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Efeitos Secundários e Sobredosagens (Terapêutica Hipocoagulante)

As principais complicações relacionadas com a utilização da heparina são:
– Hemorragia – em particular nos doentes com endocardite infeciosa, patologia hematológica ou hepática e patologia ulcerativa do tubo digestivo ou geniturinária. Risco aumentado também nos doentes com terapêutica concomitante com trombolítico ou com inibidores da glicoproteína Ilb/IIIa.
– Trombocitopenia – ocorre em cerca de 10% dos doentes tratados com heparina durante mais de 5 dias e, em geral, regride com a suspensão do fármaco.
– Sobredosagem – quando os valores de aPTT são excessivamente altos, em geral a suspensão do fármaco é suficiente para resolver o problema. Se for necessário antagonizar o efeito da heparina (por exemplo, hemorragia major), pode-se administrar sulfato de protamina (cada 1 mg neutraliza 1000 U de heparina; dose máxima de 50 mg em 10 minutos).

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Ansiolíticos e Hipnóticos II

Além do potencial de abuso e dependência, há risco de potenciação dos efeitos do álcool e outros agentes sedativos; outros efeitos secundários indesejáveis incluem o compromisso do desempenho psicomotor e das funções mnésicas. A miastenia gravis, a insuficiência respiratória grave e o risco prévio de abuso constituem contra-indicação para o uso destes compostos. Por seu turno, o espectro de indicações psiquiátricas é alargado, incluindo quadros de ansiedade e/ou insónia de etiologia diversa, bem como estados de agitação psicomotora (constitui excepção a agitação associada à confusão mental ou delirium, em que ocorre depressão da vigilidade susceptível de ser agravada pelas benzodiazepinas; neste tipo de situações, há indicação para o uso de benzodiazepinas apenas em síndromes de etiologia alcoólica).
Dado o risco de abuso e dependência, existem normas internacionalmente aceites que estipulam o uso por períodos curtos (embora renováveis) de tratamento, a necessidade de monitorização clínica e o ajustamento individual da dose e esquema posológico.
Entre os medicamentos deste grupo mais usados como ansiolíticos podem citar-se o diazepam, o bromazepam e o lorazepam. A utilização de benzodiazepinas no tratamento da insónia é marcada pela introdução do flurazepam, no início dos anos 70, e dos hipnóticos benzodiazepínicos de semivida curta, como o triazolam e o temazepam, na década de oitenta.
Mais recentemente, a introdução dos mencionados hipnóticos “não benzodiazepínicos” veio alargar a controvérsia em torno da utilização das benzodiazepinas no tratamento da insónia. Sucede que os estudos poligráficos mostram que as benzodiazepinas produzem redução das fases 3 e 4 do sono lento e um aumento da fase 2; os efeitos sobre o sono REM traduzem-se num aumento da latência e numa redução da duração total ao longo da noite; o aumento do tempo total de sono é conseguido, predominantemente, pela diminuição da latência e redução das reações de alerta e despertar. A administração crónica acompanha-se do desenvolvimento de tolerância para muitos destes efeitos.
Contudo, a redução do sono lento profundo é um efeito duradouro, e traduz-se numa perda da “qualidade” do sono. Já a ocorrência de insónia rebound, após a suspensão do fármaco, ocorre preferencialmente com as benzodiazepinas de semivida curta.

Ensaio sobre a Miopia by layana leonardo 10 180x180 - Complicações (Neuropatia Óptica)

Complicações (Neuropatia Óptica)

— Efeitos secundários do tratamento.
— Perda de visão.

antidepressivos 1100x738 180x180 - Antidepressivos

Antidepressivos

Do ponto de vista das características químicas e farmacológicas, os antidepressivos constituem um grupo heterogéneo, não estando sequer esclarecido o seu mecanismo (ou mecanismos) de acção. Até ao presente, foram introduzidas dezenas de compostos antidepressivos, mas de um ponto de vista prático, tendo em conta os fármacos mais frequentemente utilizados, justifica-se individualizar dois ou três grupos principais.
O primeiro desses grupos integra os clássicos antidepressivos tricíclicos, e também outros compostos policíclicos com características farmacológicas semelhantes. A imipramina foi o primeiro antidepressivo tricíclico, introduzido ainda nos anos 50, tendo inaugurado uma larga família de “derivados imipramínicos”, como a amitriptilina, a clomipramina e a nortriptilina, que constituem o núcleo de referência deste grande grupo farmacológico. Estes fármacos são inibidores não selectivos da recaptação das monoaminas, interferindo na transmissão serotoninérgica, noradrenérgica e também dopaminérgica; têm também afinidade para os receptores muscarínicos e produzem efeitos cardiotóxicos.
Os efeitos anticolinérgicos e a cardiotoxicidade são responsáveis pelas reacções adversas mais frequentemente observadas e por algumas contra-indicações formais.
Os problemas de tolerabilidade e toxicidade dos tricíclicos tornam estes fármacos pouco “amigáveis”, e obrigam a respeitar um conjunto relativamente complexo de regras de utilização. No essencial isto permanece verdade mesmo com tricíclicos e outros policíclicos com “desenho melhorado”, desenvolvidos ao longo de anos. Estas razões explicam que o uso destes medicamentos tenha permanecido confinado à psiquiatria, pelo menos no que se refere à sua verdadeira utilização como antidepressivos, em doses por regra elevadas.
Ao longo das décadas de 80 e 90, o cenário das terapêuticas antidepressivas sofreu uma evolução decisiva com a introdução de um segundo grande grupo de fármacos, correntemente designados por SSRI, ou inibidores selectivos da recaptação da serotonina.
Este grupo, que inclui a fluvoxamina, o citalopram, o escitalopram, a fluoxetina, a paroxetina, a sertralina e a duloxetina, veio facultar, pela primeira vez, formas simples, seguras e eficazes de tratamento antidepressivo, ao alcance dos médicos não especialistas.
Uma breve nota sobre o escitalopram (isómero activo do citalopram), o mais recente destes grupo de medicamentos, que rapidamente ganhou popularidade na comunidade médica, sobretudo pela sua excelente tolerabiliade, eventualmente à custa de uma relativa perda de eficácia antidepressiva. Também dados mais recentes sobre o perfil farmacodinâmico deste medicamento levam alguns a questionar a sua inclusão no grupo dos SSRI.
O medicamento SSRI mais recentemente chegado ao mercado é a duloxetina. Na verdade, trata-se de um composto cuja investigação e desenvolvimento data já de há décadas, aparentemente sem características farmacológicas particulares, mas que veio a ser posicionado como fármaco de escolha para a depressão associada a dor (sendo certo e conhecido desde há muito que uma larga variedade de antidepressivos possuem propriedades antiálgicas, para além de frequentemente resolverem as queixas dolorosas quando estas constituem parte integrante do quadro depressivo).

