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Conclusões (Terapêuticas Psicofarmacológicas)

Importa recordar que a evolução da psicofarmacologia é indissociável do extraordinário desenvolvimento das neurociências, com múltiplas áreas de aplicação à psiquiatria.
Esta evolução não tirou lugar às modalidades de intervenção psicológica, psicossocial e social, mas obrigou à redefinição dos respectivos papéis no quadro de uma disciplina que definitivamente se assumiu como um ramo da medicina e uma especialidade médica por direito próprio.
Neste contexto, a psicofarmacologia tornou-se uma área de saber partilhado entre a psiquiatria e as restantes especialidades médicas, havendo um corpo de conhecimentos básicos – aqui revistos numa perspectiva essencialmente prática – que não pode ser descurado pela formação médica geral.

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Triagem Prognóstica e Referência a Neurocirurgia – II

Os doentes com TCE moderados (GCS 9-12) deverão ser orientados/observados por neurocirurgia, se bem que, na ausência de lesões potencialmente cirúrgicas (após TC cranioencefálica), o seu internamento não tenha necessariamente que ser efetuado num serviço desta especialidade (por exemplo, hospitais que não possuam a especialidade de Neurocirurgia mas que a ela estejam ligados por Telemedicina).
Finalmente, os TCE graves que apresentam uma alteração significativa do seu estado de consciência (coma) deverão ser internados numa unidade de cuidados intensivos ou intermédios de Neurocirurgia.
A obtenção de raio-X simples do crânio é dispensável em virtude da sua baixa sensibilidade. Caso a importância e/ou o tipo do TCE assim como o estado clínico do doente o determinem, deve passar-se diretamente à realização de TC cranioencefálica. No caso de traumatismo raquidiano associado, mais frequentemente cervical, é imperativa a realização de um estudo radiológico simples em dois planos que inclua todo o segmento anatómico em causa (por exemplo, de Cl a Cl para a região cervical). Quando não é possível através do estudo radiológico simples afastar a possibilidade de lesão traumática raquidiana, deve obter-se uma TC da área a esclarecer ou mesmo uma RM que defina igualmente o conteúdo intracanalar.
Os achados patológicos mais frequentemente identificados em TC cranioencefálica são as fraturas lineares ou afundadas, as coleções hemáticas intra (foco de contusão hemorrágico) ou extra-axiais (hematoma epidural, subdural agudo, subagudo ou crónico e hemorragia subaracnoideia traumática). A avaliação da potencial importância destes achados e sua orientação terapêutica são da estrita responsabilidade da especialidade de Neurocirurgia e não cabem no âmbito da presente discussão.