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ALFENTANIL 81 13027 1 180x180 - Alfentanil

Alfentanil

O alfentanil é um opióide sintético, com um pico de ação em 1 minuto. O seu metabolismo é hepático mas não apresenta metabolitos ativos. As doses teoricamente não precisam de ser ajustadas na insuficiência renal ou hepática, mas pode haver necessidade de alguma diminuição de dose.
– Apresentação: 50 M-g/ml em ampolas de 2 ml (1 mg) ou 10 ml (5 mg).
– Bolus: 5 a 10 (ig/kg.
– Perfusão: 5 a 30 ng/kg/hora.
– Sugestão (para 70 kg): diluir 15 mg em 50cc e perfundir 1 a 7 ml/hora (no doente não ventilado não deverão ser ultrapassados os 2 ml/hora).

oncologia 180x180 - Náuseas e Vómitos Induzidos pela Quimioterapia

Náuseas e Vómitos Induzidos pela Quimioterapia

Tradicionalmente é um dos problemas que com mais frequência se associa à quimioterapia e que os doentes mais receiam.
Descrevem-se três tipos de emese relacionada com a quimioterapia: aguda, tardia e antecipatória. A emese aguda é a que se verifica nas primeiras 24 horas após a administração da terapêutica, a tardia a que ocorre depois das 24 horas e antecipatória a que se regista antes da administração da terapêutica. A emese aguda ocorre sempre enquanto as duas outras formas não são obrigatórias.
Esta última forma de emese (antecipatória) constitui um reflexo condicionado e resulta de um controlo deficiente da emese aguda; com a generalização dos diferentes e potentes antieméticos actualmente disponíveis, é hoje um problema pouco frequente.
A emese aguda é a forma mais frequente e sobre a qual importa ter o melhor controlo possível (até porque um controlo insuficiente repercute-se sobre as outras formas referidas).
Depende dos fármacos, da dose, da via, do tempo de administração e das associações de citotóxicos: há fármacos que claramente provocam muito mais emese (cisplatina, por exemplo) e outros quase sem este tipo de efeito (5-FU, por exemplo). Os agentes a utilizar dependem, portanto, do potencial emetogénico de cada fármaco (existem tabelas que definem esta característica para cada um dos citostáticos e para alguns dos regimes mais frequentes). A regra geral é utilizar um corticóide (dexametasona) antes da administração da quimioterapia; em função do potencial emetogénico desta, pode-se associar um antiemético fraco – metoclopramida – ou mais potente, do tipo dos antagonistas dos receptores tipo 3 da serotoniraa (ondansetron, granisetron, tropisetron, dolasetron). Em situações menos frequentes, pode ainda ser necessário acrescentar uma terceira classe de antieméticos – os antagonistas dos receptores tipo 1 da neuroquinina (aprepitant).
Este último grupo reserva-se também para os regimes a que se associa com mais frequência a emese tardia. Para a prevenção deste problema é muito útil associar um corticóide durante 24 a 72 horas após a terapêutica. Com excepção do palonosetron (administrado antes da terapêutica), não está demonstrada a utilidade de fazer outros antagonistas dos receptores tipo 3 da serotonina após a quimioterapia. Na emese tardia pode-se associar também metoclopramida nos primeiros dias.

oncologia 180x180 - Complicações

Complicações

Podem ser decorrentes do tratamento (condicionamento) com quimioterapia de alta dose ou RT (geralmente agudas e precoces), da DECH (doença do enxerto contra hospedeiro), na transplantação alogénica (resultante da aloreactividade de linfócitos competentes do dador sobre antigénios do organismo do receptor) e da imunossupressão de longa duração. Na transplantação autóloga, a mortalidade é de 0 a 5%, aumentando proporcionalmente ao grau de disparidade receptor-dador na transplantação alogénica.
– Infecciosas – as precoces são geralmente decorrentes da neutropenia e devem-se a infecções bacterianas ou fúngicas; tardiamente e decorrentes da imunossupressão de DECH e de fármacos, há causas virais (CMV – Citomegalovirus) e fúngicas (Pneumocystis).
– DECH – é a causa mais frequente de morte do doente transplantado e a complicação mais importante da transplantação alogénica; as formas agudas (até 100 dias) têm manifestações na pele, intestino e fígado; as formas crónicas simulam doenças auto-imunes e têm manifestações nas mucosas e pele.
– Hepáticas – a doença veno-oclusiva é rara (1-5% dos casos), mas pode ser grave e fatal.
– Pulmão – a pneumonite intersticial ou bronquiolite obliterante podem complicar a transplantação (relacionadas com quimio e RT).

