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ori 8b9fbf49bf6034b03aeeb0b9f507fcee 180x180 - Objectivos Nutricionais na PC

Objectivos Nutricionais na PC

Aumentar a ingestão alimentar, melhorar a digestão e absorção. A ingestão pode melhorar com a abstinência em álcool e, se existe dor, é indispensável tratamento para o seu alívio porque é limitante e condiciona a alimentação.
A dieta aconselhável deve ter 2 g/kg/dia de proteínas, 6 g/kg/dia de hidratos de carbono e lípidos inferiores a 20% das calorias totais ou triglicéridos da cadeia média no caso de intolerância a lípidos responsáveis por aporte calórico inferior a 10% do total.
Portanto, a dieta deve ser hipercalórica, rica em hidratos de carbono, pobre em lípidos e hiperproteica.
Nos doentes com diabetes, a dieta deve ser reformulada, personalizada, e os hidratos de carbono em doses adequadas à gravidade da diabetes e medicação (diabetes) instituída.
A dieta deve ser fraccionada, pobre em gorduras, em pequena quantidade, com cápsulas de lipase (pancreatina) e inibidores da bomba de protões/inibidores de H2.

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Fatores de risco – Nutrição

Não desnutrir o doente desnecessariamente deve ser a principal preocupação, uma dieta hipoproteica moderada é provavelmente útil, ainda que tal facto nunca se tenha conseguido provar. É razoável tentar uma ração proteica de 0,8 a 1 g/kg/dia, com um aporte calórico de 35 Kcal/kg. A restrição de sódio na ordem dos 3 g/dia (equivale a não adicionar sal na preparação dos alimentos) é em geral suficiente. Seria útil começar logo nesta fase uma restrição de fósforo na dieta, o que se consegue entre nós limitando o aporte proteico na forma de lacticínios e redução da ingestão de pão.

eat healthy when you have type 2 diabetes 0 180x180 - LADA (Latent Autoimune Diabetes Of The Adult)

LADA (Latent Autoimune Diabetes Of The Adult)

Caracteriza-se por uma apresentação arrastada e um início subagudo, ocorrendo normalmente em indivíduos com menos de 35 anos, não obesos, com auto-anticorpos positivos (GAD), tratados com dieta e antidiabéticos orais durante anos, e que progride para insulinoterapia.

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Tratamento médico do doente em diálise – Dieta e Nutrição

No início de tratamento dialítico, muitos doentes apresentam sinais de desnutrição devido a perda de massa muscular resultante de perturbações do apetite e do aumento do catabolismo que ocorrem durante a evolução da DRC. Com o início da terapêutica dialítica, verifica-se em geral a recuperação do apetite, sendo desejável que o doente adquira um bom estado de nutrição, importante determinante do seu bem-estar, reabilitação e sobrevivência. Assim, a dieta não deve ser excessivamente restritiva, sendo aconselhável uma ingesta diária com cerca de 1,2 g/kg de proteínas e 35 Kcal/kg de peso/dia. A ingestão de sódio deve ser individualizada de acordo com a tensão arterial, mas mesmo no doente com tensão arterial normal ou baixa, a restrição de sódio é recomendável para limitar a sede e, portanto, o aumento ponderal entre diálises. A restrição de potássio de moderada assim como a restrição de fósforo, sendo este um dos elementos importantes na prevenção da doença óssea.

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Terapêutica Inespecífica (Eczema)

Inclui medidas tais como a eliminação de factores desencadeantes ou agravantes, e as terapêuticas gerais não específicas, em especial a aplicação de hidratantes e emolientes.
Da maior importância é a redução dos factores irritantes locais:
– Vestuário – evitar o contacto com lãs, fibras e outros materiais ásperos directamente com a pele, os quais, por haver diminuição de limiar de prurido, desencadeiam sensação de picada e prurido que conduz à coceira. De igual modo, deverá evitar-se o uso excessivo de agasalho, que possa provocar calor e transpiração.
– A lavagem da pele deve ser feita de modo suave, evitando as lavagens frequentes e prolongadas, a utilização de água muito quente e de produtos de lavagem com sabão, o uso de esponjas, luvas ou métodos abrasivos semelhantes.
– A permanência em ambientes aquecidos com baixo grau de humidade (ar condicionado) agrava a xerose cutânea, com o consequente aumento da irritabilidade cutânea.
—> O stress, a ansiedade e a depressão diminuem o limiar do prurido, pelo que a administração de ansiolíticos poderá ter indicação em situações pontuais. O repouso físico e da pele tem efeito benéfico inegável. Neste inclui-se a utilização de ligaduras, de luvas, meias e outros métodos, tendentes a diminuir a irritação mecânica (pelo atrito ou fricção) a que a pele lesada possa estar submetida.
—> Os hidratantes (contêm substâncias que aumentam o conteúdo em água da epiderme, mediante a fixação desta nas camadas mais superficiais) e os emolientes (contêm substâncias que provocam oclusão, diminuindo deste modo a perda transepidérmica de água) visam corrigir a xerose e a barreira cutânea alterada e devem ser utilizados continuadamente, independentemente da fase evolutiva da dermatose. A sua acção é particularmente eficaz se forem utilizados após o banho.
—> A importância da dieta é polémica. Se na primeira infância podem desempenhar algum papel desencadeante ou agravante do EA, em crianças mais velhas e na idade adulta o seu interesse é negligenciável. Os alimentos mais frequentemente implicados têm sido o leite, clara de ovo, frutos secos, peixe, marisco, trigo, os quais deverão ser evitados nos casos pontuais de evidente agravamento com alimentação.
—> Quanto aos aeroalergénios, em especial os ácaros do pó da casa, a importância é variável, podendo assumir um papel nos EA do adulto, com manifestações predominantes nas áreas expostas – face, membros, decote. A eliminação destes, mediante aspiração conveniente, utilização de coberturas antiácaro para colchões e almofadas e eliminação de alcatifas e tapetes no quarto de dormir, tem provado ser benéfica na evolução do EA em alguns doentes.

