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Lúpus Eritematoso 3 180x180 - Lúpus Eritematoso Sistémico

Lúpus Eritematoso Sistémico

O LES (lúpus eritematoso sistémico) é uma doença reumática auto-imune caracterizada pela produção de auto-anticorpos não específicos de órgão dirigidos contra antigénios nucleares, citoplasmáticos e da superfície celular. Afeta preferencialmente mulheres jovens (mais de 90% dos doentes são do sexo feminino e com uma idade média de 35 anos à data do diagnóstico), mas o predomínio do sexo feminino ainda é mais notório quando a doença se inicia entre os 16 e os 49 anos, isto é, durante o período fértil.
Trata-se de uma doença rara, estimando-se a sua prevalência em 10-50 casos por 100000 habitantes. A etiologia do LES permanece desconhecida, mas a suscetibilidade genética, fatores hormonais e ambientais contribuem de forma significativa para o desencadear desta doença. Caracteristicamente existe uma desregulação do sistema imunitário, com produção excessiva de auto-anticorpos, formação de imunocomplexos e lesão dos tecidos por mecanismos imunomediados.

rosacea rescue 1 180x180 - Terapêutica Tópica (Rosácea)

Terapêutica Tópica (Rosácea)

– Metronidazol – em creme, gel ou emulsão, 0,75-1%, é o composto mais frequentemente utilizado, geralmente bem tolerado. E eficaz tanto no componente eritematoso como nas pápulo-pústulas. Deve aplicar-se inicialmente de manhã e à noite e, após o controlo da doença, deverá manter-se prolongadamente lxdia ou em dias alternados.
– Ácido azelaico – em gel a 15% tem uma eficácia semelhante à do metronidazol e deve ser aplicado de modo similar. Nas fases iniciais, em casos com componente inflamatório mais intenso, pode desencadear algum desconforto e ardor, que melhora com a continuação da terapêutica.
– Sulfacetamida sódica 10% com enxofre a 5% é uma associação eficaz para o tratamento da rosácea. Não está, contudo, comercializada no nosso país.
– Outros tópicos – o peróxido de benzoílo não tem indicação formal para utilização na rosácea. Contudo, nas formas pápulo-pustulosas, pode ser eficaz, em monoterapia ou associado à clindamicina, mas deve ser aplicado com cautela, dado poder provocar alguma irritação.
Os antibióticos tópicos, clindamicina ou eritromicina, em especial se associados ao metronidazol, podem também ser utilizados nas formas pápulo-pustulosas, com resultados aceitáveis.
Nas rosáceas provocadas pela aplicação de corticosteróide (rosácea esteróide), a aplicação dos inibidores da calcineurina (ver “Eczema Atópico”), tacrolimus e pimecrolimus, tem mostrado resultados interessantes, reduzindo a fase de rebound subsequente à interrupção do corticosteróide. Nas outras formas de rosácea a sua eficácia é variável.
Relatos recentes referem que a aplicação local de vasoconstritores nasais (oximetazolina) reduzem o componente telangiectásico da face, com efeito de algumas horas, não dando lugar a rebound posterior, o que, do ponto de vista cosmético e de conforto, poderá ser interessante.
– Medidas complementares – a utilização de protectores solares deve ser a regra, durante todo o ano. A maquilhagem correctora ajuda a melhoria cosmética, reduzindo o eritema e o aspecto congestivo da face.

clostridium difficile definicao causas perigos diagnostico sintomas tratamento prevencao doencas sintomas saude 180x180 - Diarreia Por Clostridium Difficile

Diarreia Por Clostridium Difficile

Deve suspeitar-se de diarreia por C. difficile se:
—> O doente se encontrar sob antibioterapia ou tenha sido tratado com antibiótico nos últimos 2 a 2,5 meses.
—> A diarreia tem início em doente internado há mais de 72 horas.
O mecanismo fisiopatológico para o desenvolvimento de diarreia por este agente bacteriano é através das toxinas A e B sobre a mucosa do cólon com consequente inflamação e lesão da mucosa e aumento da secreção de fluidos e muco.
Assistimos à emergência nos últimos; anos de uma estirpe de C. difficile particularmente agressiva (NAP1) porque, para alénn de produzir uma terceira toxina (toxina binária), produz muito maior quantidade de toxina A e B.
Muito frequentemente o quadro clínico consiste em diarreia não sanguinolenta, por vezes com cólicas abdominais, abdómen ligeiramente doloroso à palpação e ausência de sintomas generalizados. No entanto, o quadro clínico pode ser mais grave, apresentando-se com diarreia aquosa profusa, dor e distensão abdominal, náuseas, febre e desidratação. Estes doentes correm o risco de evoluir para íleus paralítico, megacólon tóxico ou mesmo colite fulminante com abdómen agudo. A sigmoidoscopia nesta situação clínica pode ser um procedimento arriscado (ruptura do cólon), mas, quando efectuada, revela as pseudomembranas sobre um fundo eritematoso.
O diagnóstico laboratorial actual é rápido (± 2 horas) e baseia-se na pesquisa das toxinas de C. difficile nas fezes, com técnicas imunoenzimáticas. As toxinas degradam-se cerca de 4 horas após exposição à temperatura ambiente. As fezes devem ser guardadas no frio (refrigeradas ou congeladas) se for previsível a existência de atraso em relação à chegada ao laboratório.