dermatite por cimento 1 180x180 - Terapêutica sistémica (Eczemas de Causa Externa)

Terapêutica sistémica (Eczemas de Causa Externa)

Pode justificar-se em situações muito agudas e extensas.
A corticoterapia sistémica, de preferência oral (que permite melhor controlo da dose administrada), na dose inicial de 0,5 a 1 mg/kg de prednisona/prednisolona ou equivalente, é frequentemente utilizada. A administração é feita por períodos curtos, devendo fazer-se redução progressiva da dose.
. A antibioterapia sistémica (macrólidos ou flucloxacilina) encontra justificação quando há suspeita ou evidência de infecção secundária.
• Os anti-histamínicos orais, sobretudo a hidroxizina, têm acção antipruriginosa e são úteis nas fases mais agudas, na dose de 25 mg/2-3xdia; após a melhoria do eczema pode ser reduzida para 25 mg à noite. A acção antipruriginosa dos outros anti-histamínicos, em especial, os de 2.ª geração, é diminuta, pelo que a sua administração não tem utilidade.
• Nos eczemas crónicos, particularmente nos eczemas alérgicos, em que a eliminação dos factores causais seja difícil, tem sido advogada a utilização de ciclosporina A e a fototerapia tópica; são, contudo, terapêuticas de excepção, que deverão ser muito bem ponderadas e reservadas para o dermatologista.

cerivastatina oral 1024x793 180x180 - Terapêutica da DPOC Estável - bupropiona

Terapêutica da DPOC Estável – bupropiona

A bupropiona, utilizada inicialmente como antidepressivo, mostrou-se eficaz na desabituação tabágica pela sua ação inibidora da recaptação da dopamina, aumentando os níveis extracelulares desta e reduzindo assim os sintomas de abstinência.
A dose habitual aconselhada é de 300 mg/dia dividida em 2 tomas com intervalo mínimo de 8 horas. O tratamento deverá ser iniciado com 150 mg/dia na primeira semana.
A duração recomendada é de 7 a 12 semanas. O efeito secundário mais importante é a insónia, razão pela qual deve ser administrado o mais cedo possível. As convulsões são o maior risco do fármaco, pelo que está contra-indicado em doentes com epilepsia ou antecedentes de convulsões, tumor do SNC, doença bipolar, dependência de psicofármacos, abuso de álcool ou doença hepática grave. A toma de fármacos que reduzam o limiar convulsivante (como teofilina e corticóides sistémicos) são uma contra-indicação relativa. A associação com TSN é sugerida por muitos autores para casos de fumadores com elevada carga tabágica.

Articulo Principal infecciones 180x180 - Dose e Via de Administração (Adrenalina)

Dose e Via de Administração (Adrenalina)

Idealmente aplicada por via i.m., o local de eleição deverá ser a face lateral da coxa.
A dose inicial será de 0,3 a 0,5 ml no adulto, de uma solução 1:1000 (0,3 a 0,5 mg).
Na criança deve ser respeitada a dosagem de 0,01 ml/kg, sendo usada a partir dos 12 anos a dose de 0,3 ml. Recentemente e para facilitar o uso deste fármaco, recomendam-se as seguintes dosagens pediátricas – 6 a 12 anos: 0,25 ml (0,25 mg); crianças dos 6 meses aos 6 anos: 0,12 ml (0,12 mg) e crianças com menos de 6 meses: 0,05 ml (0,05 mg). Recomendamos, no primeiro ano de vida, a preparação da diluição de 1:10000 (1 ml de adrenalina diluído em 9 ml de soro fisiológico), sendo então a dose recomendada de 0,1 ml/kg). De acordo com a resposta clínica sugere-se a repetição de doses de 15/15 ou de 20/20 minutos, até três administrações; no caso de não se verificar resposta, o tratamento deverá continuar em unidades de cuidados intensivos, recorrendo-se à administração e.v. do fármaco (em diluições de 1:10000 ou de 1:100000).
Para uso em ambulatório em doentes de risco anafiláctico, temos disponível no mercado nacional kits para auto-administração de adrenalina, em dose de adulto (0,30 mg) e pediátrica (0,15 mg). Consiste num sistema auto-injector que, após se retirar uma tampa de segurança, administra uma dose de adrenalina ao aplicar-se sobre a pele com uma leve pressão. Tal como é internacionalmente referido, a maioria dos doentes com estas situações não têm ainda acesso a este recurso terapêutico, o qual deve ser considerado mandatório. O paciente/família/amigos devem ser informados sobre o modo de utilização e que a sua aplicação não dispensa o recurso subsequente a um serviço de urgência para melhor caracterização e orientação terapêutica do episódio de anafilaxia.

