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PressãoArterial 180x180 - Interpretação dos dados da pressão venosa central

Interpretação dos dados da pressão venosa central

A PVC é um parâmetro hemodinâmico estático muito avaliado em doentes hemodinamicamente instáveis com o objetivo de estimar a sua condição volémica, hipo, normo ou hipervolémica. A sua leitura é obtida através de um cateter venoso central colocado na veia jugular interna ou na veia subclávia (com o lúmen distal intratorácico).
Classicamente esta era feita com as chamadas “réguas de PVC”, com conexão a uma coluna vertical de água, sendo o resultado expresso em cmH2O. Hoje em dia, a mesma leitura é feita com os sistemas anteriormente descritos para as linhas arteriais com o resultado em mmHg (1 mmHg= 1,36 CIT1H2O).
Para a correta leitura da PVC, o doente deve estar posicionado em decúbito dorsal, na horizontal, com o transdutor colocado ao nível da aurícula direita, ou seja, no chamado eixo flebostático (cruzamento do 4.° espaço intercostal com a linha médio-axilar).
A morfologia da curva de PVC é a de uma curva de pressão auricular, isto é, com três ondas positivas, as ondas a, c e v, e dois colapsos negativos, o colapso x e y. Para se conseguir visualizar estas curvas, é necessário selecionar uma escala de leitura adequada. Durante a leitura são visíveis flutuações da PVC síncronas com o ciclo respiratório. Num doente em respiração espontânea, a PVC desce durante a inspiração e sobe na expiração, enquanto que num doente ventilado se passa exatamente o oposto. Estas variações resultam da transmissão da pressão intratorácica ao lúmen da veia cava superior e à aurícula direita. Contudo, isto não significa que as pressões transmurais do ventrículo esquerdo e direito sofram necessariamente grandes variações.
Para que a leitura da pressão da aurícula direita tenha a menor interferência possível nos movimentos respiratórios, a leitura da PVC deve ser feita no final da expiração. Com a utilização de monitores, isso significa que a leitura da PVC deve ser a da pressão diastólica no doente ventilado e a da sistólica no doente em respiração espontânea. Nos doentes polipneicos/dispneicos, a influência dos movimentos respiratórios, muitas vezes esforçados, sobre a PVC é de tal ordem que pode não se conseguir obter uma leitura fidedigna.
A correta interpretação da PVC está sujeita a inúmeros problemas. A PVC mede pressões e não volumes, pelo que é um parâmetro muito limitado para ser um marcador da volemia do doente. Todas as pressões, seja a PVC, seja a pressão de oclusão da artéria pulmonar, são maus indicadores da pré-carga ventricular porque são muito dependentes da compliance das câmaras cardíacas, as quais, no doente crítico, estão habitualmente alteradas. Um doente com compliance do ventrículo direito baixa vai apresentar PVC elevada, independentemente da volemia. E logo uma PVC elevada é sempre patológica, ainda que possa não traduzir aumento da volemia. Inversamente se a função ventricular e a capacitância venosa estiverem conservadas, dificilmente a PVC irá subir para valores patológicos (mesmo com grande aporte de volume).
Tendo em conta estas limitações, a evolução da PVC, crescente, decrescente ou sem alterações, ao longo do tempo é mais informativa do que um valor absoluto.
Num doente em choque dever-se-ão fazer desafios de volume (fluid challenge) repetidos (15 ml/kg em 30 minutos), monitorizando a resposta hemodinâmica (frequência cardíaca e PA) bem como a PVC (até 8-12 mmHg se em respiração espontânea ou 12-15 mmHg se ventilado).

intesti1 1 180x180 - Doença de Crohn do intestino delgado

Doença de Crohn do intestino delgado

Na DC ligeira a moderada, a messalazina é o fármaco habitualmente utilizado, excepto no ileo distal onde o budesonido tem eficácia superior. Na DC moderada a grave, a abordagem é semelhante à referida no parágrafo anterior. A cirurgia, no caso de afecção do ileo terminal, que atinja um curto segmento intestinal, deve ser considerada mais precocemente como alternativa terapêutica, em comparação com outras localizações da doença.

