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Arteriografia e TC

– Por cateterização retrógrada, a arteriografia selectiva do tronco celíaco, mesentérica superior ou mesentérica inferior tem actualmente um valor limitado. Apenas identifica a hemorragia, extravasão do contraste, quando o débito é >0,5 ml/minuto.
– Muito raramente utilizada na HDA (quando EDA de todo impossível ou inconclusiva); na HDM e HDB pode identificar o local e, muitas vezes, a lesão: divertículos e nas angiodisplasias ou tumores muito vascularizados, por enchimento venoso retardado mesmo que não haja hemorragia activa.
– Permite terapêutica por infusão de vasopressina (vasoconstrição) ou embolização (cateterização supra-selectiva).
– Em casos muito seleccionados (não idosos, sem risco cardiovascular), de hemorragia recorrente não determinada, mesmo após cápsula e enteroscopia, pode-se aumentar a margem diagnostica com teste provocatório: heparina ou estreptoquinase e.v., ou mesmo vasodilatação selectiva, para tornar visível a lesão sangrante. Pode ser feito o mesmo com a cápsula,
– Alguns autores defendem que a enterografia por TC multifásica tem um valor diagnóstico superior ao da cápsula: mais cómoda, mais rápida e abrangendo toda a espessura da parede, não apenas a mucosa.

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Cápsula Versus Enteroscopia

Não havendo regra fixa, é geralmente aceite que uma investigação mais avançada do delgado só deva ser feita depois de duas EDA (de preferência uma delas com colonoscópio pediátrico e sedação anestésica). As duas técnicas não têm de ser postas em alternativa, antes se complementam em muitos casos, ainda que ambas sejam muito laboriosas e dispendiosas.
– A cápsula não permite biópsias, não faz HE e não pode ser usada em casos de estenose ou anatomia alterada (cirurgia prévia); a leitura é muito demorada (milhares de imagens) e a sensibilidade é baixa (falsos negativos).
– A enteroscopia utiliza aparelhos de 250 cm, exige anestesia e, mesmo nas melhores séries, poucas vezes atinge ao ileo médio (completam-se a enteroscopia e a colonoscopia com ileoscopia, mas é aceite por todos que não devem ser feitas na mesma sessão). Pode ser feita com técnica de empurramento (push), difícil e demorada quando se formam ansas, mesmo com overtube, e por enteroscopia de duplo balão (push and pull): a insuflação/desinduflação de balões na ponta do enteroscópio e do overtube; ou seja, o objectivo é fazer do delgado um “harmónio” (cada vez mais apertado) sobre o enteroscópio. Ainda não é praticada em todos os centros.
—> Indicações para enteroscopia – HDM com intenção de HE; hemorragia oculta persistente, confirmação histológica de lesões detectadas pela cápsula ou enteroclise, avaliação inicial na HDM em caso de estenoses ou alteração anatómica cirúrgica.