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Diabetes mellitus

A diabetes mellitus (DM) define-se como síndrome metabólica que cursa com hiperglicemia e défice relativo ou absoluto de insulina, ou grupo de doenças metabólicas caracterizadas por hiperglicemia e que resulta do défice de secreção, actuação ou ambas.

dsc 4749 180x180 - Causas (Emergências em Oftalmologia)

Causas (Emergências em Oftalmologia)

—> Diabetes.
—> Hipertensão.
—> Trauma cefálico.
—> Irite aguda.
—> Conjuntivite aguda.
—» Glaucoma agudo.
—> Celulite orbitaria.
—> Oclusão da artéria central da retina.
—> Descolamento da retina.
—> Laceração palpebral.
—> Sangue intra-ocular (hifema).
—> Abrasão da córnea.
—> Corpo estranho no globo ocular.
—> Lesão química.
—> Pancada ou lesão cortante.

shutterstock 83549875 180x180 - Fibrilhação Auricular (FA) - AVC

Fibrilhação Auricular (FA) – AVC

A FA é o precursor cardíaco mais poderoso e potencialmente tratável de AVC isquémico, aumentando o risco de AVC em cerca de cinco vezes. São fatores de risco de embolismo na FA: prótese valvular mecânica, doença valvular reumática, tromboembolismo prévio, idade superior a 65 anos, hipertensão arterial, diabetes, insuficiência cardíaca e disfunção ventricular esquerda.
Diversos estudos aleatorizados demonstraram o efeito preventivo do tromboembolismo na pelos anticoagulantes orais e também pela aspirina (redução respetivamente de 70% e de 25% do risco relativo de AVC). No entanto, a utilização de anticoagulantes acarreta um risco de hemorragia, nomeadamente cerebral. Este risco é cerca de 1% ao ano e aumenta acima dos 75 anos. Devem prescrever-se anticoagulantes (INR 2 a 3) nos entes que tenham FA e pelo menos um dos fatores de risco acima mencionados. Nos entes com mais de 80 anos, a anticoagulação é também eficaz, devendo ser usada na profilaxia do AVC. Nos doentes com menos de 65 anos, sem fatores de risco, bem como nos doentes com contraindicações para os anticoagulantes, deve prescrever-se ácido acetilsalicílico (250 mg/dia).

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Medidas Gerais – AVC

Incluem a redução da tensão arterial, tratamento da diabetes, redução do colesterol com dieta e estatinas em todos os doentes com colesterol >160 mg/ml, abstinência de tabaco, redução da ingestão de álcool (abstinência se o AVC tiver sido hemorrágico; máximo de três copos (30 g/etanol)/dia se tiver sido isquémico), redução ou controlo do peso, dieta com baixo teor de sal e gorduras saturadas e elevado teor de frutas, vegetais e fibras, e exercício físico regular. As mulheres que tomem anticoncetivos orais devem passar a utilizar outro método anticoncetivo. A terapêutica hormonal de substituição está contraindicada.

fulllength diabetes 1 180x180 - Clínica (DM tipo 1)

Clínica (DM tipo 1)

Normalmente a DM tipo 1 inicia-se de uma forma aguda com poliúria, polidpsia, perda ponderal e cansaço fácil. Sintomas menos frequentes incluem náuseas, vómitos, visão turva e infecções cutâneas.
A cetoacidose é a forma de apresentação de 5-10% dos casos de DM tipo 1.
O desenvolvimento de DM tipo 1 é o culminar de um processo que pode levar anos e durante a fase pré-clínica pode-se detectar já anticorpos anticélulas p e alterações subtis da secreção de insulina e de intolerância a glicose.
A correcção da hiperglicemia (que impede o funcionamento das restantes células B) pode induzir um período de remissão em que um bom controlo glicémico pode ser conseguido através de baixas doses de insulina (fase de lua-de-mel).

