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Epidemologia (Repercussão Pulmonar das Conectivites)

Os doentes com LED poderão vir a manifestar complicações pulmonares em alguma fase da sua doença em cerca de 50% dos casos. O derrame pleural ou a hemorragia alveolar podem apresentar manifestação inicial no LED, frequentemente em idades jovens e do sexo feminino. Na AR (artrite reumatóide) podem ser detetadas alterações pulmonares em mais de 40%, mas com importância clínica são inferiores a 5% para a fibrose pulmonar e para as lesões pleurais.
É frequente o envolvimento na ESP, com mais de 90% dos doentes com alterações, correspondendo cerca de 70% a fibrose pulmonar.
Na poliomiosite/dermatomiosite, a fibrose pulmonar pode estar presente em 30% dos casos.
A síndrome de Sjõgren primária condiciona envolvimento clínico pulmonar em cerca de 10%. Além da doença intersticial, é frequente o envolvimento das vias aéreas, bronquiectasias e a bronquite. Quando a síndrome é secundária, as manifestações pulmonares da doença de base são mais frequentes e tendem a ser mais graves.
Mais raro é o envolvimento pulmonar em doenças como a espondilite anquilosante em que a doença fibrobolhosa pulmonar apical pode ser encontrada.

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Agentes biológicos (Espondilartrites)

– Agentes biológicos – aprovados para as doenças intestinais inflamatórias, artrites psoriáticas e espondilite anquilosante, os fármacos anti-TNF-a (infliximab, etanercept e adalimumab) constituem, hoje em dia, uma opção terapêutica nos doentes refratários às terapêuticas convencionais. Nas formas axiais de espondilite anquilosante constituem a principal opção terapêutica após ineficácia de dois AINEs ou intolerância. Apresentando uma boa eficácia, o início de ação tende a ser rápido e os efeitos sustidos. Os doentes que não respondem ou não toleram um anti-TNF podem responder a outro. A terapêutica anti-TNF diminui também a probabilidade de recorrência de uveítes.
O custo destes fármacos e eventuais problemas de segurança a longo prazo continuam a ser os principais fatores limitantes à sua utilização. As infeções constituem o efeito adverso mais frequente devendo motivar a interrupção transitória destes fármacos e a realização de antibioterapia dirigida. A reativação de tuberculose latente constitui um dos principais receios, em particular nos países latinos. A introdução de testes de rastreio e de terapêutica profiláctica veio diminuir a sua ocorrência.
O risco acrescido de neoplasias (não confirmado), a exacerbação ou agravamento de doenças desmielinizantes, o agravamento de insuficiência cardíaca, alterações hematológicas e das provas hepáticas são efeitos adversos potenciais. Uma adequada monitorização deve manter-se, tentando minimizar eventuais efeitos secundários.

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Diagnóstico Diferencial (Olho Vermelho)

– Trauma.
– Uveíte.
– Doença reumática.
– Espondilite anquilosante.
– Colite ulcerosa.
– Síndrome de Reiter.
– Tuberculose.
– Herpes.
– Sífilis.
– Sarcoidose.
– Toxoplasma.
– Infecção por Cytomegalovirus.
– Doença de Lyme.