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Corticosteróides tópicos

Os corticosteróides tópicos na forma de enema ou em espuma são eficazes na terapêutica de indução de remissão em doentes com CU distal, embora com menor eficácia do que a messalazina tópica.
O uso combinado de corticosteróides e messalazina tópicos é frequentemente mais eficaz a curto prazo do que a sua utilização isolada.
Na DC, os corticosteróides tópicos podem ser utilizados de modo geral, isoladamente ou em combinação com agentes orais, em doentes com DC, que envolva o cólon distal.


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osteoporose a doenca silenciosa 180x180 - Medição da massa óssea

Medição da massa óssea

O diagnóstico operativo de OP é baseado na classificação da OMS e tem por base a medição da massa óssea. Dos vários métodos de medição, o mais utilizado, e considerado padrão, é a densitometria radiológica de dupla energia, habitualmente denominado por DEXA. As medições podem ser feitas na coluna lombar, na anca e na extremidade distal do rádio, locais onde se dão as fraturas mais frequentes.
A DEXA é um exame quantitativo, não imagiológico, que, para além da DMO (densidade mineral óssea), determina dois índices, expressos em desvios-padrão. O índice T compara o valor medido com o pico de massa óssea de uma população do mesmo sexo e da mesma raça, enquanto o índice Z faz a comparação com uma população da mesma idade, sexo e raça.
Foi com base no índice T que a OMS estabeleceu os critérios para definir densitometricamente a OP, considerando três grupos:
-> índice T >-1: normal.
-> índice T entre -1 e -2,5: osteopenia.
-> índice T <-2,5: OP (no caso de existirem fraturas, OP grave ou estabelecida). A medição da massa óssea não é um exame de rastreio universal. As indicações para realização de densitometria encontram-se aprovadas pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) e seguem as normas estabelecidas pela Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR) e a Sociedades Portuguesa de Doenças Ósseas Metabólicas (SPODOM).

osteoporose 180x180 - Clínica (Osteoporose)

Clínica (Osteoporose)

A OP cursa durante muito tempo de forma assintomática. O quadro clínico da OP estabelecida é dominado pelas fraturas ósseas, que surgem com traumatismos mínimos ou de forma espontânea. As localizações mais frequentes são a extremidade distal do rádio (fratura de Colles), as vértebras (dorsais e lombares), o fémur proximal (colo do fémur e intertrocantérico) e a extremidade proximal do úmero. As duas primeiras localizações são típicas da OP pós-menopáusica, enquanto as segundas são habituais nos idosos.
Quando já existem múltiplas fraturas vertebrais, as alterações posturais podem condicionar o aparecimento de dor axial crónica, com ritmo mecânico. A progressiva diminuição de altura leva a uma procidência do abdómen e muitas vezes a caixa torácica chega a tocar a crista ilíaca. Estas deformações são responsáveis pelas manifestações clínicas da OP vertebral grave: enfartamento pós-prandial, infeções e insuficiência respiratória.

140813000316uretra mucosa oral final 180x180 - Obstrução da Uretra Distal

Obstrução da Uretra Distal

Na maioria das vezes adquirida com apertos associados a algaliação traumática ou prolongada, a doenças sexualmente transmitidas ou a cirurgia transuretral ou cardíaca em que foi necessário recorrer a circulação extracorporal. A existência de um divertículo congénito ou de um ureterocele ectópico são ainda hipóteses a considerar. Na mulher é necessário pensar num possível tumor pélvico. A possibilidade de haver nos dois géneros um tumor da uretra deve ainda ser considerada sendo esta neoplasia, no entanto, mais frequentemente encontrada na mulher. Ainda na mulher, e encontrada com certa frequência, está a estenose da uretra resultante de traumatismo obstétrico ou de atrofia da mucosa uretral por hipoestrogenismo da menopausa ou senil.