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Figura41 1 1 180x180 - Úlcera

Úlcera

Tem sido hábito agrupar as causas de HDA em não-varicosa e ruptura de varizes esofágicas (pela gravidade e terapêuticas específicas que esta impõe). A incidência anual de HDA não-varicosa varia entre 45-170/100000 habitantes (enfarte agudo em Portugal 60/100000); predomina o sexo masculino e idade acima dos 65; mais de 50% são por úlcera gástrica e úlcera duodenal.

pancreas dolorido divulgaçao 180x180 - Dor (Pancreatite Crónica)

Dor (Pancreatite Crónica)

O tratamento da dor na PC é baseado na patogénese que é multifactorial: infiltração inflamatória dos nervos sensoriais e do retroperitoneu, isquemia pancreática por arteriosclerose, compressão duodenal e/ou biliar por massa inflamatória da cabeça do pâncreas; pseudoquisto do pâncreas comprimindo órgãos vizinhos; obstrução do canal pancreático principal por estenoses (fibrose) e/ou cálculos; causas psicológicas devido ao alcoolismo e sensibilização central.
Os analgésicos opiáceos como a codeína e dehidrocodeína são razoáveis na dor ligeira a moderada mas provocam obstipação, náuseas, tonturas e vertigens. A bruprenorfina 0,2-0,4 mg de 6 em 6 horas ou 8 em 8 horas é eficaz na dor mais severa e tem menor risco de dependência do que a morfina. MST {slow-release morphine) 10-20 mg/2xdia é nalguns casos a melhor opção.
Devemos iniciar com monoterapia. A combinação terapêutica deve ter drogas de efeito central e periférico, como o tramadol e metamizol, que têm menos efeitos colaterais que os opiáceos. A bupivacaína (0,125-0,5%) por cateter peridural ou bruprenorfina epidural são alternativas na dor grave.
Antidepressivos como a amitriptilina e os inibidores selectivos da recaptação da serotonina (ISRS) podem ser adjuvantes eficazes em alternativa aos analgésicos opiáceos e não opiáceos.
Analgésicos não esteróides têm interesse na terapêutica a curto prazo, mas aumentam o risco de úlcera gastroduodenal e hemorragia.
Recentemente, a terapêutica com antioxidantes tem sido muito enfatizada porque os radicais livres desempenham um papel importante na patogénese da pancreatite aguda e PC, mas ainda é controversa a sua eficácia.
O bloqueio do plexo celíaco por punção guiada por TC e preferencialmente por EUS, via parede posterior do estômago, não tem resultado eficazmente no controlo da dor, embora a EUS tenha melhores resultados no alívio da dor em cerca de 55% dos casos.
No entanto, o controlo, após 1 ano, em doentes com idade inferior a 45 anos e nos que tiveram cirurgia pancreática, mostra que estes não beneficiam deste tratamento.
A esplancnicectomia por videotoracoscopia realiza uma mais completa interrupção dos nervos simpáticos que constituem a principal via aferente da dor pancreática. Trata-se de uma cirurgia minimamente invasiva e é defensável que seja uma alternativa (etapa), antes de ser efectuada uma cirurgia pancreática.
O bloqueio do plexo celíaco e a esplancnicectomia por videotoracoscopia não revelaram ser eficazes no controlo da dor a longo prazo e uma das razões para o insucesso é a medicação prolongada com analgésicos narcóticos. Por outro lado, a interpretação dos resultados é difícil devido à heterogeneidade dos doentes, alcoólicos e não alcoólicos, estenoses, cálculos pancreáticos, etc. e à existência de poucos estudos a longo prazo.


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Valvula Ileocecal Sana 2 180x180 - Hematoquézias, Enterorragias ou Melenas?

Hematoquézias, Enterorragias ou Melenas?

Sim, pela anamnese consegue-se presumir, na grande maioria dos casos, de onde está a sangrar, mas pensando em todas as possibilidades: um doente com hematoquézias (sangue vivo pelo recto), sem hipotensão, deve estar a perder do recto ou cólon esquerdo; mas se antes (ou com) da hematoquézia tiver tido enterorragias (de sangue semidigerido), ou “melenas recentes” e estiver em hipovolemia pode ter uma úlcera duodenal (ou outra causa de HDA) com hemorragia muito grave. Lesões do cólon (mesmo do esquerdo, se o trânsito não estiver acelerado) manifestam-se por enterorragias. Melenas quer dizer habitualmente lesão alta, acima do ângulo de Treitz; mas também pode querer dizer lesão do cego/ascendente ou do delgado. Com uma curta história clínica, podem-se pôr as seguintes hipóteses diagnosticas:
– Hematoquézias sem dor abdominal: divertículos.
– Hematoquézias com trânsito normal, sangue “a pingar” ao defecar: hemorróidas.
– Hematoquézias com dor anal intensa: fissura anal.
– Hematoquézias/enterorragias com dor, alterações hemodinâmicas, doença cardiovascular: colite isquémica.
– Hematoquézias subagudas ou intermitentes, diarreia sanguinolenta, dor/desconforto: colite ulcerosa ou doença de Crohn.
– Polipectomia recente, antiagregantes/anticoagulantes: escara da polipectomia.
– Hematoquézias/enterorragias subagudas, alterações do trânsito, história familiar: neoplasia do cólon.
– Idade >70 anos, hemorragia intermitente, doença cardiovascular: angiodisplasia do cólon ou delgado.
– Radioterapia abdominal ou pélvica (pode ser anos): enterite ou proctite radicas.
– Aspirina/AINEs: ulcerações do delgado ou cólon.
– Epistaxes frequentes, telangiectasia hereditária ou Rendu-Osler: angiodisplasia do delgado.
– Idade <60 anos, história de neoplasia, suboclusão intermitente, síndrome de Lynch: neoplasia do delgado. - Idade <40 anos, hemorragia intermitente sem explicação: divertículo de Meckel.

cigarro 2 180x180 - Medidas Gerais (Úlcera Péptica)

Medidas Gerais (Úlcera Péptica)

A UP não complicada e na fase activa, isto é quando há uma lesão ulcerada gástrica ou duodenal, é tratada em regime de ambulatório. O doente pode manter a vida activa, uma vez que os fármacos hoje disponíveis conduzem à rápida resolução dos sintomas. As refeições devem ser tomadas com regularidade – quatro por dia e sem ceia – equilibradas e com moderação no uso de condimentos, de álcool, de café e de chá. O tabaco deve ser desaconselhado e os AINEs suspensos sempre que possível.