medico remedios 01 180x180 - Prevenção Primária (HDA na Hipertensão Portal)

Prevenção Primária (HDA na Hipertensão Portal)

—> Propranolol ou nadolol em doses crescentes até pulso 55-60/minutos ou TA sistólica 90 mmHg. Depois do acerto da dose, o propranolol pode ser administrado em forma de acção prolongada ao fim da tarde: protege durante a noite (maior frequência de ruptura de varizes esofágicas) e o doente sente-se menos cansado durante o dia.
—> Laqueação elástica (LE) – parece provado que a LE, sessões repetidas até obliteração das varizes esofágicas, é mais eficaz que os bloqueantes. E está indicada com certeza se houver ruptura de varizes esofágicas sob terapêutica farmacológica preventiva, ou efeitos colaterais significativos dos bloqueantes.

Farmacocinetica 180x180 - Azatioprina (Artrite Reumatóide)

Azatioprina (Artrite Reumatóide)

• Azatioprina – a azatioprina é um fármaco imunossupressor, análogo das purinas, que interfere com a síntese de adenosina e guanina, utilizado na AR em doentes que não responderam a outras terapêuticas, a maior parte das vezes em associação com outras terapêuticas de fundo. A dose habitual é de 1 a 2,5 mg/kg/dia/p.o.
A dose deve ser reduzida em caso de associação terapêutica com o alopurinol ou em caso de insuficiência renal.
A monitorização dos efeitos tóxicos deve ser apertada, nomeadamente através da realização periódica de hemograma. A contagem leucocitária não deverá descer abaixo das 3000 células/ml.
A melhoria pode iniciar-se aos 3 a 6 meses de tratamento.
Um dos efeitos indesejáveis a ter em conta é a possibilidade de ocorrência de neoplasias linforecticulares, apesar de não estar absolutamente esclarecida a eventual relação deste fármaco com uma probabilidade acrescida de ocorrência desse tipo de neoplasias. Outros efeitos adversos incluem a hepatotoxicidade, a leucopenia a trombocitopenia ou anemia, infeções oportunistas e queixas dispépticas.

Pagets disease R coxal 180x180 - Nitrato de gálio (Doença Óssea de Paget)

Nitrato de gálio (Doença Óssea de Paget)

É também um inibidor da reabsorção óssea.
Produz uma redução do turnover ósseo relacionado com a dose. São, no entanto, necessários estudos mais aprofundados sobre este fármaco.

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Antidepressivos II

Do ponto de vista farmacológico, os SSRI têm efeitos anticolinérgicos mínimos ou nulos, sendo também muito mais seguros no plano cardiológico; as reacções adversas mais frequentes traduzem-se por manifestações gastrintestinais, nomeadamente desconforto abdominal, náuseas e vómitos; podem também causar alguma ansiedade e inquietação, a par de insónia; em regra, estas reacções adversas declinam com a continuação do tratamento. Por outro lado, as formulações disponíveis permitem esquemas posológicos simples, quase sempre em toma única, sem necessidade de titulação da dose e com doses óptimas sujeitas a fraca variação interindividual.
A par do crescente reconhecimento, pela comunidade médica e pela própria opinião pública, da importância clínica e social da depressão, a disponibilização de meios farmacológicos simples e eficazes veio banalizar o tratamento da depressão num sentido positivo. De forma mais notória ao longo dos últimos 10 anos, os tipos comuns de depressão ambulatória passaram a ser reconhecidos e tratados adequadamente em clínica geral, com vantagem para o doentes e para os próprios serviços de saúde.
Em anos mais recentes, surgiram os chamados SNRI, sendo a venlafaxina o composto de referência deste grupo. São antidepressivos que inibem selectivamente a recaptação da serotonina e da noradrenalina; no que diz respeito à tolerabilidade e reacções adversas, têm um perfil próximo do observado com os SSRI.
No que se refere à eficácia antidepressiva, há indicações de que os clássicos tricíclicos oferecem vantagens nas formas graves de depressão, e em particular nas depressões melancólicas ou endógenas. No caso de resistência terapêutica aos antidepressivos de nova geração, o recurso a tricíclicos permite, com frequência, a obtenção de melhorias clínicas, parecendo certo que o inverso raramente sucede. Há também dados sugestivos de que a venlafaxina, utilizada em doses altas, tem uma eficácia comparável à dos tricíclicos. Aliás, em anos recentes, assistiu-se a uma revisão das doses úteis de venlafaxina, no sentido do uso de doses mais elevadas do que as inicialmente propostas, pelo menos nas depresssõs intensas e/ou graves.