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Educação (Osteoartrose)

Os doentes e, em determinadas situações, os seus familiares, amigos ou pessoas envolvidas no seu apoio domiciliário deverão estar corretamente informados acerca da natureza e do curso provável da doença, bem como das diferentes possibilidades terapêuticas.
Esta informação deverá ser veiculada na própria consulta nos seus aspetos mais relevantes e naturalmente reforçada através de folhetos informativos, cartazes, vídeos ou, idealmente, através de contactos telefónicos ou de cursos de formação (praticamente inexistentes em Portugal). Este tipo de medidas promove, de acordo com estudos recentes, uma redução da intensidade da dor e no recurso a consultas médicas, uma melhoria global na qualidade de vida a que se associa curiosamente uma redução nos custos. Os contactos telefónicos e os programas de formação constituem, ainda, um verdadeiro suporte social, tornando o doente mais auto-suficiente, utilizando os seus próprios recursos e promovendo uma maior adesão ao programa terapêutico ao facilitar a comunicação.

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Educação do doente (Lúpus)

– Educação do doente – deve ser fornecida informação sobre as características da doença, a necessidade da vigilância regular e como identificar sinais de “alarme”, tais como a febre ou a perda de peso inexplicada, a fadiga extrema ou a retenção hídrica, que implicam uma avaliação médica urgente. A fadiga é uma queixa comum, mas nem sempre se correlaciona com as agudizações da doença. Nestas circunstâncias pode ser necessário recorrer a períodos de repouso mais frequentes e, por vezes, à flexibilização do horário de trabalho.

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Educação do Doente e da Família

A adaptação progressiva do doente à sua patologia e à dor pode ser difícil e condicionar uma modificação significativa do estilo de vida, nomeadamente por interferência a nível profissional, nas atividades de lazer, e nas suas relações humanas. Esta adaptação será facilitada se o doente obtiver uma boa relação afetiva com o seu médico, que detalhadamente se preocupe em esclarecer o doente acerca da sua patologia, das diversas modalidades terapêuticas e do prognóstico. A educação da família é deveras importante, na perspetiva de facilitar a integração do doente reumatóide no seu ambiente familiar e social.
Será útil a alguns doentes o apoio de técnicos de assistência social, nomeadamente ao nível do local de trabalho onde, com o apoio do seu reumatologista, deverá existir uma adaptação adequada dos défices do doente à sua atividade profissional. O apoio de psicólogos e de especialistas em ergonomia tem também aqui um papel fundamental.
Um dos principais fatores de mau prognóstico da doença é o baixo nível educacional dos doentes. É notável o benefício que pode advir para o doente quando o médico lhe explica o que é a sua doença, de que forma ela o pode afetar e como pode ser tratada.
A natureza e curso da doença deverá ser comparada à de outras mais comuns, para mais fácil entendimento. A AR, pela sua natureza, permite que o doente tenha um papel muito mais participativo no seu tratamento, revelando quais as suas dificuldades funcionais, e estando atento, por exemplo, às toxicidades dos fármacos utilizados.
Pela sua importância na qualidade de vida do doente, o médico deve obter uma história da vida sexual do doente. Quer por limitação física, quer por dor, ou por síndrome depressiva, cerca de 30% dos doentes com AR têm perturbação da sua sexualidade. Cabe ao médico a responsabilidade do aconselhamento e educação sexual dos seus doentes.
O aconselhamento dietético deve ser efetuado de modo ponderado. O doente deve ser aconselhado a manter um peso dentro do esperado para a sua altura e sexo. E óbvio o efeito deletério sobre as articulações de carga do excesso de peso, contribuindo inexoravelmente para potenciar o efeito destrutivo da sua doença. Embora haja estudos contraditórios, algumas evidências apontam para o efeito benéfico de suplementos de óleos de peixe, nomeadamente obtendo-se um efeito poupador dos AINEs. O fundamento teórico da utilização destes suplementos baseia-se na eliminação da dieta dos precursores do ácido araquidónico, levando a diminuição das prostaglandinas e leucotrienos pró-inflamatórios. A utilização diária de suplementos de multivitaminas tem vindo a ser defendida por alguns autores.

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Tratamento (Artrite Reumatóide)

A grande maioria dos doentes beneficia de um plano terapêutico integrado que inclua, para além da educação do doente e da família, a medicina física de reabilitação, um programa terapêutico medicamentoso e, eventualmente, a cirurgia ortopédica.
A perda irreversível da cartilagem articular, por ação da sinovite e do pannus inflamatório, pode iniciar-se muitas vezes alguns meses antes do início dos primeiros sintomas. A utilização experimental da RM ao nível dos punhos tem permitido detetar precocemente a sinovite inflamatória e algumas erosões ósseas não detetáveis pela radiologia convencional.
Os doentes tratados precocemente por profissionais treinados tendem a ter melhor prognóstico a longo prazo para a sua doença. Muitas vezes é necessário tratar estes doentes de uma forma mais agressiva, nomeadamente através de drogas ditas de ação lenta (ou terapêuticas de fundo), de forma a suprimir a atividade do processo imunológico e a inflamação. O principal objetivo é iniciar estas terapêuticas o mais precocemente possível, sem originar morbilidade ou mortalidade devida a efeitos secundários da medicação, alterar a curva descendente que leva à destruição articular, evitar a deformação e preservar a função.
Novos dados reforçam a utilidade da terapêutica precoce, pela possibilidade de utilização de terapêuticas biológicas que se dirigem especificamente para determinados alvos suscetíveis de serem suprimidos dentro da cascata de mecanismos patofisiológicos que originam e contribuem para a manutenção da doença.