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oncologia 180x180 - Complicações

Complicações

Podem ser decorrentes do tratamento (condicionamento) com quimioterapia de alta dose ou RT (geralmente agudas e precoces), da DECH (doença do enxerto contra hospedeiro), na transplantação alogénica (resultante da aloreactividade de linfócitos competentes do dador sobre antigénios do organismo do receptor) e da imunossupressão de longa duração. Na transplantação autóloga, a mortalidade é de 0 a 5%, aumentando proporcionalmente ao grau de disparidade receptor-dador na transplantação alogénica.
– Infecciosas – as precoces são geralmente decorrentes da neutropenia e devem-se a infecções bacterianas ou fúngicas; tardiamente e decorrentes da imunossupressão de DECH e de fármacos, há causas virais (CMV – Citomegalovirus) e fúngicas (Pneumocystis).
– DECH – é a causa mais frequente de morte do doente transplantado e a complicação mais importante da transplantação alogénica; as formas agudas (até 100 dias) têm manifestações na pele, intestino e fígado; as formas crónicas simulam doenças auto-imunes e têm manifestações nas mucosas e pele.
– Hepáticas – a doença veno-oclusiva é rara (1-5% dos casos), mas pode ser grave e fatal.
– Pulmão – a pneumonite intersticial ou bronquiolite obliterante podem complicar a transplantação (relacionadas com quimio e RT).

dermatite por cimento 1 180x180 - Terapêutica sistémica (Eczemas de Causa Externa)

Terapêutica sistémica (Eczemas de Causa Externa)

Pode justificar-se em situações muito agudas e extensas.
A corticoterapia sistémica, de preferência oral (que permite melhor controlo da dose administrada), na dose inicial de 0,5 a 1 mg/kg de prednisona/prednisolona ou equivalente, é frequentemente utilizada. A administração é feita por períodos curtos, devendo fazer-se redução progressiva da dose.
. A antibioterapia sistémica (macrólidos ou flucloxacilina) encontra justificação quando há suspeita ou evidência de infecção secundária.
• Os anti-histamínicos orais, sobretudo a hidroxizina, têm acção antipruriginosa e são úteis nas fases mais agudas, na dose de 25 mg/2-3xdia; após a melhoria do eczema pode ser reduzida para 25 mg à noite. A acção antipruriginosa dos outros anti-histamínicos, em especial, os de 2.ª geração, é diminuta, pelo que a sua administração não tem utilidade.
• Nos eczemas crónicos, particularmente nos eczemas alérgicos, em que a eliminação dos factores causais seja difícil, tem sido advogada a utilização de ciclosporina A e a fototerapia tópica; são, contudo, terapêuticas de excepção, que deverão ser muito bem ponderadas e reservadas para o dermatologista.

cerivastatina oral 1024x793 180x180 - Terapêutica da DPOC Estável - bupropiona

Terapêutica da DPOC Estável – bupropiona

A bupropiona, utilizada inicialmente como antidepressivo, mostrou-se eficaz na desabituação tabágica pela sua ação inibidora da recaptação da dopamina, aumentando os níveis extracelulares desta e reduzindo assim os sintomas de abstinência.
A dose habitual aconselhada é de 300 mg/dia dividida em 2 tomas com intervalo mínimo de 8 horas. O tratamento deverá ser iniciado com 150 mg/dia na primeira semana.
A duração recomendada é de 7 a 12 semanas. O efeito secundário mais importante é a insónia, razão pela qual deve ser administrado o mais cedo possível. As convulsões são o maior risco do fármaco, pelo que está contra-indicado em doentes com epilepsia ou antecedentes de convulsões, tumor do SNC, doença bipolar, dependência de psicofármacos, abuso de álcool ou doença hepática grave. A toma de fármacos que reduzam o limiar convulsivante (como teofilina e corticóides sistémicos) são uma contra-indicação relativa. A associação com TSN é sugerida por muitos autores para casos de fumadores com elevada carga tabágica.

Articulo Principal infecciones 180x180 - Dose e Via de Administração (Adrenalina)

Dose e Via de Administração (Adrenalina)

Idealmente aplicada por via i.m., o local de eleição deverá ser a face lateral da coxa.
A dose inicial será de 0,3 a 0,5 ml no adulto, de uma solução 1:1000 (0,3 a 0,5 mg).
Na criança deve ser respeitada a dosagem de 0,01 ml/kg, sendo usada a partir dos 12 anos a dose de 0,3 ml. Recentemente e para facilitar o uso deste fármaco, recomendam-se as seguintes dosagens pediátricas – 6 a 12 anos: 0,25 ml (0,25 mg); crianças dos 6 meses aos 6 anos: 0,12 ml (0,12 mg) e crianças com menos de 6 meses: 0,05 ml (0,05 mg). Recomendamos, no primeiro ano de vida, a preparação da diluição de 1:10000 (1 ml de adrenalina diluído em 9 ml de soro fisiológico), sendo então a dose recomendada de 0,1 ml/kg). De acordo com a resposta clínica sugere-se a repetição de doses de 15/15 ou de 20/20 minutos, até três administrações; no caso de não se verificar resposta, o tratamento deverá continuar em unidades de cuidados intensivos, recorrendo-se à administração e.v. do fármaco (em diluições de 1:10000 ou de 1:100000).
Para uso em ambulatório em doentes de risco anafiláctico, temos disponível no mercado nacional kits para auto-administração de adrenalina, em dose de adulto (0,30 mg) e pediátrica (0,15 mg). Consiste num sistema auto-injector que, após se retirar uma tampa de segurança, administra uma dose de adrenalina ao aplicar-se sobre a pele com uma leve pressão. Tal como é internacionalmente referido, a maioria dos doentes com estas situações não têm ainda acesso a este recurso terapêutico, o qual deve ser considerado mandatório. O paciente/família/amigos devem ser informados sobre o modo de utilização e que a sua aplicação não dispensa o recurso subsequente a um serviço de urgência para melhor caracterização e orientação terapêutica do episódio de anafilaxia.

