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1 eccema dishidrotico de manos 180x180 - Eczema Desidrótico

Eczema Desidrótico

A desidrose caracteriza-se pelo aparecimento de pequenas vesículas nos bordos dos dedos das mãos que evoluem para descamação e cura; a recorrência dos surtos conduz a eczematização, com tendência a fissuração. Este quadro pode estender-se às palmas e, em formas mais intensas, originar edema das mãos e vesicobolhas, intensamente pruriginosas.
Trata-se de um padrão reaccional que pode corresponder a várias causas. Na maioria dos casos existe um fundo atópico, sobre o qual se enxertam factores como a alergia de contacto, a irritação, o stress, temperatura ambiente elevada, infecção secundária, os quais funcionam, simultaneamente, como factores desencadeantes e de manutenção.
A terapêutica segue as regras gerais já enunciadas anteriormente, não olvidando a característica recidivante e a localização nas mãos – eliminação, quando possível, dos factores de agravamento e manutenção, aplicação de corticosteróide tópico (em creme ou pomada, consoante o estádio do eczema) lxdia, e aplicação de cremes emolientes
Requentes vezes ao longo do dia. Nas formas agudas vesicobolhosas ou com infecção secundária manifesta, o recurso, respectivamente, à corticoterapia oral por período curto ou à antibioterapia pode encontrar plena justificação.

INTERVENTO DI LIBERAZIONE NERVO TIBIALE 180x180 - SÍNDROME DO TÚNEL DO TARSO

SÍNDROME DO TÚNEL DO TARSO

A ocorrência da STT (síndrome do túnel do tarso) é muito mais frequente do que é referido na literatura. É muitas vezes confundido com outras anomalias do pé, uma vez que os clínicos raramente consideram esta entidade no diagnóstico diferencial do pé doloroso.
O túnel do tarso é um canal osteofibroso cuja componente fibrotendinosa é constituída pelo ligamento anular interno do tarso. Este insere-se no maléolo interno e na face interna do calcâneo. Passam nesse canal o nervo tibial posterior, estruturas vasculares, o tendão do longo flexor comum dos dedos e o tendão do longo flexor do primeiro dedo.
O nervo tibial origina ramificações para o calcâneo, região plantar interna e externa. Os ramos calcaneanos são exclusivamente sensitivos e os ramos plantares são mistos (motores e sensitivos). Uma vez que a porção mais estreita do túnel do tarso é a porção distal (ântero-inferior), é este o local onde os ramos nervosos plantares estão mais sujeitos a compressão.
Existem diversas etiologias para o STT. As deformações ósseas após fraturas, a hiperpressão por contenções gessadas, a hipertrofia do ligamento anular interno do tarso ou do músculo abdutor do primeiro dedo, a tenossinovite dos flexores, os quistos sinoviais, as adenopatias são algumas das causas classicamente descritas.
Os sintomas dependem do local da estenose e consequentemente dos ramos do nervo tibial posterior comprimidos. O doente refere disestesias ou parestesias nos dedos e/ou planta do pé ou calcanhar, que podem irradiar para a perna e aliviar com a marcha. A dor pode despertar o doente do sono.
O exame objetivo revela dor à palpação do nervo, na região retromaleolar interna, podendo haver tumefacção fusiforme desta zona.
O sinal de Tinnel é positivo quando a percussão do nervo evidencia os sintomas. Podem surgir alterações vasomotoras bem como fraqueza muscular dos flexores dos dedos e dos músculos intrínsecos do pé.
É importante fazer o diagnóstico diferencial com a artrite dos ossos do tarso, a fasceíte plantar, a insuficiência vascular e neuropatia periférica. Por vezes o STT pode confundir-se com radiculopatia lombossagrada.
O diagnóstico pode ser confirmado por electromiografia.

mão 180x180 - QUISTOS SINOVIAIS

QUISTOS SINOVIAIS

Os quistos sinoviais são pequenos tumores quísticos benignos que contêm líquido viscoso, transparente e gelatinoso, e que têm continuidade com as bainhas sinoviais ou com a cavidade articular. Resultam de hérnias da membrana sinovial articular ou peritendinosa. mais comum ao nível dos flexores dos dedos. São os tumores benignos de tecidos moles mais frequentes da mão. Podem variar de tamanho e desaparecer espontaneamente.
Geralmente afetam mulheres entre os 20 e os 30 anos de idade.
São indolores, mas quistos mais volumosos podem ter repercussão estética ou funcional, podendo ser drenados ou extirpados cirurgicamente. Existe risco de recidivas frequentes.

i855 180x180 - Tratamento (Contratura de Dupuytren)

Tratamento (Contratura de Dupuytren)

Os doentes com doença de menor gravidade devem executar movimentos contrariados de hiperextensão passiva dos dedos envolvidos e evitar pegar em instrumentos com força, utilizando para esse fim, quando possível, uma proteção almofadada para a palma da mão.
Pode recorrer-se à infiltração local intra-aponevrótica com corticóide e anestésico se houver dor incomodativa, ou na perspetiva de controlar ou atrasar o processo evolutivo.
O tratamento cirúrgico só deve ser considerado em fases mais avançadas, em que há flexão significativa dos dedos com impotência funcional, uma vez que a taxa de recidivas é elevada.

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Contratura de Dupuytren

A contractura de Dupuytren caracteriza-se por uma lesão fibrosante nodular da aponevrose palmar. Produz contracturas dos dedos que conduzem à flexão das articulações MCF. A sua etiologia é desconhecida, ocorrendo sobretudo em homens acima dos 40 anos e parece haver uma forte predisposição genética. Pode surgir em profissões sujeitas a traumatismos repetidos (ferreiros) ou associar-se a várias doenças como a epilepsia, diabetes mellitus, o alcoolismo crónico e a doença pulmonar crónica.
Os sintomas iniciais consistem no aparecimento de um ou mais nódulos indolores, junto à face palmar das MCF dos 3.°, 4.°, ou 5.° dedos. O 4.° dedo é o mais frequentemente afetado. Os nódulos vão-se espessando, com aderência à pele, a qual se torna irregular e endurecida. Mais tarde surge a flexão irredutível dos dedos das mãos, mantendo-se os movimentos de flexão, mas não os de extensão. É indolor, sendo o grau de gravidade relacionado com a intensidade da retração e com a difusão das lesões da mão.
O exame objetivo pode revelar a presença de nódulos cutâneos palmares indolores. Pode haver uma pequena depressão na pele na zona do nódulo com bandas fasciais que se estendem distalmente e, por vezes, proximalmente ao nódulo. Estas bandas podem cruzar a MCV e a IFP mantendo o dedo contraído.
O diagnóstico é sempre exclusivamente clínico.

GOTA NO COTOVELO 180x180 - Gota Tofácea Crónica

Gota Tofácea Crónica

Consiste no desenvolvimento de depósitos subcutâneos, sinoviais ou no osso subcondral de cristais de MUS. Podem localizar-se nos cotovelos, dedos, pavilhões articulares ou outros locais.