Ultimos avances en medicina 3 180x180 - Tratamento III (Ascite)

Tratamento III (Ascite)

Observam-se outros efeitos adversos sem risco significativo mas incómodos para os doentes, como a ginecomastia devida ao efeito anti-androgénico da espironolactona; em alternativa pode-se recorrer ao diurético amiloride, que tem eficácia limitada. Também são frequentes as cãibras musculares, atribuíveis à redução da volemia eficaz, e por isso, reversíveis com a suspensão da furosemida; por vezes são controladas com reposição de magnésio, por via oral ou e.v., consoante a intensidade dos espasmos musculares; quando refractárias e/ou incapacitantes, pode ser tentada a infusão e.v. de albumina, uma sessão semanal, para reduzir a frequência e intensidade das cãibras.

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Escolha da Terapêutica Farmacológica (Angina Estável)

A opção terapêutica vai em grande parte ser determinada por fatores individuais, como sejam a eficácia da resposta, as contraindicações, a manifestação de efeitos indesejáveis. Devemos, no entanto, considerar na 1ª escolha os medicamentos que demonstraram influenciar o prognóstico, nomeadamente o AAS, os bloqueantes e, quando indicadas, as estatinas. Se os bloqueantes não puderem ser utilizados, recorremos aos antagonistas do cálcio ou aos nitratos, atualmente a ivabradina pode ser alternativa. Como já se referiu, os nitratos não devem ser usados em monoterapia. Por vezes, para controlar a sintomatologia ou os episódios de isquemia silenciosa, há necessidade de associar medicamentos de dois grupos terapêuticos ou fazer mesmo terapêutica tripla (bloqueantes, nitratos e antagonistas do cálcio).

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Terapêutica Inicial para o Doente com UP e Infecção pelo Hp – II

Um esquema mais recente é a terapêutica sequencial (TS) com a duração de 10 dias, que conduz a uma taxa de erradicação superior a 90%, provando ser mais eficaz do que a terapêutica tripla e com efeitos colaterais e aderência semelhantes. A TS consiste numa terapêutica dupla com um IBP e amoxicilina durante 5 dias seguidos, por mais 5 dias, de uma terapêutica tripla com a continuação do IBP e associado a claritromicina e metronidazole ou tinidazole.
Outras opções têm sido introduzidas, mas com menor utilização. Na TT-IBP pode-se substituir a claritromicina e na terapêutica quádrupla substituir o metronidazol pela levofloxacina ou moxifloxacina. O rápido aumento da resistência do Hp às fluoroquinolonas torna estes esquemas pouco atractivos.
A terapêutica adjuvante com probióticos, em trabalhos de meta-análise, parece reduzir os efeitos colaterais da terapêutica anti-Hp, melhorar a aderência dos doentes e conduzir a um ligeiro aumento das taxas de erradicação do Hp.

1024px Lyrica 180x180 - Lyrica

Lyrica

PRG – lyrica – cápsulas de 75, 150 mg.
• Indicação – o uso da PRG é preponderante no tratamento da dor, no entanto, está aprovada como coadjuvante nas crises parciais do adulto.
• Mecanismo de ação – atua nos canais de cálcio dependentes da voltagem.
• Metabolismo e excreção – não tem metabolização hepática, nem ligação às proteínas plasmáticas. A excreção é renal (98%).
• Administração – para evitar as reações adversas, deve iniciar-se com 75 a 150 mg/dia e titular progressivamente até doses de 300-600 mg/dia.
• Efeitos adversos e interações – não interage com outras medicações, nem se conhecem efeitos idiossincráticos. Os mais frequentes como as tonturas, sonolência, ganho de peso e ataxia, são dependentes da dosagem.

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Pressão inspiratória (Programação do Ventilador)

Pressão inspiratória – durante a ventilação controlada por volume, a pressão nas vias aéreas sobe até um pico de pressão inspiratória (pressão de pico) atingida no final da inspiração. A pressão inspiratória de planalto (plateau pressure) é a pressão nas vias aéreas quando aplicada uma pausa inspiratória, imediatamente após cessar o fluxo de gás inspiratório. Os efeitos adversos resultantes da pressão inspiratória elevada constituem o aumento do risco de barotrauma, volutrauma e uma diminuição do débito cardíaco. Estes efeitos, embora ligados à pressão de pico, correlacionam-se melhor com a pressão de planalto que deve ser mantida abaixo dos 30 cmH2O.
Manobras úteis para a sua redução são a diminuição do PEEP e a diminuição do volume corrente, se possível.