diabetes test 180x180 - Tratamento da DM tipo 1

Tratamento da DM tipo 1

O DCCT (diabetes control and complications trial), importante estudo realizado em 1441 diabéticos tipo 1 durante 6,5 anos, concluiu que o tratamento intensivo (HbA1c média 7,2%), em comparação com o tratamento convencional (HbA1c média 8,9%), reduziu na ordem de 60% (35-70%) os riscos de retinopatia, nefropatia e neuropatia diabética.
As necessidades nutricionais dos doentes com DM tipo 1 são, de uma maneira geral, similares aos indivíduos sem doença, não há uma “dieta diabética” e as recomendações dietéticas devem ser adaptadas às necessidades individuais.
O fraccionamento das refeições assume especial importância para evitar hipoglicemias.

Risco de mortalidade é maior entre diabéticos que se tratam com sulfonilureia dreamstime 180x180 - Sulfonilureias (DM tipo 2)

Sulfonilureias (DM tipo 2)

As sulfonilureias aumentam a libertação de insulina e melhoram a acção da insulina nos órgãos alvo. Estão indicadas na DM tipo 2 em doentes não obesos nos quais o controlo glicémico não é atingido apenas com dieta ou em associação à metformina quando esta não consegue um controlo glicémico eficaz.
Leva a uma redução da HbA1c em 1 a 2% e a redução do risco microvascular em 25%.
Os efeitos secundários são:
– A hipoglicemia com uma taxa de 17% ao ano (glibenclamida) e 10% (glimepirida) que ocorre principalmente em doentes idosos, com insuficiência hepática e renal e nos casos de jejum prolongado.
– O aumento de peso (cerca de 2 kg).
– Outros mais raros, como reacções alérgicas e alterações hematológicas (anemia hemolítica, agranulocitose, trombocitopenia) e gastrintestinais (náuseas/vómitos e raramente icterícia colestática).
As contra-indicações para a utilização de sulfunilureias são: DM tipo 1 ou DM secundária a pancreatite, gestação, cirurgia major, infecções graves, stress, trauma, antecedente de reacção alérgica à sulfonilureias e predisposição à hipoglicemia severa.
Podem ser utilizadas em associação com metformina, glitazonas, acarbose e insulina.

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Terapêutica (Doença Celíaca)

Embora a terapêutica assente fundamentalmente na dieta com evicção de glúten, na prática não é fácil, pois o glúten pode estar presente como contaminante ou então não estar referido na rotulagem dos produtos alimentares (i.e. salsicha, sopa, molhos, gelados).
Prevê-se o aparecimento de novas abordagens terapêuticas para colmatar a dificuldade de controlo da doença só com a tentativa de evicção de alimentos com glúten: terapêutica enzimática com suplementos de endopeptidases bacterianas que digerem a gliadina que é resistente à acção das proteases pancreáticas e das células intestinais; produção de cereais transgénicos que possuam gliadina sem as sequência peptídicas biologicamente activas; inibidores da zonulina (modulador da motilidade intestinal).

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Dietética (Osteoartrose)

Estudos epidemiológicos puseram em evidência a associação entre obesidade e AO, sobretudo em relação à articulação do joelho (mulher obesa pós-menopáusica tem um risco quatro vezes maior de OA nesta articulação). Esta noção é reforçada no estudo de Framingham em que a diminuição do peso leva a uma diminuição do risco de desenvolvimento de OA do joelho em 50%. A diminuição ponderal poderá ainda contribuir para a redução da sintomatologia, sendo por isso lícito promover, com este fim, a instituição de uma dieta equilibrada e de um plano de exercícios.

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Terapêutica não farmacológica (Doença de Wilson)

—> Terapêutica não farmacológica – dieta pobre em cobre em que são desaconselhados os alimentos com maior teor neste metal (por exemplo, chocolate, noz, marisco, cogumelos, vísceras, cereais, bróculos, etc).