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Classificação (Distonias)

-> Classificação – entre as várias classificações possíveis, assumem particular relevância na abordagem terapêutica as efetuadas de acordo com a etiologia, distribuição anatómica e características clínicas.

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Terapêutica – Cinesiterapia respiratória

– Cinesiterapia respiratória – indicação formal nos derrames de etiologia infeciosa, uma vez que diminui a formação de bridas entre o folheto parietal e visceral.

transplante cardc3adaco 180x180 - Insuficiência Valvular Aórtica Crónica

Insuficiência Valvular Aórtica Crónica

A IA (insuficiência aórtica crónica) isolada determina cerca de 15 a 20% das cirurgias de substituição valvular aórtica. A sua etiologia é, hoje em dia, relacionada com doença da raiz da aorta, válvula aórtica bicúspide e aorta ascendente.

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Etiologia

A doença coronária é a causa mais frequente de IC no mundo ocidental, atingindo 60 a 70% dos doentes com disfunção sistólica ventricular esquerda.
A hipertensão arterial, as alterações primárias do músculo cardíaco (miocardiopatias), as doenças valvulares, congénitas, do pericárdio e as arritmias também são causas comuns de IC. A exposição a fármacos cardiotóxicos, em particular citostáticos, pode exacerbar ou causar IC. A IC de alto débito pode ser causada por anemia grave, beribéri, shunts arteriovenosos, doença de Paget e tireotoxicose.
A identificação das causas potencialmente reversíveis, bem como dos fatores precipitantes e de exacerbação da IC, é fundamental para uma eficaz abordagem terapêutica.

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DIAGNÓSTICO (Fibrose Pulmonar Idiopática)

Consiste na demonstro histológica da UIP por BPC, na ausência de outra causa conhecida para ILD. Num doente imunocompetente pode aceitar-se o diagnóstico, pela presença de quatro critérios major e pelo menos três minor:
— Critérios major:
Exclusão de causas conhecidas de ILD.
Alteração restritiva e compromisso nas trocas gasosas em repouso ou no esforço e diminuição da DLCO.
TC de alta resolução com opacidades bi-basilares reticulares e vidro despolido mínimo.
BPTB ou LBA (lavado broncoalveolar) sem demonstração de outra etiologia
– Critérios minor:
• Idade >50 anos.
• Início insidioso e sem outra explicação para dispneia de esforço.
• Duração da doença >3 meses.
• Fervores crepitantes bi-basilares.

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Indicações para Entubação Endotraqueal

– Apneia.
– Toilette brônquica.
– Perda dos mecanismos autónomos de protecção da via aérea ou via aérea superior inadequada.
– Traumatismo torácico severo.
– Choque grave de qualquer etiologia.
– Hipoventilação e acidose respiratória progressiva.
– Hiperventilação terapêutica.
– Necessidade de sedação, analgesia ou bloqueio muscular profundos por motivos diagnósticos ou terapêuticos.
– Insuficiência respiratória de qualquer etiologia.

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Doença de Ménière

A doença de Ménière é rara, tem etiologia desconhecida, deve-se à distenção do labirinto membranoso devido à acumulação de endolinfa. Por norma tem início entre os 40 e 60 anos de idade. Usualmente afecta apenas um ouvido, mas pode ser bilateral em 25% dos casos.
A vertigem é rotatória, dura algumas horas e tem um curso intermitente.
A crise pode ser precedida de sensação de plenitude auricular, durante horas ou dias.
Acompanha-se de surdez neurossensorial, flutuante (agrava-se antes e durante as crises), mas apresenta agravamento progressivo podendo chegar a ser severa.
O acufeno é permanente mas agrava-se antes das crises.
O tratamento médico da crise compreende cinarizina (15 a 30 mg de 6/6 horas) e/ou diazepam (5 a 10 mg de 6/6 horas). Entre as crises devem-se adoptar medidas gerais de restrição salina, evicção de consumo tabágico, etanólico e cafeínico, medicação regular com histina (16 mg de 8/8 horas); se as crises forem frequentes, pode ser necessário prolongar o tratamento com cinarizina e eventualmente associar um diurético em doses baixas.
O tratamento pode ser cirúrgico. A labirintectomia é eficaz na resolução da vertigem, mas só deve ser realizada em casos unilaterais e já com audição muito comprometida.
Deve efectuar-se drenagem do saco endolinfático por via transmastoideia. Secção do nervo vestibular através da fossa média ou por via retrolabiríntica, este tipo de intervenção é muito delicado e preserva a audição. A aplicação de gentamicina intratimpânica é eficaz no controlo da vertigem, mas envolve um risco de agravamento da surdez em 10% dos casos.

