Artigos

0018 0010 180x180 - Metotrexato (Artrite Reumatóide)

Metotrexato (Artrite Reumatóide)

• Metotrexato – este é o fármaco atualmente mais utilizado como terapêutica de fundo na AR e, possivelmente, o mais eficaz. Atua inibindo o metabolismo dos folatos. É administrado por via oral ou parentérica na dose de 7,5 mg a 25 mg/semana (dose única semanal).
A dose inicial habitual é de 7,5 a 10 mg/semana por via oral, aumentando-se gradualmente a dosagem até ao aparecimento dos efeitos benéficos. O seu início de ação dá-se a partir das 6 semanas. Está comprovadamente demonstrada a sua eficácia, quer na melhoria clínica, quer laboratorial (com diminuição da VS e PCR), quer no atraso da progressão das lesões radiológicas. E suscetível de poder originar remissões parciais ou totais da doença.
E um fármaco com toxicidade potencial sobre o pulmão e sobre o fígado (possibilidade de fibrose progressiva), sendo estas as complicações mais temíveis. Os efeitos secundários mais habituais são, contudo, queixas dispépticas (20%), mucosites (7%), erupções cutâneas, citopenias, que habitualmente não obrigam à interrupção do fármaco. A teratogenicidade do fármaco é bem conhecida, estando descritas anomalias esqueléticas, hidrocefalia e anencefalia. Os doentes de ambos os sexos submetidos a esta terapêutica devem adotar medidas eficazes anticoncepcionais.
Antes de iniciar a terapêutica é obrigatória uma avaliação laboratorial com estudo da função renal, hepática, hemograma e determinação das serologias das hepatites B e C. O radiograma de tórax deve fazer também parte da avaliação inicial e ser repetido anualmente. O metotrexato não deve ser administrado a doentes com insuficiência renal. A monitorização da terapêutica obriga à realização de análises de 6/6 semanas, incluindo o hemograma, a função renal, transaminases e a albumina sérica.
Com o objectivo de reduzir alguns dos potenciais efeitos tóxicos deste fármaco, alguns autores adicionam o ácido fólico (1 mg/l-2xsemana p.o.) ou o ácido folínico (5 mg/l-2xsemana p.o.) ao metotrexato, sem diminuição aparente da eficácia terapêutica.

paquete papanicolau guadalajara 180x180 - Recomendações na Prescrição de Contraceptivos Orais

Recomendações na Prescrição de Contraceptivos Orais

– Na maioria das utentes a 1.ª escolha poderá passar por um contraceptivo oral de baixa dosagem estrogénica (20 a 35 ug de EE (etinilestradiol).
– As pílulas trifásicas têm maior incidência de efeitos secundários relacionados com as dosagens de estrogénios.
– Os efeitos secundários associados aos estrogénios, como tensão mamária, náuseas, aumento de peso ou alterações do humor são bastante menos frequentes com os contraceptivos de baixa dosagem de etinilestradiol (15 a 20 (ig).
– Na persistência da tensão mamária, apesar da redução de EE, substituir por composto com maior actividade progestagénica, como os contraceptivos com levonorgestrel.
– A hemorragia intermenstrual pode ocorrer com qualquer contraceptivo durante os primeiros três ciclos.
– Hemorragia anormal ocorre na 2.ª fase do ciclo (quantidade insuficiente de progestagénio para manter o endométrio secretor nesta fase). Opção de tratamento: transição para um contraceptivo trifásico que apresenta doses crescentes de progestagénio.
– Hemorragia anormal ocorre na 1.ª fase do ciclo (quantidade de estrogénio insuficiente).
Opção de tratamento: aumento na dosagem de EE.
– Situações com concomitante necessidade de tratamento de manifestações androgénio-dependentes (acne, seborreia, alopecia androgénica e formas ligeiras de hirsutismo): optar por contraceptivo com progestagénio de propriedades anti-androgénicas, como é o caso da ciproterona.

1024px Lyrica 180x180 - Lyrica

Lyrica

PRG – lyrica – cápsulas de 75, 150 mg.
• Indicação – o uso da PRG é preponderante no tratamento da dor, no entanto, está aprovada como coadjuvante nas crises parciais do adulto.
• Mecanismo de ação – atua nos canais de cálcio dependentes da voltagem.
• Metabolismo e excreção – não tem metabolização hepática, nem ligação às proteínas plasmáticas. A excreção é renal (98%).
• Administração – para evitar as reações adversas, deve iniciar-se com 75 a 150 mg/dia e titular progressivamente até doses de 300-600 mg/dia.
• Efeitos adversos e interações – não interage com outras medicações, nem se conhecem efeitos idiossincráticos. Os mais frequentes como as tonturas, sonolência, ganho de peso e ataxia, são dependentes da dosagem.