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Policitemia Vera

Doença classificada como pertencente ao grupo das doenças mileoproliferativas crónicas de etiologia desconhecida.

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Doença de Parkinson

—> Etiologia – a DP é caracterizada pelos sinais cardinais e ainda pela moderada a ótima resposta aos agentes dopaminérgicos. A degenerescência progressiva dos neurónios das vias nigro-estriadas (dopaminérgicas) é o indicador anatomopatológico, mas a sua etiologia é ainda desconhecida.
—> Sintomatologia – os sintomas cardinais revelam-se pela lentificação de todos os movimentos, particularmente evidente no início dos atos motores (marcha, virar na cama, abotoar, higiene). Surge hipomímia, diminuição do pestanejo, discurso monótono.
A marcha é hesitante, sem balanceio dos braços e os reflexos posturais estão afetados, condicionando quedas. O tónus tem a habitual característica em “roda dentada”. O início assimétrico dos sintomas, com predomínio num dos hemicorpos, é típico.
– Diagnóstico – o diagnóstico da DP é clínico, baseado na sintomatologia descrita.
Todos os exames efetuados procuram excluir outras doenças que podem concorrer com sintomatologia semelhante, mais do que contribuir para o diagnóstico de DP.
A TC-cranioencefálica exclui hidrocefalia de pressão normal, parkinsonismo vascular ou outras lesões intracranianas (tumores, hematomas, etc). O estudo da função tiroideia exclui hipertiroidismo. O DATscan (ou SPECT cerebral com ioflupano) é um exame de medicina nuclear que visualiza a funcionalidade da transmissão dopaminérgica nigro-estriada, e que está licenciado para o diagnóstico diferencial entre tremor essencial e Parkinson, bem como entre doença de Alzheimer e doença de Corpos de Lewy.
Infelizmente não tem capacidade discriminativa entre os diferentes tipos de síndrome parkinsónica.

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TC E RM

Mais recentemente quer a TC, recorrendo ao sistema helicoidal, ou a urografia por RM, com contrastes próprios, parecem ser uma boa alternativa para o diagnóstico de obstrução, em doentes com dor lombar aguda, com contra-indicação para UIV; segundo alguns autores, a TC é mais sensível do que a UIV na deteção de cálculos do uréter lombar, mesmo sem contraste. Também a RM permite visualizar o local da obstrução e, na maioria dos casos, a sua etiologia. As desvantagens destes últimos estão, por enquanto, ao nível dos custos e da maior duração do exame no caso da RM.

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Classificação (Distonias)

-> Classificação – entre as várias classificações possíveis, assumem particular relevância na abordagem terapêutica as efetuadas de acordo com a etiologia, distribuição anatómica e características clínicas.

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Terapêutica – Cinesiterapia respiratória

– Cinesiterapia respiratória – indicação formal nos derrames de etiologia infeciosa, uma vez que diminui a formação de bridas entre o folheto parietal e visceral.

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Insuficiência Valvular Aórtica Crónica

A IA (insuficiência aórtica crónica) isolada determina cerca de 15 a 20% das cirurgias de substituição valvular aórtica. A sua etiologia é, hoje em dia, relacionada com doença da raiz da aorta, válvula aórtica bicúspide e aorta ascendente.

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Etiologia

A doença coronária é a causa mais frequente de IC no mundo ocidental, atingindo 60 a 70% dos doentes com disfunção sistólica ventricular esquerda.
A hipertensão arterial, as alterações primárias do músculo cardíaco (miocardiopatias), as doenças valvulares, congénitas, do pericárdio e as arritmias também são causas comuns de IC. A exposição a fármacos cardiotóxicos, em particular citostáticos, pode exacerbar ou causar IC. A IC de alto débito pode ser causada por anemia grave, beribéri, shunts arteriovenosos, doença de Paget e tireotoxicose.
A identificação das causas potencialmente reversíveis, bem como dos fatores precipitantes e de exacerbação da IC, é fundamental para uma eficaz abordagem terapêutica.

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DIAGNÓSTICO (Fibrose Pulmonar Idiopática)

Consiste na demonstro histológica da UIP por BPC, na ausência de outra causa conhecida para ILD. Num doente imunocompetente pode aceitar-se o diagnóstico, pela presença de quatro critérios major e pelo menos três minor:
— Critérios major:
Exclusão de causas conhecidas de ILD.
Alteração restritiva e compromisso nas trocas gasosas em repouso ou no esforço e diminuição da DLCO.
TC de alta resolução com opacidades bi-basilares reticulares e vidro despolido mínimo.
BPTB ou LBA (lavado broncoalveolar) sem demonstração de outra etiologia
– Critérios minor:
• Idade >50 anos.
• Início insidioso e sem outra explicação para dispneia de esforço.
• Duração da doença >3 meses.
• Fervores crepitantes bi-basilares.

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Indicações para Entubação Endotraqueal

– Apneia.
– Toilette brônquica.
– Perda dos mecanismos autónomos de protecção da via aérea ou via aérea superior inadequada.
– Traumatismo torácico severo.
– Choque grave de qualquer etiologia.
– Hipoventilação e acidose respiratória progressiva.
– Hiperventilação terapêutica.
– Necessidade de sedação, analgesia ou bloqueio muscular profundos por motivos diagnósticos ou terapêuticos.
– Insuficiência respiratória de qualquer etiologia.

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Doença de Ménière

A doença de Ménière é rara, tem etiologia desconhecida, deve-se à distenção do labirinto membranoso devido à acumulação de endolinfa. Por norma tem início entre os 40 e 60 anos de idade. Usualmente afecta apenas um ouvido, mas pode ser bilateral em 25% dos casos.
A vertigem é rotatória, dura algumas horas e tem um curso intermitente.
A crise pode ser precedida de sensação de plenitude auricular, durante horas ou dias.
Acompanha-se de surdez neurossensorial, flutuante (agrava-se antes e durante as crises), mas apresenta agravamento progressivo podendo chegar a ser severa.
O acufeno é permanente mas agrava-se antes das crises.
O tratamento médico da crise compreende cinarizina (15 a 30 mg de 6/6 horas) e/ou diazepam (5 a 10 mg de 6/6 horas). Entre as crises devem-se adoptar medidas gerais de restrição salina, evicção de consumo tabágico, etanólico e cafeínico, medicação regular com histina (16 mg de 8/8 horas); se as crises forem frequentes, pode ser necessário prolongar o tratamento com cinarizina e eventualmente associar um diurético em doses baixas.
O tratamento pode ser cirúrgico. A labirintectomia é eficaz na resolução da vertigem, mas só deve ser realizada em casos unilaterais e já com audição muito comprometida.
Deve efectuar-se drenagem do saco endolinfático por via transmastoideia. Secção do nervo vestibular através da fossa média ou por via retrolabiríntica, este tipo de intervenção é muito delicado e preserva a audição. A aplicação de gentamicina intratimpânica é eficaz no controlo da vertigem, mas envolve um risco de agravamento da surdez em 10% dos casos.