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Tratamento (Oclusão Arterial)

– A dilatação dos vasos retinianos pela inalação de dióxido de carbono pode ser tentada.
Esta medida permite que a oclusão se desloque para um vaso mais periférico e, assim, se reduza a área da retina afectada.
– A anticoagulação pode impedir a formação de novos coágulos. As hemorragias intra-oculares podem reabsorver e a visão pode melhorar.
-A redução farmacológica da pressão intraocular ou mecânica (punção da câmara anterior para remoção de humor aquoso) pode permitir reverter a oclusão vascular.

W47404B 03 1200 1200 Modelo AirSim Advanced com Arvore Bronquica 180x180 - Equipamento para Entubação

Equipamento para Entubação

Equipamento para Entubação
—> Ambu.
—> Fonte de oxigénio de alto débito.
—> Capnógrafo ou detector calorimétrico de dióxido de carbono. Este equipamento permite detetar o dióxido de carbono expirado confirmando a posição endotraqueal do tubo. Em situações em que o fluxo sanguíneo pulmonar seja baixo ou inexistente (paragem cardíaca ou embolia pulmonar maciça), a deteção de CO2 pode não acontecer.
—> Tubos endotraqueais de vários calibres. O diâmetro interno mais frequente é de 7 a 8 mm no sexo feminino e 7,5 a 8,5 mm no sexo masculino.
—> Condutor flexível. Permite mudar a conformação do tubo, facilitando a sua inserção. A extremidade distai não pode ultrapassar o orifício interno do tubo endotraqueal.
O condutor deve ser lubrificado antes de usado. A lubrificação facilita a sua remoção depois da inserção do tubo endotraqueal.
—> Fármacos necessários para sedação e bloqueio neuromuscular. A preparação para entubação inclui a obtenção de acessos à circulação através da punção de uma, ou preferencialmente, duas veias periféricas.
– Midazolam (0,2 a 0,3 mg/kg) – início de ação rápida e de efeito de curta duração. Tem efeitos de relaxamento muscular e produz amnésia. Tem tendência para provocar hipotensão, especialmente nos doentes hipovolémicos.
– Propofol (1.5 a 2 mg/kg) – inicio de ação muito rápido e curta duração. Os doentes idosos podem ser mais sensíveis devendo-se iniciar a sua administração com bolus de 20 mg cada 10 segundos até se obterem os efeitos desejados. Pode provocar hipotensão e depressão respiratória.
– Etomidato (0,3 mg/kg) – excelente sedação com poucos efeitos hipotensivos. Suprime transitoriamente, a produção de cortisol pelas suprarrenais. A relevância clínica deste efeito é desconhecida. A estabilidade hemodinâmica associada a este fármaco torna-o particularmente útil nos doentes em choque.
-Vecurónio (0,1 a 0,25 mg/kg) – agente bloqueador neuromuscular usado na entubação de sequência rápida. Não tem efeitos cardiovasculares. A sua ação manifesta-se cerca de 1 a 3 minutos depois da administração. Os bloqueadores neuromusculares estão contra-indicados em doentes nos quais se prevê uma entubação difícil, assim como naqueles em que uma pré-oxigenação eficaz não foi possível (asma grave, DPOC).
• Succinilcolina – é um fármaco bloqueador neuromuscular despolarizante cujo início de ação é extremamente rápido (45 a 60 segundos), possuindo também uma duração de ação curta (6 a 10 minutos). A sua utilização obriga a um pré-tratamento com minidose de succinilcolina, ou vecurónio (0,01 mg/kg) cerca de 3 minutos antes da administração da dose paralisante (dose desfasciculante). A succinilcolina pode levar à libertação de quantidades maciças de potássio para a circulação, implicando alguns cuidados no seu uso em doentes com insuficiência renal avançada.
• Lidocaína (1,5 a 2 mg/kg) – nos doentes com aumento da pressão intracraniana, a pré-medicação com lidocaína atenua o aumento da pressão intracraniana que infalivelmente ocorre durante a entubação.
• Fentanil (3 mg/kg) – é um agente opiáceo de início de ação rápida. Os opiáceos são usados na fase de pré-tratamento, com a intenção de reduzir a resposta simpática à laringoscopia e à entubação. Estão particularmente indicados em doentes nos quais súbitas elevações da pressão arterial e frequência cardíaca são potencialmente adversas – doença cardíaca isquémica, hemorragia intracraniana, aneurisma em rutura, dissecção da aorta.
-> Laringoscópio e lâminas de diferentes dimensões – quando se usam lâminas curvas, a sua extremidade é inserida na valécula, procedendo-se a seguir a uma tração para cima de forma a levantar a epiglote anteriormente. A lâmina recta é colocada sobre a epiglote, empurrando-a anteriormente.
– Pinça de Magill – serve para remover eventuais corpos estranhos e para guiar a extremidade do tubo endotraqueal para a laringe.
– Equipamento de monitorização – ritmo cardíaco e SaCO2 por oximetria.
– Equipamento de aspiração.
Toda a entubação tem que ser precedida de pré-oxigenação enérgica. No doente em apneia, este gesto é efetuado através de ventilação assistida com Ambu. Ter sempre em conta a possibilidade de vómito com a consequente aspiração. A administração de fármacos facilita a entubação, tornando-a um procedimento bem tolerado e do qual o doente não guarda qualquer recordação, para além de proteger dos efeitos hemodinâmicos relacionados com o procedimento propriamente dito.
Após a entubação traqueal é muito importante confirmar o posicionamento do tubo, preferencialmente através da deteção de C02 tal como acima descrito. O controlo final da Posição é obtido através de uma radiografia póstero-anterior do tórax. O tubo endotraqueal deve ficar fixado através de qualquer um dos procedimentos habituais (por exemplo, através de fitas de nastro).
A utilização coordenada dos dispositivos, fármacos e métodos enunciados é globalmente designada como entubação sequencial rápida e pode ser dividida em sete passos fundamentais:
1) Preparação.
2) Pré-oxigenação.
3) Pré-tratamento.
4) Paralisação e indução anestésica.
5) Protecção e posicionamento. Refere-se à protecção da via aérea depois da administração do agente paralisante evitando a ventilação com Ambu que, dada a flacidez do esfíncter esofágico inferior, pode resultar em aspiração de conteúdo gástrico. A manobra de Sellick é aplicada nesta altura. Consiste na compressão extrínseca da cartilagem cricóide que, comprimindo o esófago, previne a regurgitação passiva.
6) Entubação.
7) Cuidados pós-entubação.