Diabetes 3 1024x769 180x180 - Insuficiência Endócrina - Diabetes

Insuficiência Endócrina – Diabetes

A diabetes pancreática desenvolve-se 7 a 15 anos após o diagnóstico inicial de PC em cerca de 20 a 30% dos doentes e geralmente aparece alguns anos após o diagnóstico de insuficiência exócrina.
A diabetes pancreática (insulinodependente) tem um controlo muito difícil e diferente da diabetes mellitus tipo 1.
Na diabetes pancreática insulinodependente, a melhoria na absorção com enzimas pancreáticas perturba o controlo da diabetes, com hiperglicemia grave e necessidade de aumentar as doses de insulina. Por outro lado, a interrupção ou diminuição muito acentuada na ingestão pode provocar hipoglicemia grave devido à ausência de contrarregulação das hormanas glucagon e somatostatina.
O risco de hipoglicemia depois de cirurgia pancreática é muito elevado, principalmente após pancreactomia subtotal esquerda.

MEDICINA394F23A 1 180x180 - Factores de Risco (Avaliação Pré-Operatória)

Factores de Risco (Avaliação Pré-Operatória)

Factores de risco
—> São factores de risco major:
• Síndrome coronária instável;
• Insuficiência cardíaca congestiva descompensada;
• Arritmias não controladas;
• Lesão valvular severa.
—> São factores de risco intermédio:
• Insuficiência coronária estável;
• EM (enfarte do miocárdio) prévio;
• Insuficiência cardíaca congestiva compensada;
• Diabetes;
• Insuficiência renal.

2332949 1450 rec 180x180 - Contracepção Hormonal na Mulher com Patologia. Recomendações Baseadas em Evidência Científica Boa e Consistente (Nível A)

Contracepção Hormonal na Mulher com Patologia. Recomendações Baseadas em Evidência Científica Boa e Consistente (Nível A)

– Contracepção oral combinada:
• Sem contra-indicação na doença mamária benigna ou na presença de história familiar de cancro da mama.
• Segura no lúpus ligeiro sem anticorpos antifosfolípidos.
• Não é recomendada a mulheres com tromboembolismo venoso de causa desconhecida ou associado a gravidez ou a uso de estrogénios exógenos, a não ser que estejam anticoaguladas.
• Prescrição com precaução a mulheres com mais de 35 anos e fumadoras.
– Sistema intra-uterino libertador de levonorgestrel:
• Apropriado a mulheres com diabetes sem retinopatia, nefropatia ou outras complicações vasculares.

melhor metodo contraceptivo 10 180x180 - Contra-Indicações Absolutas dos Contraceptivos Orais

Contra-Indicações Absolutas dos Contraceptivos Orais

– Puérperas a amamentar e cujo parto ocorreu há menos de 6 semanas.
– Mulheres com 35 anos ou mais e fumadoras de >15 cigarros/dia.
– Combinação de múltiplos factores de risco para eventos cardiovasculares.
– HTA com valores acima de 160/100 mmHg ou associada a doença vascular.
– Episódio anterior ou agudo de trombose venosa profunda ou tromboembolismo pulmonar.
– Cirurgia, apenas quando implique imobilização prolongada (antes da laqueação tubária não há necessidade de interrupção dos contraceptivos orais).
– Trombofilias hereditárias: factor V de Leiden, défice de proteína S ou C, défice de antitrombina III, mutação da protrombina 20210A.
– História de doença cardíaca isquémica ou AVC.
– Doença valvular cardíaca complicada: hipertensão pulmonar, risco de fibrilação auricular, história de endocardite bacteriana (doença valvular cardíaca não complicada não contra-indica contraceptivos orais).
– História de enxaqueca com aura associada em qualquer idade ou sem aura a partir dos 35 anos de idade.
– Neoplasia da mama há menos de 5 anos.
– Diabetes associada com nefropatia, retinopatia, neuropatia ou outra doença vascular ou diabetes com mais de 20 anos de duração.
– Hepatite virai em fase aguda.
– Cirrose hepática descompensada, carcinoma hepatocelular e adenomas hepáticos.

shutterstock 85067020 180x180 - Classificação (Candidíase Vulvovaginal)

Classificação (Candidíase Vulvovaginal)

Não complicada:
– Episódios esporádicos/pouco frequentes.
– Sintomas/sinais ligeiros a moderados.
– Mulher não grávida sem complicações médicas.
– Suspeita de infecção a CA.
Complicada:
– Episódios recorrentes (>4/ano).
– Sinais/sintomas severos.
– Mulher com diabetes, doença médica grave, imunodeprimida, patologia vulvovaginal concomitante.
– Suspeita ou diagnóstico de Cândida não albicans.
– Gravidez.