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bdc lounge 2 00049 rgb lg lr 1 180x180 - VENTILAÇÃO CONTROLADA (CONTROLLED MECHANICAL VENTILATION - CoMV)

VENTILAÇÃO CONTROLADA (CONTROLLED MECHANICAL VENTILATION – CoMV)

Quando em CoMV, o ventilador entrega ao doente um determinado volume corrente a uma determinada frequência, ambas programadas à partida, não sendo permitidas respirações espontâneas. Com os atuais ventiladores, este modo é apenas possível se o doente não apresenta estímulo respiratório próprio, quer devido à sua situação patológica, quer através da utilização de sedativos ou relaxantes musculares.
Quando controlada em pressão, o ventilador entrega ao doente um determinado volume corrente a uma determinada frequência, sendo a pressão inspiratória de pico que interrompe o ciclo. Devido a este facto, o volume corrente entregue pode apresentar grandes variações sempre que a compliance ou a resistência das vias aéreas se modificam, com risco de hipo ou hiperventilação. Apresenta, todavia, a vantagem de permitir limitar as pressões de pico e controlar mais facilmente a relação inspiração:expiração.
Pode ser a modalidade ventilatória de eleição sempre que:
– O doente não apresente estímulo respiratório eficaz, devido a doença neuromuscular ou a ausência de estímulo central (intoxicações, sedação, relaxantes musculares, etc).
– Quando está contra-indicado o estímulo inspiratório negativo (como em algumas lesões da parede torácica).
Das desvantagens deste modo ventilatório, destacam-se o poder levar a atrofia dos músculos respiratórios se utilizada por períodos de tempo prolongados e de exigir uma monitorização muito apertada da oxigenação e do equilíbrio ácido-base, pois ao não permitir ao doente aumentar a frequência respiratória impede a atuação de alguns mecanismos de compensação fisiológicos.
Devem ser sempre monitorizadas:
—> Pressão inspiratória.
—> Volumes correntes expirados.
—» Equilíbrio ácido-base.
-» Assincronia entre o doente e o ventilador.
-> Nível de sedação do doente, de modo a mantê-lo com esforço inspiratório mínimo ou inexistente.

imagen 20071101213513 180x180 - Sensibilidade (Programação do Ventilador)

Sensibilidade (Programação do Ventilador)

Sensibilidade – a sensibilidade (ou trigger) do ventilador é a pressão negativa que o doente necessita gerar dentro do circuito do ventilador para este reconhecer um esforço inspiratório.
Utilizam-se geralmente valores de -2 cmH2O. Quando programada de modo demasiado baixo, pode levar a um aumento do esforço inspiratório do doente. Se programado de modo demasiado alto, pode levar a autociclagem do ventilador com consequente desadaptação.
Nos últimos anos, novos métodos de diminuir o tempo de resposta do ventilador ao estímulo do doente têm sido propostos, como a NAVA (neurally adjusted ventilatory assist), onde o ventilador deteta a sensibilidade elétrica do diafragma e não as variações de pressão ou de fluxo geradas por essa atividade. São métodos potencialmente muito prometedores, embora a sua utilização na prática médica ainda esteja em início e novos algoritmos sejam necessários.

Dores musculares no corpo todo e1359983602275 180x180 - Tipos de dor

Tipos de dor

—> Dor nociceptiva – dor resultante da aplicação de um estímulo que provoca dano ou lesão em órgãos somáticos ou viscerais.
A dor nociceptiva pode ainda ser somática, quando ocorre nas estruturas somáticas de revestimento ou nas articulares, caracterizando-se por ser uma dor constante e bem localizada; ou visceral, quando ocorre ao nível dos órgãos, caracterizando-se por ser insidiosa, mal definida, vaga e surgindo com cólicas, moinhas ou paroxismos.
—> Dor neuropática – dor resultante de processos somatossensoriais aberrantes, por agressão de diferentes elementos do sistema nervoso.
—> Dor psicogénica – dor complexa que não permite a detecção de qualquer lesão orgânica ou envolvimento nociceptivo, associada a distúrbios emocionais com poderoso envolvimento psicológico.


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11 1 180x180 - Pressão positiva contínua nas vias aéreas

