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Diagnóstico (Tuberculose)

As hemoculturas em sistemas automatizados (BACTEC, por exemplo) têm interesse em doentes com suspeita de TBP sem isolamento a partir da expectoração e no diagnóstico da TB extrapulmonar e disseminada, sendo de considerar em doentes com imunodeficiência.
O teste de sensibilidade à tuberculina tem um interesse limitado como meio de diagnóstico da TB, quer pela elevada variabilidade interindividual, quer pela possibilidade de reacções cruzadas com outras micobactérias, designadamente com a estirpe utilizada na vacina (BCG). Valoriza-se, sobretudo, o achado de um teste positivo num indivíduo que se sabia ser previamente negativo, podendo, neste caso, ser indicativo de infecção latente ou de doença. Pode ser útil no rastreio regular de populações com risco elevado de contacto com casos de TB activa, tal como profissionais de saúde e doentes com infecção por VIH, tendo, nestes últimos, limitações relacionadas com o grau de disfunção imunitária celular (geralmente negativo se a contagem de linfócitos CD4 for inferior a 200/mm3).
Os testes de reconhecimento de interferão gama {interferon gamma recognition assay, IGRA) apresentam, quanto à reacção da tuberculina, as vantagens de serem específicas para o MT. A sua positividade associa-se com sensibilidade e especificidade elevadas para o diagnóstico da TB latente, não estando completamente estabelecida a sua utilidade em doentes com infecção por VIH. No entanto, em Portugal, a sua utilização está, já, recomendada como método complementar ou alternativo ao teste de Mantoux, com as limitações inerentes ao custo mais elevado destes testes.


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shutterstock 73934362 180x180 - Vacinação e Gravidez

Vacinação e Gravidez

A vacinação materna protege tanto a mãe como o feto. Idealmente, as vacinações em mulheres férteis devem ser planeadas antes da concepção. A mulher que planeia engravidar deve ter feito todas as vacinas do PNV, incluindo a do HPV, sendo de considerar, também, a necessidade da vacinação contra a varicela. A vacinação durante a gravidez deve ser sempre ponderada face ao risco de infecção e às potenciais reacções adversas para a mãe e para o feto. Por princípio, as vacinas atenuadas estão contra-indicadas durante a gravidez, devendo ser administradas, pelo menos, 3 meses antes da concepção.
A vacina antipneumocócica 23-valente não está recomendada durante o primeiro trimestre da gravidez, devendo ser ponderado o seu benefício durante o segundo e terceiro trimestres face à possibilidade de adiamento para depois do parto.
A vacina antigripal sazonal inactivada está classificada na categoria C (CDC). No entanto, estão disponíveis estudos alargados que não demonstraram reacções adversas relevantes, quer na mãe, quer no feto. A DGS recomenda a vacinação de grávidas durante o 2.° e 3.° trimestres, se estes coincidirem com a época da gripe sazonal.
O reforço do tétano e difteria, quando indicado, deve ser feito durante o 2.° ou 3.° trimestres. Em mulheres sem vacinação prévia, com vacinação incompleta (<3 tomas) ou com estado vacinal desconhecido, devem ser administradas 2 doses com 4 semanas de separação; em mulheres com 3 tomas anteriores ou com mais de 3 tomas mas com o último reforço há mais de 10 anos, deve ser feita uma nova toma durante a gravidez; em mulheres com mais de 3 tomas feitas e com reforço há menos de 10 anos, não é necessária uma nova administração. A vacinação da gripe A (H1N1) prevalente em 2009 está altamente recomendada, após as 12 semanas de gestação, em face da potencial gravidade das complicações pulmonares da gripe causada por esta estirpe neste grupo especial de população.

pulmoes2 1024x1004 180x180 - TBMR (Tuberculose)

TBMR (Tuberculose)

À semelhança do que se recomenda, na generalidade, para o tratamento das infecções por agentes resistentes aos antimicrobianos, o tratamento da TBMR deve ser individualizado de acordo com as características clínicas e microbiológicas de cada caso. No entanto, podem padronizar-se algumas situações, para as quais estão disponíveis recomendações específicas.
Devem incluir-se, inicialmente, 4-6 fármacos, dando prioridade aos que mantêm eficácia contra a estirpe envolvida e incluindo um fármaco injectável (estreptomicina, amicacina, canamicina, capreomicina) que deve ser mantido até 6 meses após a negativação das culturas.
Os exames directos e culturais devem ser realizados mensalmente até à negativação e o teste de sensibilidade aos antibacilares (TSA) realizado de 3 em 3 meses, considerando-se a possibilidade de falência do esquema instituído quando houver persistência da sintomatologia clínica ou da positividade dos exames microbiológicos. As estratégias de optimização do tratamento devem incluir a possibilidade de doseamento dos níveis séricos dos fármacos, bem como da sua tolerância clínica e laboratorial, com ajuste da dose ou do esquema terapêutico sempre que justificado. A importância da adesão ao tratamento justifica a recomendação da TOD neste contexto.