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78653462 180x180 - Terapêutica (Parassónias)

Terapêutica (Parassónias)

Devem ser evitados os fatores precipitantes e de agravamento e tratadas as doenças do sono concomitantes. A terapêutica farmacológica nem sempre está indicada.

colesterol da mulher 180x180 - Hipertensão arterial e doenças cardiovasculares

Hipertensão arterial e doenças cardiovasculares

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte nos doentes em diálise. Mas nestes doentes, a par dos fatores de risco tradicionais, como o tabagismo e a diabetes, verificamos a importância de fatores de risco não tradicionais com a hiperfosforemia, o hiperparatiroidismo, a anemia, a inflamação…, e, pelo contrário, assistimos à epidemiologia inversa, pela qual fatores de risco como a hipertensão, a hipercolesterolemia ou a obesidade parecem não interferir de forma clara na morbilidade ou mortalidade.
Enquanto se aguardam recomendações baseadas em evidência robusta, procuramos obter um bom controlo da tensão arterial nestes doentes. A hipertensão associada à DRC é predominante volume-dependente, daí que, após o início de diálise, e desde que se consiga um controlo adequado do peso (ou seja, da volemia), um número substancial de s mantêm-se normotensos. Uma percentagem substancial de doentes, sobretudo doentes com hipertensão essencial preexistente, continua a necessitar de medicamentos hipotensores.
Usamos os mesmos medicamentos hipotensores, as mesmas regras e objetivos do tratamento da tensão arterial na população em geral.
Em diálise, não usamos diuréticos como hipotensores. O melhor tratamento da HTA num doente em diálise é baixar o peso seco e uma dose adequada de diálise.

sonda nasogastrica1 180x180 - Indicações para alimentação entérica por sonda

Indicações para alimentação entérica por sonda

– Anorexia.
– Doenças neurológicas que não permitem alimentação oral.
– Doentes sob ventilação mecânica.
– Doentes médicos ou cirúrgicos graves com necessidades metabólicas elevadas
– Má-nutrição proteica ou calórico-proteica.
– Certas situações:
• Fístulas enterocutâneas – há relatos do maior benefício através de sonda colocada distalmente à fístula.
• Resseção intestinal extensa – o fornecimento de nutrientes por via intestinal favorece a adaptação intestinal.
• Doença de Crohn do intestino delgado.
Pancreatite aguda grave – considerada durante muito tempo indicação para NP, foi demonstrado que a dieta entérica, sobretudo por sonda jejunal, é bem tolerada, embora não esteja demonstrado o seu benefício relativamente à tradicional alimentação nasogástrica.

20100523232031 180x180 - Radiologia (Insuficiência Secundária da SR)

Radiologia (Insuficiência Secundária da SR)

O raio X do abdómen ou TC podem sugerir a causa da insuficiência da SR.
Nos doentes com insuficiência da SR devido a tuberculose, pode observar-se calcificações em 50% dos casos.
Uma SR pequena sugere uma doença poliglandular auto-imune, e uma SR grande bilateralmente aponta para hemorragia, tumores, doenças infecciosas ou infiltrativas.

thrombotic microangiopathy lung 04 8 180x180 - VASCULITES

VASCULITES

São doenças raras, mas potencialmente fatais. O pulmão é o órgão alvo primordial nas Vasculites dos pequenos vasos, dominando os fenómenos de capilarite pulmonar na granulomatose de Wegener, síndrome de Churg-Strauss e a MPA (poliangeíte microscópica).
Na doença AMBG (Síndrome de Goodpasture), há associada lesão renal grave. A vasculite pulmonar pode ocorrer noutras doenças sistémicas (por exemplo, LED, doença de Behçet, etc.) ou ser induzida por alguns fármacos.

