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Herpes zoster 14 180x180 - Dermatofitias

Dermatofitias

As dermatofitias são doenças causadas por fungos dermatófitos, cujos agentes mais frequentes são o Microsporum canis e o Tricophytum rubrum. Podem infestar a pele, as unhas e os cabelos.
Clinicamente, a lesão elementar na pele é uma pápula eritematosa que cresce de modo centrífugo, assumindo a lesão um aspecto grosseiramente circular ou policíclico, de contornos irregulares, com bordo elevado, descamativo e com aparente cura central. As lesões podem ser únicas ou múltiplas e o prurido é quase constante.
As tinhas das unhas ou onicomicoses iniciam-se, geralmente, com atingimento de uma unha, mais frequentemente dos pés, sendo comum a progressão para as restantes unhas.
Tipicamente, a lesão inicial é uma mancha branca ou amarelada no bordo livre, com posterior envolvimento e espessamento de toda a unha.
A tinha do couro cabeludo afecta, preferencialmente, as crianças. Consideram-se três tipos clínicos distintos: a microspórica, a tricofítica e a inflamatória. A tinha microspórica caracteriza-se pelo aparecimento de várias áreas circulares de alopecia em que se visualizam cotos de cabelo fracturado; na tricofítica, a lesão de alopecia pode ser única, circular, de superfície descamativa, sem cotos de cabelo fracturado. Na tinha inflamatória, observam-se nódulos inflamatórios, exsudativos e dolorosos no couro cabeludo.

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Tratamento (Candidíase)

Para além da terapêutica geral enunciada para as dermatofitias, a terapêutica da candidíase tem que ser coadjuvada pela correcção dos factores locais ou gerais subjacentes.
A limpeza adequada e o arejamento das pregas cutâneas, bem como o controlo e tratamento de qualquer situação clínica manifesta ou latente, são fundamentais para a erradicação do quadro clínico.
Na maior parte dos casos de candidíase da pele, é eficaz a aplicação de antifúngico tópico até completa resolução do quadro clínico, devendo reservar-se a administração do antifúngico sistémico unicamente para as situações em que o défice imunitário ou o difícil controlo da situação subjacente impossibilitem a cura rápida da micose.
A candidíase das mucosas oral e vaginal implica, quase sempre, o uso de antifúngico sistémico e, na prática clínica diária, utiliza-se geralmente o fluconazol na dose de 50 mg/dia ou 150 mg/semana p.o., 1-2 semanas.
Na candidíase vaginal deverão utilizar-se, concomitantemente, antifúngicos tópicos sob a forma de creme ou óvulos vaginais.
Na monilíase oral a aplicação tópica de nistatina (em gotas) continua a ser eficaz na maior parte dos casos.