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ansiedade 180x180 - Disfunção esfincteriana e sexual (Esclerose Múltipla)

Disfunção esfincteriana e sexual (Esclerose Múltipla)

– Disfunção esfincteriana e sexual – sintomas urinários por bexiga neurogénea estão presentes em cerca de 70% dos doentes com EM. No controlo da hiperexcitabilidade do detrusor, causadora de urgência, utilizam-se os anticolinérgicos, quer a oxibutinina (2,5 a 5 mg/3xdia p.o.), quer a tolteradina (1 a 2 mg/2xdia p.o.) que condiciona menos xerostomia. A hormona antidiurética (DDAVP 10 a 20 ug) por via inalatória, ao deitar, reduz a nictúria e proporciona assim conforto e repouso noturnos, sendo apenas necessário vigiar a possível hipertensão em decúbito. Os antagonistas a (alfuzocina e tamsulozina) são úteis quando há queixas sugestivas de dissenergia vesicoesfincteriana. Quando há atonia do detrusor e grandes resíduos vesicais (maiores que 100 ml), é fundamental recorrer à auto-algaliação, melhorando a qualidade de vida e evitando infeções urinárias de repetição.
Há poucos estudos epidemiológicos sobre a prevalência de disfunção sexual nos doentes com EM. A disfunção eréctil é muito frequente. Quer o sildenafíl, quer mais recentemente o tadalafil e o vardenafil, são eficazes, melhorando o desempenho sexual dos doentes portadores do sexo masculino.