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colesterol da mulher 180x180 - Fibrilhação auricular

Fibrilhação auricular

A FA paroxística deve ser tratada com conversão elétrica caso se verifique compromisso hemodinâmico. Na sua forma crónica, a frequência cardíaca deve ser controlada com digitálicos, antagonistas do cálcio (verapamil. diltiazem) ou amiodarona.
Os anticoagulantes orais estão indicados na IM crónica com FA (INR entre 2,0 e 3,0), ficando os antiagregantes para quando existir contra-indicação para anticoagulação oral ou cardiopatia isquémica subjacente.

a12 180x180 - Terapêutica de Manutenção Pós-RCR

Terapêutica de Manutenção Pós-RCR

Quando conseguimos recuperar atividade elétrica no monitor e um pulso palpável:
—> Organizamos a transferência imediata do doente para cuidados intensivos.
—» Otimizamos a ventilação e a oxigenação em geral por ventilação mecânica com FiO2 de 60 a 75% e um volume/minuto para manter PCO2 30 a 35 mmHg.
—> Revemos as vias venosas deixando sempre um cateter central e estabelecendo uma linha arterial se não existia ainda.
—» Obtemos gases no sangue arterial e em sangue venoso “misto” que pode ser colhido pelo cateter na veia cava superior.
Para corrigir distúrbios metabólicos e respiratórios:
—> Avaliamos a função ventricular esquerda restante por ecocardiograma.
—» Pomos em marcha as tentativas de diagnóstico etiológico da paragem cardiorrespiratória.
Uma vez recebido na UCI, se o doente continua em coma, recomenda-se a indução precoce de hipotermia moderada (32 °C – temperatura rectal) por um período de 24 a 48 horas, havendo evidência de benefício no prognóstico neurológico final.
Após RCR pode haver um período transitório de má função sistodiastólica que corresponde a um stunning miocárdico resultante de hipoxia prolongada, que recupera lentamente nas horas ou dias subsequentes.
Se o traçado pós-RCR nos revela uma taquiarritmia não sinusal e com frequência >150/minutos tentar de imediato cardioversão elétrica iniciando com 100 J, otimizando simultaneamente a oxigenação e correção da acidose. Se a frequência é inferior ou se não há resposta à cardioversão:
—> No caso de se tratar de uma fibrilhação auricular/flutter, optar por administrar diltiazem 0,35 mg/kg em cerca de 15 minutos, mantendo depois uma perfusão de 5 a 15 mg/hora ou em alternativa amiodarona com um bolus inicial de 300 mg em 50 ml em cerca de 15 minutos, a que se segue uma perfusão de 60 a 100 mg/hora.
—> Se a taquiarritmia é com complexos largos, utilizar lidocaína em bolus de 0,5 a 0,75 mg/kg e manter uma perfusão de 2 a 4 mg/minutos.
A seleção de fármacos antiarrítmicos subsequentes ou a implantação de desfibrilhadores deve ser baseada quer em monitorização não invasiva por Holter (a técnica mais eficaz), quer em estudos electrofisiológicos orientados por um arritmologista.
Se o ritmo de recuperação pós-RCR é uma bradiarritmia, a nossa atuação dependerá do estado hemodinâmico do doente. Se não houver instabilidade tensional ou sintomatologia de baixa perfusão cerebral ou miocárdica, podemos apenas vigiar ou, se disponível, colocar um pacemaker transcutâneo (nem sempre fácil de captar o miocárdio no doente mais obeso, mal tolerado por alguns doentes em quem provoca contrações dolorosas e lesão dos músculos tóraco-abdominais).
Se a bradiarritmia é sintomática e não há boa resposta à atropina em bolus de 0,5 a 1 mg, iniciar perfusão de adrenalina 10 a 20 mg/minuto ou isoprenalina 5 a 10 mg/minuto e preparar para implantar pacemaker transvenoso provisório.