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Policitemia Vera

Doença classificada como pertencente ao grupo das doenças mileoproliferativas crónicas de etiologia desconhecida.

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Etiologia (Pancreatite Aguda)

Apesar da etiologia da pancreatite aguda variar geograficamente, a causa mais frequente é a litíase biliar (cerca de 45% dos casos) seguida do álcool (cerca de 35% dos casos).
Em 10% dos casos, as etiologias são variadas e os restantes 10% são de causa idiopática, se bem que neste grupo parte significativa possa estar associada a lamas biliares.

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Etiologia (Insuficiência Hepática Aguda)

Determinar a etiologia da insuficiência hepática aguda é um passo importante para iniciar rapidamente a terapêutica específica, excluir eventuais contra-indicações ao transplante hepático e definir o prognóstico sendo assim possível distinguir os doentes que requerem transplante dos que poderão recuperar espontaneamente.
Existem múltiplas causas de insuficiência hepática aguda que variam consoante a região geográfica. As mais frequentes em todo o mundo são as infecções virais (hepatite VHA e VHB), a sobredosagem medicamentosa (em particular pelo paracetamol), as reacções idiossincrásicas a fármacos, a ingestão de toxinas e as doenças metabólicas. As causas indeterminadas representam uma percentagem significativa dos casos de insuficiência hepática aguda apesar do rastreio sistemático na detecção de vírus raros (herpes simplex e zoster da varicela) de ingesta de fármacos ou toxinas e de causas raras tais como a doença de Wilson, a hepatite isquémica, as síndromes de Budd-Chiari e de Reye e a infiltração neoplásica.
Na Europa, de 1972 a 2007, segundo o registo europeu de transplantação hepática, as causas de insuficiência hepática aguda que levaram ao transplante hepático foram: indeterminadas em 48%, por drogas ou toxinas em 19% (paracetamol em 8% – excluindo paracetamol em 11%), virais em 16% (VHA em 1% – VHB em 15%), várias em 17%.
Nos E.U.A., de 1998 a 2008, em 1147 doentes, a principal causa de insuficiência hepática aguda foi a overdose pelo paracetamol em 46%, seguindo-se as causas indeterminadas em 14%, a toxicidade a fármacos em 11%, os vírus em 10% (VHB em 7%; VHA em 3%), a hepatite auto-imune em 5%, a hepatite isquémica em 4% e a doença de Wilson em 2% W4
Com o tempo e ao longo da última década, a frequência destas etiologias tem-se modificado. No início dos anos 90, o VHB na Europa representava 50% das causas de insuficiência hepática aguda; actualmente, a percentagem é significativamente menor provavelmente devido ao contributo da respectiva vacina. A sobredosagem do paracetamol era a principal causa de insuficiência hepática aguda no Reino Unido e nos E.U.A. revestindo-se quase sempre de intenções suicidas. Recentemente, é também causa frequente noutros países europeus e na maioria dos casos é acidental; está relacionada sobretudo com a ingestão repetida de doses com finalidade analgésica.
Hoje em dia apontam-se numerosos fármacos diferentes do paracetamol também capazes de levar à insuficiência hepática aguda: antibióticos (23%), ecstasy (20%), tuberculostáticos (13%) e anti-inflamatórios não esteróides (7%).