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coracao 20120706 size 598 180x180 - Inibidores da enzima de conversão da angiotensina (Doença Cardiovascular Aterosclerótica)

Inibidores da enzima de conversão da angiotensina (Doença Cardiovascular Aterosclerótica)

Estão indicados nos doentes com clínica de insuficiência cardíaca ou com disfunção ventricular esquerda, pois demonstraram reduzir a mortalidade e morbilidade. Devem também ser iniciados na fase aguda do enfarte com ou sem disfunção ventricular esquerda, em doentes com doença coronária estável, nos indivíduos com múltiplos fatores de risco e nos diabéticos com hipertensão ou nefropatia, tendo demonstrado reduzir a mortalidade e morbilidade CV.

MEDICINA394F23A 1 180x180 - Factores de Risco (Avaliação Pré-Operatória)

Factores de Risco (Avaliação Pré-Operatória)

Factores de risco
—> São factores de risco major:
• Síndrome coronária instável;
• Insuficiência cardíaca congestiva descompensada;
• Arritmias não controladas;
• Lesão valvular severa.
—> São factores de risco intermédio:
• Insuficiência coronária estável;
• EM (enfarte do miocárdio) prévio;
• Insuficiência cardíaca congestiva compensada;
• Diabetes;
• Insuficiência renal.

coracao 20120706 size 598 180x180 - Enfarte do Ventrículo Direito

Enfarte do Ventrículo Direito

Diagnóstico
Excluir evidência de isquemia do VD em todos os pacientes com enfarte inferior e compromisso hemodinâmico, incluindo a derivação V4R no ECG e efetuando logo que possível um ecocardiograma.
Tríade clássica, específica, mas de baixa sensibilidade (<25%): Hipotensão+campos pulmonares limpos+ingurgitamento jugular em paciente com enfarte inferior. Outros: -> TST 1 mm em V4R.
-> Pressão na AD (aurícula direita) >10 mmHg e >80% da pressão capilar pulmonar.
Ecocardiograma – dilatação e assinergia do VD, movimento anormal dos septos interauricular e interventricular e, eventualmente, shunt direito-esquerdo através de foramen ovale patente.

Tratamento
Objectivos:
• Manutenção do preload do VD.
• Redução do afterload do VD.
• Suporte inotrópico no VD disfuncional.
• Reperfusão precoce.

Manutenção do preload do VD:
• Administração de volume (SF ou dextrosado).
• Evitar a utilização de nitratos e diuréticos.
• Manter sincronia AV:
– Pacing AV sequencial em pacientes com bloqueio de alto grau sintomático refratário à atropina.
– Cardioversão elétrica imediata em pacientes com taquicardia supraventricular
(fibrilhação auricular ou outra) hemodinamicamente significativa.
-> Redução do afterload do VD:
Quando existe disfunção ventricular esquerda concomitante, o compromisso ventricular direito é maior, dado o aumento do afterload do VD e a redução do volume de ejeção.
• Vasodilatadores arteriais (nitroprussiato de sódio, hidralazina).
• IECA.
• Balão intra-aórtico.
Suporte inotrópico:
• Dobutamina (se o débito cardíaco não aumentar após 1-2 L de volume).
Reperfusão:
• Trombolítico.
• ICP primária.
• Cirurgia de revascularização miocárdica (em alguns pacientes com doença multivaso).

remédios 180x180 - Antidepressivos

Antidepressivos

– Antidepressivos. Amitriptilina (10-150 mg/dia). Está contra-indicada quando existe glaucoma, retenção urinária, arritmia ou história recente de enfarte do miocárdio. Os seus efeitos adversos mais frequentes são a sonolência, boca seca, visão turva, obstipação, retenção urinária, arritmias, tonturas, desequilíbrio e diminuição do limiar convulsivo, pelo que se devem administrar com cuidado nos epilépticos. Os resultados dos ensaios com fluoxetina (10-40 mg/dia) foram contraditórios.

2fd080f893bd83c8eedc3934cb0432a5 180x180 - Controlo dos fatores de risco – Anticoagulantes (Doença Cardiovascular Aterosclerótica)

Controlo dos fatores de risco – Anticoagulantes (Doença Cardiovascular Aterosclerótica)

Indicados nos doentes com história de eventos tromboembólicos, trombo ventricular esquerdo, fibrilhação auricular persistente ou paroxística. Considerar a combinação com antiagregantes plaquetários nos doentes com EAM com risco elevado de tromboembolismo, enfarte anterior extenso, aneurisma ventricular, insuficiência cardíaca pós-enfarte.

medicine pills 180x180 - Fármacos (Inibidores plaquetários)

Fármacos (Inibidores plaquetários)