medico remedios 01 180x180 - Prevenção Primária (HDA na Hipertensão Portal)

Prevenção Primária (HDA na Hipertensão Portal)

—> Propranolol ou nadolol em doses crescentes até pulso 55-60/minutos ou TA sistólica 90 mmHg. Depois do acerto da dose, o propranolol pode ser administrado em forma de acção prolongada ao fim da tarde: protege durante a noite (maior frequência de ruptura de varizes esofágicas) e o doente sente-se menos cansado durante o dia.
—> Laqueação elástica (LE) – parece provado que a LE, sessões repetidas até obliteração das varizes esofágicas, é mais eficaz que os bloqueantes. E está indicada com certeza se houver ruptura de varizes esofágicas sob terapêutica farmacológica preventiva, ou efeitos colaterais significativos dos bloqueantes.

Farmacocinetica 180x180 - Azatioprina (Artrite Reumatóide)

Azatioprina (Artrite Reumatóide)

• Azatioprina – a azatioprina é um fármaco imunossupressor, análogo das purinas, que interfere com a síntese de adenosina e guanina, utilizado na AR em doentes que não responderam a outras terapêuticas, a maior parte das vezes em associação com outras terapêuticas de fundo. A dose habitual é de 1 a 2,5 mg/kg/dia/p.o.
A dose deve ser reduzida em caso de associação terapêutica com o alopurinol ou em caso de insuficiência renal.
A monitorização dos efeitos tóxicos deve ser apertada, nomeadamente através da realização periódica de hemograma. A contagem leucocitária não deverá descer abaixo das 3000 células/ml.
A melhoria pode iniciar-se aos 3 a 6 meses de tratamento.
Um dos efeitos indesejáveis a ter em conta é a possibilidade de ocorrência de neoplasias linforecticulares, apesar de não estar absolutamente esclarecida a eventual relação deste fármaco com uma probabilidade acrescida de ocorrência desse tipo de neoplasias. Outros efeitos adversos incluem a hepatotoxicidade, a leucopenia a trombocitopenia ou anemia, infeções oportunistas e queixas dispépticas.

Pagets disease R coxal 180x180 - Nitrato de gálio (Doença Óssea de Paget)

Nitrato de gálio (Doença Óssea de Paget)

É também um inibidor da reabsorção óssea.
Produz uma redução do turnover ósseo relacionado com a dose. São, no entanto, necessários estudos mais aprofundados sobre este fármaco.

Tablets 1362134212 44 180x180 - Antidepressivos II

Antidepressivos II

Do ponto de vista farmacológico, os SSRI têm efeitos anticolinérgicos mínimos ou nulos, sendo também muito mais seguros no plano cardiológico; as reacções adversas mais frequentes traduzem-se por manifestações gastrintestinais, nomeadamente desconforto abdominal, náuseas e vómitos; podem também causar alguma ansiedade e inquietação, a par de insónia; em regra, estas reacções adversas declinam com a continuação do tratamento. Por outro lado, as formulações disponíveis permitem esquemas posológicos simples, quase sempre em toma única, sem necessidade de titulação da dose e com doses óptimas sujeitas a fraca variação interindividual.
A par do crescente reconhecimento, pela comunidade médica e pela própria opinião pública, da importância clínica e social da depressão, a disponibilização de meios farmacológicos simples e eficazes veio banalizar o tratamento da depressão num sentido positivo. De forma mais notória ao longo dos últimos 10 anos, os tipos comuns de depressão ambulatória passaram a ser reconhecidos e tratados adequadamente em clínica geral, com vantagem para o doentes e para os próprios serviços de saúde.
Em anos mais recentes, surgiram os chamados SNRI, sendo a venlafaxina o composto de referência deste grupo. São antidepressivos que inibem selectivamente a recaptação da serotonina e da noradrenalina; no que diz respeito à tolerabilidade e reacções adversas, têm um perfil próximo do observado com os SSRI.
No que se refere à eficácia antidepressiva, há indicações de que os clássicos tricíclicos oferecem vantagens nas formas graves de depressão, e em particular nas depressões melancólicas ou endógenas. No caso de resistência terapêutica aos antidepressivos de nova geração, o recurso a tricíclicos permite, com frequência, a obtenção de melhorias clínicas, parecendo certo que o inverso raramente sucede. Há também dados sugestivos de que a venlafaxina, utilizada em doses altas, tem uma eficácia comparável à dos tricíclicos. Aliás, em anos recentes, assistiu-se a uma revisão das doses úteis de venlafaxina, no sentido do uso de doses mais elevadas do que as inicialmente propostas, pelo menos nas depresssõs intensas e/ou graves.