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Indicações (Transplantação)

– Doenças não malignas – aplasia medular, talassemia ou drepanocitose, doenças auto-imunes, imunodeficiências, doenças metabólicas.
– Doenças malignas – leucemias agudas e crónicas, linfomas, mielomas, mielodisplasia, doenças mieloproliferativas, alguns tumores sólidos.


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vacinas 01 180x180 - Vacinas Recomendadas em Adultos com Imunodepressão

Vacinas Recomendadas em Adultos com Imunodepressão

De modo geral, os indivíduos com doenças associadas a estados de imunodepressão ou medicados com fármacos imunossupressores, incluindo os transplantados, não devem ser vacinados com vacinas atenuadas (BCG, VOP, varicela, VASPR). Em doentes que recuperem de um estado de imunodepressão, deve ser respeitado um intervalo de 3 meses até à administração de qualquer vacina.
Nos indivíduos infectados por VIH, a imunodepressão celular pode afectar a resposta imunológica às vacinas, pelo que as recomendações gerais aceites para a vacinação em adultos devem ser cumpridas tão precocemente quanto possível no decurso da infecção. Em doentes com má situação imunológica inicial mas com boas perspectivas de resposta à terapêutica anti-retroviral (TARV), pode ser razoável aguardar pela recuperação da imunidade para garantir uma efectividade sustentada das vacinas. Foi descrito um aumento da carga viral do VIH após diferentes vacinações, mas é duvidoso que essas elevações, transitórias, se traduzam num risco aumentado de progressão da doença, sobretudo no actual contexto terapêutico. Para além do cumprimento do PNV, está recomendada a vacinação contra o Streptococcus pneumoniae com a vacina 23-valente. Num estudo de coorte prospectivo observou-se uma redução de cerca de 10 vezes no risco de infecção pneumocócica invasiva nesta população, relativamente à qual se recomenda, adicionalmente, o reforço da vacina 5 anos após a primeira administração. A vacinação contra a gripe consta das recomendações actuais da DGS, embora seja duvidosa a sua utilidade em doentes com situação imunitária avançada, designadamente com contagens de CD4 <200 células/mm3. A DGS considera, também, o reforço da Hib, quando aplicável, mas não a sua administração pela primeira vez. Das vacinas vivas incluídas no PNV, a BCG é a única contra-indicada, em qualquer fase da infecção (sintomática ou assintomática), devido ao risco de doença associada à estirpe vacinal. A vacina inactivada da poliomielite (VIP) deve ser a preferida nestes doentes. Em doentes que viajam para zonas endémicas, a vacinação contra a febre amarela poderá ser considerada, particularmente em doentes com boa situação imunitária, embora a sua segurança não esteja estabelecida, devendo ser feita uma cuidadosa ponderação entre os riscos e os benefícios desta intervenção. Quando esteja indicada a vacina contra a febre tifóide, deve ser utilizada a vacina inactivada.

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Vaginites

As vaginites constituem causa de sintomatologia frequente na população feminina, sendo por isso motivo de um grande volume de consultas de ginecologia. São também responsáveis por dor e desconforto genital que, quando intensos, podem ter consequências importantes em termos de abstinência laboral/escolar, actividade sexual/relacionamento conjugal.
A sintomatologia associada às vaginites é muito variável, e pode ter um largo espectro de etiologias. As causas mais comuns de vaginite são a vaginose bacteriana (22-50% das mulheres sintomáticas); candidíases vulvovaginais (17-39%) e tricomoníases (4-35%); 7 a 72% das mulheres com vaginite podem permanecer sem diagnóstico. Neste último grupo, a sintomatologia pode ser causada por situações como vaginite atrófica, química, alérgica, alterações dermatológicas vulvares e vulvodínia.
A acrescentar ao diagnóstico diferencial que esta situação coloca, existe o facto de se encontrarem frequentemente associadas a DTS (doenças transmitidas sexualmente), e a resultados reprodutivos adversos em mulheres grávidas e não grávidas.
O tratamento implica um diagnóstico correcto e deve ser direccionado, sempre que possível, para a etiologia. Está ainda por definir uma conduta terapêutica consensual em situações específicas como a gravidez, a pós-menopausa, as diabéticas e as mulheres com infecção pelo VIH.