Ácido acetilsalicílico (aspirina – AAS) – inibe irreversivelmente a ciclooxigenase plaquetária, inibindo a produção do pró-agregrante tromboxano A2.
É o fármaco de que existe mais experiência acumulada, com efeito benéfico na morbilidade e mortalidade na doença coronária largamente demonstrado. A dose eficaz em terapêutica cardiovascular é baixa (75-325 mg/dia), diminuindo significativamente os efeitos secundários associados ao uso deste fármaco. A dose mais utilizada entre nós no tratamento da doença coronária é de 100-150 mg/dia. Nas primeiras 24 horas da síndrome coronária aguda recomenda-se uma dose de 160-365 mg.
Clopidogrel -inibe de modo irreversível a ligação do ADP aos recetores da membrana plaquetária, inibindo assim a ativação do recetor da glicoproteína Ilb/IIIa, impedindo a interacção entre as plaquetas induzida pelo fibrinogénio. A neutropenia/agranulocitose é rara. A dose inicial é de 300 (600 mg, caso esteja programada uma intervenção percutânea a curto prazo), seguida de toma única diária de 75 mg. As indicações atuais são semelhantes ao AAS nas síndromes coronárias agudas, devendo constituir terapêutica de associação com o AAS na fase aguda do evento. Outra indicação é após colocação de stent coronário (um mínimo de um mês no caso dos stents não coated e até um ano ou mais nos stents coated).
De destacar que nas síndromes coronárias agudas a indicação para a duração da terapêutica de associação de AAS com clopidogrel é atualmente de um ano após o evento.
– Ticlopidina – tem um mecanismo de ação semelhante ao do clopidogrel. Para atingir o seu efeito inibidor plaquetário máximo são necessários 8 a 11 dias de terapêutica e tem como efeito acessório mais importante a neutropenia/agranulocitose. A dose é de 250 mg/2xdia, após administração de uma dose de carga de 500 mg por via oral; desde a expansão do uso do clopidogrel, a sua utilização diminuiu acentuadamente.
A sua indicação mais frequente é em doentes com intolerância ou contra-indicação para o AAS ou em substituição do clopidogrel por motivos de custo.
– Inibidores das glicoproteínas Ilb/IIIa (GP Ilb/IIIa) – os inibidores do recetor plaquetário GP Ilb/IIIa bloqueiam a via final comum do processo de agregação plaquetária, a ligação das plaquetas ao fibrinogénio. Este grupo de fármacos começou por ser utilizado como terapêutica adjuvante na angioplastia coronária, e atualmente a sua indicação estende-se às síndromes coronárias agudas sem supradesnivelamento de ST (angina instável/enfarte sem supradesnivelamento do segmento ST): não parece existir vantagem na sua administração no enfarte com supra desnivelamento do segmento ST, exceto para o abciximab, como coadjuvante da angioplastia primária. O principal problema relacionado com a sua utilização é o aumento do risco hemorrágico, dado que, nas síndromes coronárias agudas, a sua administração não dispensa o uso de antiagregantes plaquetários orais (AAS, clopidogrel) e de heparina.
Os seguintes inibidores da glicoproteína Ilb/IIIa, para administração e.v., encontram-se aprovados para uso clínico no contexto de síndromes coronárias agudas.
• Abciximab (ReoPro) – batas 0,25 mg/kg e.v., seguido de perfusão e.v. 0,125 ug/kg/min durante 12-24 horas.
• Tirofiban (Aggrastat) – 0,4 (ug/kg/min e.v. durante 30 minutos, seguido de perfusão e.v. de 0,10 ng/kg/min durante 48-96 horas.
• Eptifibatide (Integrilin) – bolus 180 Hg/kg e.v., seguido de perfusão e.v. 2.0 ug/kg/minuto durante 72-96 horas.

Pill Bottle Red and White w Base 180x180 - Estatinas (Insuficiência Cardíaca)

Estatinas (Insuficiência Cardíaca)

A maioria dos ensaios clínicos com estatinas excluiu doentes com IC. Apenas o ensaio CORONA estudou a rosuvastatina em doentes com IC e disfunção sistólica ventricular esquerda de etiologia isquémica, não tendo demonstrado redução no objetivo primário (morte cardiovascular, enfarte do miocárdio ou AVC) ou mortalidade total. O número de hospitalizações por IC foi reduzido, de forma significativa, no grupo da estatina.

embolia pulmonar definicao causas sintomas diagnostico tratamento prevencao doencas sintomas 180x180 - TRATAMENTO ESPECÍFICO – IC Direita

TRATAMENTO ESPECÍFICO – IC Direita

Suspeitar de embolia pulmonar ou enfarte do ventrículo direito. Considerar inotrópicos quando há sinais de hipoperfusão periférica. A ventilação mecânica deve ser evitada.

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Causas mais frequentes e fatores precipitantes de Insuficiência Cardíaca Aguda

-> Doença isquémica cardíaca.
• Síndrome coronária aguda (SCA).
• Complicações mecânicas do enfarte agudo do miocárdio (EAM).
• EAM do ventrículo direito.
—» Valvulares.
• Estenose ou regurgitações valvulares.
• Endocardite infeciosa.
• Dissecção da aorta.
—> Miocardiopatias.
• Pós-parto.
• Miocardite aguda.
—> Hipertensão arterial.
-> Arritmias agudas.
-> Falência circulatória.
• Sépsis.
• Tireotoxicose.
• Anemia.
• Shunts.
• Tamponamento.
• Embolia pulmonar.
-> Descompensação da 1C crónica.
• Falta de adesão à terapêutica.
• Sobrecarga de volume.
• Infeções.
• Cirurgia.
• Disfunção renal
• Asma ou doença pulmonar obstrutiva crónica
• Abuso de drogas incluindo AINEs, inibidores da ciclooxigenase.
• Abuso de álcool.

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Controlo dos fatores de risco – Bloqueantes (Doença Cardiovascular Aterosclerótica)

Estão indicados em todos os doentes com doença coronária, no pós-EAM e nos doentes com insuficiência cardíaca, tendo provado reduzir a mortalidade e morbilidade significativamente, neste grupo de pacientes. Devem ser iniciados o mais precocemente possível, desde que não haja contraindicações, devendo ser mantidos indefinidamente. Os doentes que beneficiam mais desta terapêutica são os de alto risco: idosos, enfarte anterior, ectopia ventricular e disfunção ventricular esquerda. Quando existem contraindicações ao uso de (bloqueantes, no EAM, estão indicados os antagonistas do cálcio (verapamil ou diltiazem), caso não haja disfunção ventricular esquerda.