vacina 10241 180x180 - Vacinação contra o Tétano e Difteria

Vacinação contra o Tétano e Difteria

Nos adultos (ou indivíduos com mais de 13 anos) não vacinados previamente, deve ser feita com a formulação Td (dose diftérica reduzida). A vacina é inactivada, contendo os toxóides tetânico e diftérico, sendo administrada em 3 doses, sendo as duas primeiras separadas por 4 semanas e a terceira 6-12 meses após a segunda. O reforço deve ser dado 10 anos após a última toma, tal como aos indivíduos vacinados na infância. As reações locais são as mais frequentes, com formação de nódulo local, persistente. As reações febris, hipotensão e vertigem estão descritas como mais frequentes em indivíduos com múltiplos reforços vacinais.

com

Tetraciclinas II

As reacções adversas gastrintestinais são dependentes da dose. Podem ocorrer, raramente, reacções de hipersensibilidade (urticária, angioedema, exantema morbiliforme, fotossensibilidade, até choque anafiláctico), que indicam intolerância a todos os representantes da classe, pelo que todas as tetraciclinas estão contra-indicadas em doentes com antecedentes de alergia a qualquer uma delas. A descoloração irreversível, negra ou azulada, das gengivas pode ocorrer com tratamentos prolongados, particularmente com minociclina. Outras reacções adversas raras incluem glossite, descoloração da língua, cefaleias, síndrome vertiginosa (sobretudo minocilcina), eosinofilia, esteatohepatite e pseudotumor cerebri (em crianças).
Atravessam a barreira placentária, são embriotóxicas e atingem concentrações elevadas no leite materno, embora sejam queladas pelo cálcio do leite, não atingindo concentrações elevadas no lactente. Pela possibilidade de ocorrência de pigmentação amarela ou acinzentada permanente das peças dentárias, não se recomenda a sua utilização em grávidas, durante o aleitamento, ou em crianças com menos de 12 anos.
Devem ser utilizadas com precaução em doentes com insuficiência renal, uma vez que podem agravar a azotemia. Na ausência de alternativas, a doxiciclina e a tigeciclina são as mais adquadas, não necessitando de ajuste da dose diária e não sendo hemodialisáveis nem hemofiltráveis. Em doentes com infecções por espiroquetas, o tratamento com tetraciclinas pode associar-se a reacção de Jarisch-Herxheimer.
– Interacções – têm efeito antagónico com penicilina, tendo sido associadas a baixas taxas de resposta clínica em meningite, pelo que esta combinação deve ser evitada. A doxiciclina tem interacções com metoxiflurano, fenitoína, carbamazepina e barbitúricos.
A absorção da doxiciclina e minociclina é reduzida por alimentos e antiácidos.
– Posologia e administração – são antibióticos de 1.ª linha no tratamento de febre escaro-nodular, febre Q, infecções por Bartonella hensellae e Ehrlichia chaffeensis, pneumonia por Chlamydophila pneumoniae e C. psittaci, e, em combinação com rifampicina e/ou estreptomicina ou gentamicina, a doxiciclina constitui tratamento de referência da brucelose. Por ser activa contra pneumococos, H. influenzae, M. catarrhalis e agentes associados com pneumonia atípica, a doxiciclina é adequada ao tratamento das infecções das vias respiratórias tratáveis no domicílio, incluindo pneumonia, embora, neste caso, seja geralmente considerada um fármaco de 2.ª linha atendendo a taxas crescentes de resistência em pneumococos. Sendo activas contra Calymmatobacterium granulomatis e C. trachomatis, mas não contra U. urealyticum, devem ser consideradas alternativas para o tratamento em monoterapia da uretrite não gonocócica.
A doxiciclina, em combinação com quinina, é recomendada no tratamento de formas graves de malária por P falciparum, mas o risco de fototoxicidade torna-a menos adequada para a profilaxia em viajantes para regiões endémicas. Podem ser utilizados como alternativa à penicilina no tratamento da leptospirose e das infecções por Actinomyces israelii. A tigeciclina pode ser útil no tratamento de infecções por SASM, SARM e ERV (enterococos resistentes à vancomicina), embora a experiência acumulada com este fármaco no tratamento de sépsis seja, ainda, limitada. A minociclina não deve ser, actualmente, utilizada na profilaxia da doença meningocócica, atendendo à possibilidade de ocorrência de síndrome vertiginosa e à disponibilidade de alternativas com melhor tolerabilidade (ciprofloxacina, rifampicina). As doses diárias recomendadas são de 100 mg 12/12 horas (200 mg na 1.ª toma) para a doxiciclina e minociclina, p.o., e de 50 mg 12/12 horas (100 mg na 1.ª toma) para a tigeciclina, e.v..