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Determinação da PA

A pressão existente dentro de um vaso sanguíneo resulta da força motriz do coração, que gera o débito cardíaco (DC) duma forma pulsátil, dependente da contração ventricular.
No entanto, o movimento do sangue não é intermitente, tipo “avança/pára/avança/para”, em consequência da sístole ventricular mas, pelo contrário, é contínuo, apresentando flutuações de débito que correntemente se designam por pulsatibilidade. Este facto resulta do continente (isto é, das artérias) não ser rígido, mas pelo contrário elástico e distensível. Assim, durante a sístole ventricular existe alguma distensão das artérias com acumulação de energia elástica nas suas paredes, a qual, durante a diástole (altura em ventrículo está relaxado e não há ejeção de sangue), é responsável pela impulsão do sangue. Logo, o débito deixa de ser intermitente para se tornar num débito contínuo, pulsátil Deste modo o débito sanguíneo e a PA têm um componente sistólico (que corresponde à contração ventricular) e um componente diastólico (que resulta da energia elástica acumulada nas paredes arteriais).
As técnicas de medição da PA podem ser divididas nas técnicas indiretas (não invasivas) e diretas (invasivas).

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Determinação do Risco(Doença Cardiovascular Aterosclerótica)

Para cada indivíduo devemos efetuar uma estimativa do risco global para desenvolver DCV. Para tal podem ser utilizadas tabelas de risco, como o SCORE, que permitem determinar o risco a 10 anos de DCV fatal, por sexo, idade, pressão arterial, colesterol e hábitos tabágicos. A intervenção médica deverá ser mais ou menos agressiva dependendo do grau de risco do indivíduo.
As prioridades para a prevenção de DCV na prática clínica são para os indivíduos de alto risco, que são:
—> Doentes que já tiveram uma manifestação clínica de DCV: doença coronária, AVC ou doença arterial periférica.
—> Indivíduos assintomáticos que tenham um elevado risco de desenvolver DCV aterosclerótica:
• Múltiplos fatores de risco, tendo um risco de DCV fatal a 10 anos (ou se extrapolado para os 60 anos) >5%, segundo a tabela SCORE.
• Uma elevação marcada de um factor de risco isolado (colesterol total >320 mg/dl, colesterol LDL >240 mg/dl ou pressão arterial > 180-110 mmHg). (
• Diabetes mellitus tipo 2 e tipo 1 com microalbuminúria.
O principal objetivo dos profissionais de saúde é obter a longo prazo a máxima redução da mortalidade e morbilidade CV para todos os seus pacientes assintomáticos (prevenção primária), assim como para os doentes que sofreram um evento cardiovascular (prevenção secundária). Tal poderá ser conseguido pelo tratamento dos fatores de risco modificáveis, promovendo sempre modificações do estilo de vida e mediante intervenção farmacológica, se necessário.