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Indicações e Dosagens (Heparinas de Baixo Peso Molecular)

As indicações atuais das HBPM são:
– Síndromes coronárias agudas. Existem resultados de vários estudos, que demonstram que a enoxaparina é pelo menos tão eficaz como a heparina não fracionada na terapêutica das síndromes coronárias agudas, sendo neste momento preferida sobre a heparina não fracionada (exceto se existir insuficiência renal). A enoxaparina está também aprovada no enfarte agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST como coadjuvante da trombólise e pós-trombólise.
A dose é um bolus e.v. de 30 mg, seguido de 1 mg/kg de 12/12 horas por via s.c.
– Tromboembolismo pulmonar – 1 mg/kg de 12/12 horas por via s.c.
– A enoxaparina recebeu a aprovação da FDA como substituto da hipocoagulação oral em doentes que necessitam de suspender esta terapêutica.
– Prevenção da trombose venosa profunda.
Nadroparina:
Profilaxia – 7500 U (0,3 ml)/dia s.c.
Terapêutica – dose adaptada ao peso e dividida em duas administrações diárias.
Enoxaparina:
Profilaxia: 20-40 mg/dia s.c.
Tratamento: dose adaptada ao peso e dividida em duas administrações diárias (1,0-1,25 mg/kg/dia).
Dalteparina:
Profilaxia: 2500-5000 Ul/dia s.c.
Tratamento: dose adaptada ao peso e dividida em duas administrações diárias.

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Heparinas de Baixo Peso Molecular

As heparinas de baixo peso molecular (HBPM) têm cerca de 1/3 do tamanho molecular da heparina convencional e oferecem uma série de vantagens farmacocinéticas e farmacodinâmicas, de que se destacam: boa biodisponibilidade após administração subcutânea; semivida mais longa do que a heparina não fracionada e independente da dose: menor afinidade para se ligarem às proteínas plasmáticas e ao endotélio. pelo que o seu efeito na coagulação é mais previsível. Consequentemente, há uma diminuição de necessidade de controlos laboratoriais e a possibilidade de auto-administração (inclusive extra-hospitalar). As HBPM existentes são a nadroparina, a enoxaparina e a dalteparina.
Caso seja necessário uma monitorização laboratorial, deverá ser medida a atividade anti-Xa circulante. Cerca de 4 horas após a administração, deve ser de 0,3 UI anti-Xa no tratamento profiláctico e de 0,2-0,8 UI anti-Xa para níveis terapêuticos.