Pressão positiva contínua nas vias aéreas

É utilizada na prática clínica como uma forma de aumentar a capacidade residual funcional do doente, aumentando o volume pulmonar no fim da expiração. Previne deste modo o colapso alveolar e aumenta a oxigenação.
Embora não constituindo estritamente uma modalidade ventilatória, a CPAP é uma técnica útil no tratamento da insuficiência respiratória, permitindo ventilação espontânea com uma pressão basal elevada. O esforço inspiratório do doente é iniciado a esta pressão basal e a pressão retorna a este valor no fim da expiração. O controlo da frequência e do volume corrente são efetuados pelo doente.
O CPAP pode ser aplicado através do circuito do ventilador, através de circuitos de débito livre com reservatório de alta compliance ou através de aparelhos portáteis especialmente concebidos.
E essencial o doente ter um estímulo respiratório e um volume corrente adequados, pois não são aplicados quaisquer ciclos mandatórios ou outras formas de assistência respiratória.
As suas principais indicações em Medicina Intensiva são:
—> Ventilação adequada mas oxigenação insuficiente, devido a patologias que diminuam a capacidade residual funcional, como atelectasias ou retenção de secreções.
—> Ventilação adequada mas incapacidade de manter a via aérea devido a edema ou obstrução.
—> Como meio de manter a estabilidade alveolar e aumentar a capacidade residual funcional durante o desmame.
Para além destas indicações, o seu uso tem sido também advogado na síndrome da apneia obstrutiva do sono (em que é um dos meios de tratamento mais eficazes disponíveis) e no edema pulmonar cardiogénico.
A sua aplicação inicia-se geralmente por um valor baixo (4 a 5 cmH20), sendo progressivamente aumentado de acordo com a tolerância clínica e os valores da gasimetria.
Geralmente torna-se necessária a utilização de pressões entre os 5 e os 15 cmH2O. Estas são habitualmente bem toleradas exceto se o doente apresenta hipovolemia ou disfunção cardíaca significativa.
É fundamental uma boa monitorização, pretendendo-se:
Frequência respiratória <25 ciclos/minuto. _> Volume corrente expirado: entre 5 e 8 ml/kg.
_> Conforto do doente.
A sua retirada deve ser feita com as mesmas precauções que a sua colocação, devendo as alterações ser feitas gradualmente e sob monitorização cuidadosa.

tratamento apneia 180x180 - Ventilação Mandatória Intermitente Sincronizada

Ventilação Mandatória Intermitente Sincronizada

Em SIMV o ventilador entrega ao doente um determinado volume corrente (ou uma determinada pressão de insuflação) a uma determinada frequência, predefinidas. A sincronização potencia a interação doente / ventilador através da entrega do volume predefinido (ou pressão de insuflação) em simultâneo com o estímulo inspiratório do doente.
Para além destes ciclos, controlados pelo médico, o doente pode apresentar estímulos respiratórios adicionais, respirando espontaneamente, com o volume corrente que for capaz de gerar. Este modo ventilatório utiliza-se geralmente na prática corrente em combinação com a pressão assistida, o que permite diminuir o esforço respiratório. Na maioria dos ventiladores, o SIMV é controlado por volume e não por pressão.
Esta modalidade ventilatória difere da ventilação assistida-controlada pelo volume corrente nos ciclos iniciados pelo doente. Enquanto que no SIMV estes são variáveis e resultantes do esforço que o doente for capaz de gerar, no CMV estes são fixos e determinados pelo médico.
Está geralmente indicada:
-> Em doentes com estímulo respiratório normal mas com músculos respiratórios incapazes de suportarem todo o trabalho da respiração.
-» em situações em que é desejável permitir ao doente manter a sua própria frequência respiratória, ajudando a manter uma PaC02 e um pH normal. ^
—> No desmame da ventilação mecânica.
Devido a ser sincronizada com o estímulo do doente e de permitir a este variar os volumes e frequências, apresenta algumas vantagens, de que se destacam:
—» Aumento do conforto para o doente.
—» Menor atrofia dos músculos respiratórios.
—> Menor risco de barotrauma.
—> Menor risco de hiperventilação.
—> Menores consequências hemodinâmicas.
Obriga à monitorização cuidada da:
– Frequência respiratória do doente.
– Pressão inspiratória.
– Volume corrente dos ciclos mandatórios.
– Volume corrente dos ciclos espontâneos.
– Conforto do doente.

bdc lounge 2 00049 rgb lg lr 1 180x180 - Ventilação Assistida/Controlada (Continuous Mandatory Ventilation - CMV)

Ventilação Assistida/Controlada (Continuous Mandatory Ventilation – CMV)

Quando em CMV, o ventilador entrega ao doente um determinado volume corrente a uma determinada frequência, ambas programadas à partida. Todavia, sempre que o doente apresenta um esforço inspiratório suplementar (definido pelo valor da sensibilidade ou trigger do ventilador), este inicia um novo ciclo, entregando uma respiração suplementar com o volume corrente que se encontra programado. É deste modo possível ao doente aumentar a frequência do ventilador, e portanto o suporte ventilatório.
A grande vantagem que esta modalidade apresenta é a de permitir realizar um ciclo completo para cada estímulo inspiratório do doente, independentemente da amplitude deste estímulo. Pode, todavia, levar a volumes e frequências elevadas com risco de hiperventilação. Pode levar ainda ao início de nova inspiração antes do fim da expiração anterior, com risco de aparecimento de auto-PEEP.
A sua programação é semelhante à da ventilação controlada, devendo ser sempre monitorizadas:
– Pressão inspiratória.
– Volumes correntes expirados.
– Equilíbrio ácido-base.
– Conforto do doente.
Deve ser referido que, em todos os ventiladores modernos de cuidados intensivos, o modo de CMV substituiu o modo de CoMV, mesmo quando este facto não é indicado.

Inhaler 180x180 - Farmacoterapia na asma - Agonistas de longa duração de ação

Farmacoterapia na asma – Agonistas de longa duração de ação

Agonistas de longa duração de ação (formoterol, salmeterol) têm um poder broncodilatador de pelo menos 12 horas após a primeira inalação. Devem ser utilizados em associação com fármacos anti-inflamatórios e nunca em monoterapia no controlo da asma. Têm um efeito protetor contra o estímulo broncoconstritor.