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Anticoncepção e gravidez (Lúpus)

– Anticoncepção e gravidez – os métodos anticonceptivos têm que ser discutidos individualmente, dada a possibilidade de agravamento do LES com a administração de estrogénios e os potenciais riscos de infeção e hemorragia com os DIU. As gravidezes devem ser planeadas para alturas em que a doença se encontre quiescente e vigiadas como gravidezes de risco.

métodos contraceptivos vantagens e desvantagens 180x180 - Contracepção Hormonal na Mulher com Patologia. Recomendações Baseadas em Evidência Científica Limitada ou Inconsistente (Nível B)

Contracepção Hormonal na Mulher com Patologia. Recomendações Baseadas em Evidência Científica Limitada ou Inconsistente (Nível B)

– Contracepção oral combinada:
• Pode ser utilizada nas mulheres saudáveis e não fumadoras até aos 50-55 anos após avaliação dos riscos e benefícios.
• Não recomendado como 1.ª linha nas mulheres a amamentar devido ao impacto negativo dos estrogénios na lactação (considerar o seu uso só depois da lactação estar bem estabelecida).
• Pode ser utilizada na hipertensa, bem controlada, com menos de 35 anos, não fumadora e sem evidência de doença vascular de órgão alvo.
• Pode ser utilizada na diabética, com menos de 35 anos, não fumadora sem evidência de hipertensão, nefropatia, retinopatia ou outra doença vascular.
• Pode ser utilizada na mulher com enxaquecas sem sinais focais neurológicos, com menos de 35 anos e não fumadora (preferir progestagénio isolado, dispositivo intra-uterino ou métodos de barreira).
• Usar com precaução na mulher obesa com mais de 35 anos dado o risco aumentado de trombose venosa.
• Deve ser considerado o uso de profilaxia com heparina, antes de cirurgia major, nas utilizadoras.
– Contraceptivos orais com progestagénio isolado/acetato de medroxiprogesterona suspensão injectável:
• Pode ser iniciado com segurança nas mulheres a amamentar (6 semanas depois do parto) e nas mulheres que não amamentam (imediatamente).
– Contracepção hormonal:
• Não ocorre agravamento dos sintomas nas mulheres com perturbações depressivas.

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Recomendações na Prescrição de Contraceptivos Orais

– Na maioria das utentes a 1.ª escolha poderá passar por um contraceptivo oral de baixa dosagem estrogénica (20 a 35 ug de EE (etinilestradiol).
– As pílulas trifásicas têm maior incidência de efeitos secundários relacionados com as dosagens de estrogénios.
– Os efeitos secundários associados aos estrogénios, como tensão mamária, náuseas, aumento de peso ou alterações do humor são bastante menos frequentes com os contraceptivos de baixa dosagem de etinilestradiol (15 a 20 (ig).
– Na persistência da tensão mamária, apesar da redução de EE, substituir por composto com maior actividade progestagénica, como os contraceptivos com levonorgestrel.
– A hemorragia intermenstrual pode ocorrer com qualquer contraceptivo durante os primeiros três ciclos.
– Hemorragia anormal ocorre na 2.ª fase do ciclo (quantidade insuficiente de progestagénio para manter o endométrio secretor nesta fase). Opção de tratamento: transição para um contraceptivo trifásico que apresenta doses crescentes de progestagénio.
– Hemorragia anormal ocorre na 1.ª fase do ciclo (quantidade de estrogénio insuficiente).
Opção de tratamento: aumento na dosagem de EE.
– Situações com concomitante necessidade de tratamento de manifestações androgénio-dependentes (acne, seborreia, alopecia androgénica e formas ligeiras de hirsutismo): optar por contraceptivo com progestagénio de propriedades anti-androgénicas, como é o caso da ciproterona.