Antibabypille 180x180 - Contracepção Hormonal

Contracepção Hormonal

O controlo voluntário da fertilidade assume contornos de maior importância na nossa sociedade, em que a expectativa dos casais passa em muitos casos por ter apenas um ou dois filhos. Assim sendo, a contracepção ocupa uma parte substancial da vida reprodutiva da mulher. O conceito de saúde reprodutiva implica que as pessoas possam ter uma vida sexual satisfatória e segura e que tenham a capacidade de se reproduzir e decidir se, quando e com que frequência o fazem. Esta última condição pressupõe o direito de homens e mulheres a serem informados e terem acesso a métodos de planeamento familiar da sua escolha, que sejam seguros e eficazes. As actividades de planeamento familiar constituem uma componente fundamental da prestação de cuidados em saúde reprodutiva. Os métodos de contracepção utilizados dependem de múltiplos factores, como a idade, existência de doenças crónicas, condições socioeconómicas ou inclusive características culturais do meio em que o casal se insere.
O uso de contracepção hormonal faz parte da prática clínica e dos programas de planeamento familiar há mais de 40 anos e foi uma das intervenções de saúde pública com mais sucesso no século XX. Actualmente são numerosas as opções de contracepção hormonal, sendo igualmente múltiplas as vias de administração. Os modernos contraceptivos hormonais têm menores riscos, mesmo em mulheres com patologia, e apresentam mesmo consideráveis benefícios não contraceptivos. Para evitar os riscos e obter esses benefícios, o clínico deverá sempre ter em conta, quando prescreve um contraceptivo hormonal, a medicina baseada na evidência, especialmente em mulheres com determinados factores de risco ou patologias (idade superior a 35 anos, hábitos tabágicos, hipertensão, dislipidemias, diabetes, enxaquecas, doença fibroquística da mama, fibroadenoma ou história familiar de cancro da mama, leiomiomas uterinos, amamentação, medicação concomitante, período pré-operatório, antecedentes de tromboembolismo venoso, estados de hipercoagulabilidade, terapêutica anticoagulante, obesidade, lúpus eritematoso sistémico, anemia falciforme, depressão e infecção por VIH).

Herpes zoster 14 180x180 - Dermatofitias

Dermatofitias

As dermatofitias são doenças causadas por fungos dermatófitos, cujos agentes mais frequentes são o Microsporum canis e o Tricophytum rubrum. Podem infestar a pele, as unhas e os cabelos.
Clinicamente, a lesão elementar na pele é uma pápula eritematosa que cresce de modo centrífugo, assumindo a lesão um aspecto grosseiramente circular ou policíclico, de contornos irregulares, com bordo elevado, descamativo e com aparente cura central. As lesões podem ser únicas ou múltiplas e o prurido é quase constante.
As tinhas das unhas ou onicomicoses iniciam-se, geralmente, com atingimento de uma unha, mais frequentemente dos pés, sendo comum a progressão para as restantes unhas.
Tipicamente, a lesão inicial é uma mancha branca ou amarelada no bordo livre, com posterior envolvimento e espessamento de toda a unha.
A tinha do couro cabeludo afecta, preferencialmente, as crianças. Consideram-se três tipos clínicos distintos: a microspórica, a tricofítica e a inflamatória. A tinha microspórica caracteriza-se pelo aparecimento de várias áreas circulares de alopecia em que se visualizam cotos de cabelo fracturado; na tricofítica, a lesão de alopecia pode ser única, circular, de superfície descamativa, sem cotos de cabelo fracturado. Na tinha inflamatória, observam-se nódulos inflamatórios, exsudativos e dolorosos no couro cabeludo.