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Nódulos das Cordas Vocais

Lesões geralmente bilaterais, mais frequentes em crianças e jovens, associadas a abuso vocal.
Manifestam-se por disfonia persistente. O diagnóstico é feito por laringoscopia indirecta.
A terapêutica cirúrgica é reservada para os casos refractários à terapia da fala.

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Laringite Crónica

Mais frequente no sexo feminino, está geralmente associada a esforço vocal, má colocação da voz, tabaco, álcool ou sinusite crónica. Manifesta-se por disfonia de agravamento progressivo ao longo do dia e sensação de corpo estranho na orofaringe. Devem corrigir-se os factores precipitantes e aconselhar repouso vocal e terapia da fala.

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Laringite

Geralmente de origem viral, é mais frequente nos meses de Inverno. Manifesta-se por disfonia e resolve-se com repouso vocal, hidratação e anti-inflamatório. Normalmente não se justifica antibioterapia.

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Lesão da Placa Neuromuscular

—> Clínica – as principais queixas clínicas são a fadiga, ptose e diplopia flutuantes, por vezes disfagia e disfonia. Com frequência, a doença fica limitada aos olhos (miastenia ocular). Noutros casos, causa insuficiência respiratória durante um episódio de agravamento. Ocorre com mais frequência em mulheres jovens e homens após os 50 anos, sendo nestes a presença de timoma mais frequente, embora deva ser pesquisada em todos (TC do mediastino). A causa reside numa destruição imunológica dos recetores da acetilcolina da placa neuromuscular, desregulação imunológica em que o timo tem um papel importante. O diagnóstico diferencial pode estabelecer-se com a disfunção tiroideia, depressão ou outras doenças psiquiátricas em que o cansaço é o sintoma dominante, por isso devem ser valorizadas as queixas oculares.
—> Exames complementares – o diagnóstico pode ser confirmado pelo teste do Tensilon, o que corresponde à melhoria clínica durante a administração de 10 mg de edrofronium e.v. (2+3+5 mg, cada minuto, observando-se a resposta clínica), ou por um simples teste terapêutico (com piridostigmina oral ou prostigmina i.m.). A pesquisa de anti-corpos anti-receptor da acetilcolina indica, também, o diagnóstico, embora seja negativa em 50% das formas oculares. Em cerca de 40% das formas “seronegativas”, a pesquisa dos anticorpos anti-Musk é positiva, sobretudo nos casos de maior envolvimento bulbar. A estimulação repetitiva (sobretudo em músculos proximais) e o estudo do jitter (único método neurofisiológico útil nas formas oculares) são importantes auxiliares no diagnóstico. O estudo imagiológico do timo e da função tiroideia devem ser rotina em todos os doentes.