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xepilepsia em idosos 4 586.jpg.pagespeed.ic .dlomhn51Uf 180x180 - Tratamento do Idoso

Tratamento do Idoso

Este grupo etário é, frequentemente, sede de epilepsias, denominadas sintomáticas, uma vez que decorrem de complicações de AVC, de neoplasias primárias ou secundárias, de quadros demenciais e/ou ainda de outras patologias mais frequentes neste grupo. Por outro lado, são doentes frequentemente polimedicados, uma vez coexistirem patologias sistémicas, e pode haver modificações nos parâmetros farmacocinéticos dos AE, nomeadamente ligação às proteínas séricas (que podem estar significativamente diminuídas), distribuição e eliminação, que podem ocasionar diminuição da clearence, aumento da sensibilidade dos recetores e, por consequência, risco aumentado de efeitos acessórios da droga.
O regime terapêutico de monoterapia é o ideal, com titulação e incrementos muito lentos, devendo a dose total ser cerca de 20% inferior à do adulto.
Estes factos obrigam a escolher cuidadosamente o tipo de AE, devendo ser sempre evitados os de 1ª geração indutores enzimáticos (PB, PHT, CBZ). Se a situação clínica obriga a uma titulação rápida, pode ser utilizado o VPA oral ou parentérico ou a formulação injetável do LEV. Caso contrário, pelos seus perfis farmacocinéticos e farmacodinâmicos mais favoráveis e eficácia clínica comprovada, os AE de nova geração, nomeadamente a LTG, o TPM, o LEV e a PGB, devem ser os preferidos, tendo sempre presente contra-indicações pontuais para a sua utilização.