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Outras Hipersónias Centrais

A hipersónia idiopática é caracterizada por uma sonolência excessiva, com sestas prolongadas não reparadoras. Distingue-se da narcolepsia pela ausência de cataplexia e pela ausência de SOREM (<1) no TLMS. O sono noturno avaliado pela PSG é normal, podendo o tempo total de sono noturno estar ou não muito prolongado (>10 horas).
A hipersonolência destes doentes é tratada de forma semelhante à narcolepsia com estimulantes (modafinil, anfetaminas, metilfenidato).
A hipersónia recorrente mais bem caracterizada é a síndrome de Kleine-Levin, em que existem episódios de hipersónia com duração de dias a semanas acompanhados de alterações comportamentais (hiperfagia, hipersexualidade) e cognitivas, separados por períodos livre de sintomas. Nesta patologia, a terapêutica com carbonato de lítio parece ser eficaz na redução da duração dos episódios de hipersónia e sintomas comportamentais. A hipersónia pode ser melhorada com modafinil. Outros fármacos já utilizados, com resultados contraditórios, incluem antiepilépticos (carbamazepina, valproato de sódio), neurolépticos e antidepressivos.
A hipersónia associada a outras doenças pode encontrar-se em patologias neurológicas (por exemplo, doença de Parkinson, AVC, encefalite), psiquiátricas, metabólicas ou tóxicas e genéticas (por exemplo, síndrome de Prader Willli, doença de Nieman Pick C, distrofia miotónica). A etiologia deste sintoma é provavelmente multifactorial nestes casos (fármacos, lesão SNC, disrupção do sono). É fundamental, por isso, a otimização da terapêutica de base e o tratamento de patologias de sono associadas. Na doença de Parkinson, distrofia miotónia e esclerose múltipla, a terapêutica da hipersónia com modafinil foi já testada com bons resultados.

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Insónia

As medidas não farmacológicas indicadas são a higiene de sono (com hora rígida para levantar, evitar estimulantes como o café ou o chá, limitar sestas durante o dia), manter atividade física diária e manter uma luz de presença acesa durante a noite.
Em termos farmacológicos, existe à disposição a melatonina (apesar de nem todos os ensaios revelarem eficácia), as benzodiazepinas mais sedativas de semivida curta (como o lorazepam), o zolpidem (com menor possibilidade de quedas e confusão diurna) e a trazodona.

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Apatia

Incluiu-se aqui o tratamento da apatia que não é causada pela depressão. É um sintoma de difícil tratamento e que parece estar relacionado com disfunção do sistema dopaminérgico.
Existem escassos estudos, com muito poucos casos, que mostram melhoria com o bupropião, a amantadina e com estimulantes, como o metilfenidato. Todavia, é nossa opinião que a evidência gerada é insuficiente para recomendar o seu uso fora de centros especializados.