens em relação às outras técnicas.
A base fisiopatológica do tratamento instrumental consiste em provocar fibrose cicatricial que fixe a mucosa aos planos profundos e reduza a vascularização e o prolapso.
A trombose hemorrroidária interna ou externa, a fissura anal, a supuração anoperineal, a proctocolite hemorrágica activa, a doença de Crohn e a imunodepressão grave são contra-indicações ao tratamento instrumental.
A fotocoagulação com infravermelhos e a fulguração com árgon é segura e eficaz nas hemorróidas grau um e dois. Provocam uma queimadura superficial, até 3 mm de profundidade, nos pedículos hemorroidários, sendo teoricamente menos eficazes que a laqueação, reservando-se para as hemorróidas pequenas sangrantes e doentes com discrasia hemorrágica, pelo menor risco de hemorragia tardia. Na electrocoagulação monopolar e bipolar é frequente a dor intensa e as perdas hemáticas importantes nos dias seguintes ao tratamento, não tendo vantagens em relação à laqueação elástica. A injecção de esclerosantes, usando o óleo de fenol a 5%, o quinino de ureia, o morruato de sódio, o oleato de etanolamina ou o polidocanol a 2%, é uma técnica segura, eficaz e de fácil execução.
Os agentes esclerosantes são injectados na base das hemorróidas internas grau um e dois. A sua utilização na grávida não é consensual. Os autores franceses recomendam a utilização de quinino de ureia. Contudo, o polidocanol a 2%, muito utilizado em Portugal, é seguro e eficaz. A dose máxima recomendada por sessão é de 2 ml, dispersos pelos pedículos dominantes. Nos homens deve evitar-se picar a região anterior por risco de injecção de esclerosante na próstata ou vesículas seminais, podendo ocorrer hematúria, disúria ou retenção urinária. A laqueação elástica é eficaz no tratamento das hemorroidas internas de primeiro e segundo graus, devendo os anéis ser colocados 1 cm, ou mais, acima da linha pectínea. Os dispositivos usados para aspiração e laqueação elástica (“pistolas”) permitem aspirar o tecido hemorroidário “esponjoso” numa área insensível, não sendo necessária anestesia. O doente não necessita de uma preparação intestinal especial, devendo apenas evacuar antes da sessão de tratamento. Existe controvérsia quanto ao número de anéis a colocar por sessão. Contudo, a aplicação de três anéis numa sessão permite obter resultados comparáveis a três sessões, sem aumentar as complicações. Se as laqueações foram múltiplas, “altas”, circunferenciais, aplicadas com um dispositivo de aspiração largo (diâmetro interno de 12 mm) e profundo (2 a 3 cm), obtém-se uma redução marcada do prolapso hemorroidário, com menos sessões. Podem aplicar-se dois anéis no mesmo pedículo ou combinar-se a técnica da laqueação com a da injecção da hemorróida laqueada, para evitar a saída do anel, e assegurar a necrose do pedículo. As sessões devem ser espaçadas de 4 semanas. No caso de hemorragia e prolapso moderado, a laqueação elástica combinada com a esclerose têm uma eficácia de aproximadamente 80%, devendo ser a 1.ª escolha.

manipulação joelho 180x180 - Agentes Físicos (Osteoartrose)

Agentes Físicos (Osteoartrose)

Os agentes físicos têm também lugar na terapêutica da OA. As formas de calor superficial (parafina, parafango, almofadas aquecidas) e profundo (diatermia, ultra-sons) são habitualmente recomendadas ao longo da evolução da doença, reservando-se a crioterapia para as fases inflamatórias. Na área da electroterapia, são escassos os estudos efetuados e apenas o laser, os infravermelhos e os campos magnéticos parecem ter um efeito benéfico. As correntes galvânicas, os TENS (transcutaneous electrical nerve stimulation – neuroestimulação eléctrica transcutânea) e os ultra-sons parecem obter resultados semelhantes ao placebo. A hidroterapia, tratamento com séculos de utilização, parece exercer, segundo estudos recentes, um efeito na diminuição da intensidade do quadro doloroso. O nosso país tem alguma tradição em relação ao tratamento termal (crenoterapia), dispondo de diversas unidades que poderão ser utilizadas como complemento terapêutico nos nossos doentes.