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Tratamento (Trombopatias)

— Na uremia, o uso de desmopressina (0,3 mcg/kg – e.v.) pode estar indicado em caso de hemorragia; também o uso de estrogénios conjugados pode ser útil.
— Em caso de hemorragia em qualquer situação de defeito qualitativo, o recurso a transfusão de concentrado de plaquetas está indicado (mas as plaquetas transfundidas adquirem o defeito urémico rapidamente e não compensam o efeito de fármacos como o tirofiban e eptifibatide).

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Estrogénios (Osteoporose)

A utilização de estrogénios para a prevenção e tratamento da OP pós-menopáusica não é actualmente considerada terapêutica de 1ª linha, dados os resultados de estudos. Embora este estudo tenha demonstrado que os estrogénios reduziam o risco fracturário, ficou também claro que os riscos de cancro da mama e cardiovascular estavam aumentados. Assim, a relação risco-benefício não é considerada vantajosa, se a decisão para iniciar estrogénios estiver apenas relacionada com o osso.
As normas internacionais recomendam a utilização de estrogenoterapia de substituição nos casos em que existam sintomas de climatério significativos. A duração da terapêutica não deve ultrapassar os 5 anos. Durante esse tempo a mulher vai beneficiar também do efeito sobre o osso.
A dose de estrogénios utilizada na prevenção é a equivalente a 0,625 mg de estrogénios equinos conjugados ou 50 jxg/dia nas formas transdérmicas. Nas mulheres que não tenham sido submetidas a histerectomia, é obrigatória a utilização conjunta de progestagénios, de forma cíclica ou contínua, para reduzir o risco de hiperplasia e cancro do endométrio.

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Raloxifeno (Osteoporose)

O raloxifeno é um SERM (modelador selectivo dos receptores dos estrogénios) com ação agonista ao nível do osso e do perfil lipídico e com ação antagonista aos estrogénios, ao nível do útero e da mama.
Na dose diária de 60 mg, o raloxifeno demonstrou ser eficaz na prevenção da OP em mulheres pós-menopáusicas e reduzir o risco de fractura vertebral, em doentes com OP estabelecida.
Um dos principais efeitos acessórios do raloxifeno é o aparecimento/agravamento dos afrontamentos, pelo que a sua utilização não é recomendada imediatamente após a menopausa.
-» Análogos da PTH (Teriparatida e PTH 1-84).
A teriparatida (fragmento 1-34 da paratormona) e a PTH (intacte) são fármacos anabolizantes com eficácia comprovada no aumento da DMO e redução do risco de fractura vertebral.
Embora a paratormona endógena estimule a reabsorção óssea, a sua utilização intermitente (com um pico diário na altura da administração) vai promover um aumento da formação.
A teriparatida e a PTH intacte são utilizadas em injecção subcutânea diária, durante 18 meses. A utilização de bifosfonatos previamente à PTH ou a teriparatida atrasa a ação desta e a utilização simultânea inibe a sua acção. Após os 18 meses de teriparatida com PTH, deve ser iniciado um anti-reabsortivo.
A utilização de PTH está contra-indicada em doentes com hipercalcemia, hiperparatiroidismo e doença óssea de Paget.

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Enxaqueca Menstrual

A terapêutica da enxaqueca menstrual com estrogénios transdérmicos (na altura do período menstrual ou no intervalo da pílula) não é particularmente eficaz pois apenas atrasa o início da crise. A administração diária de triptanos (frova ou naratriptano) ou de naproxeno, na semana perimenstrual (começando 2 dias antes da data prevista para o período) é eficaz neste tipo de enxaqueca, mas deve ser reservada para casos difíceis e ponderada em comparação com a terapêutica apenas da crise.
Evolução da enxaqueca: estima-se que, todos os anos, cerca de 14% dos doentes com crises de enxaqueca, seguidos em consulta da especialidade, evoluem para formas de migraine muito frequentes e difíceis de controlar. Alguns fatores aumentam o risco desta evolução, nomeadamente o abuso medicamentoso, a obesidade, as perturbações do sono (ressonar), o stress psicossocial, a história de traumatismo cranioencefálico e as crises frequentes, alguns dos quais podem e deverão ser controlados.